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Questão de Medicina — Cardiologia e Alterações Vasculares — FGV 2024

MedicinaCardiologia e Alterações Vasculares
Código
fg101233
Banca
FGV
Órgão
TRF - 1ª REGIÃO
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Analista Judiciário - Área Apoio Especializado - Especialidade: Medicina (Clínica Geral)
Paciente masculino, de 65 anos, hipertenso e diabético tipo I, em tratamento ambulatorial por pneumonia há 3 dias, nas últimas 12 horas passou por quadro de desconforto respiratório, sudorese, palpitação e astenia. Teve episódio de pré-síncope há 20 minutos e foi levado ao hospital. Na entrada apresentava-se confuso, febril, FC = 136 bpm, SPO2 86%, PA 85 x 50 mmHg e glicemia capilar 186 mg/dl.A alternativa que representa o valor da pressão arterial média (PAM) do paciente é:
  1. A68,3;
  2. B67,5;
  3. C65,1;
  4. D62,9;
  5. E61,6.
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GabaritoE — 61,6.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Pressão Arterial Média (PAM): cálculo e interpretação clínica

Gabarito: letra E (61,6 mmHg). A pressão arterial média é calculada pela fórmula PAM = PAD + (PAS − PAD)/3, ou, de forma equivalente, PAM = (PAS + 2 × PAD)/3. Aplicando os valores do enunciado (PAS = 85 mmHg e PAD = 50 mmHg), obtemos PAM = 50 + (85 − 50)/3 = 50 + 35/3 = 50 + 11,67 = 61,67 mmHg, que arredondado resulta em 61,6 mmHg. Este é um conceito fundamental em medicina intensiva e emergências, pois a PAM é o parâmetro que reflete a perfusão dos órgãos vitais, sendo alvo terapêutico crucial em quadros de choque.

A pressão arterial média representa a pressão média exercida pelo sangue nas paredes das artérias durante um ciclo cardíaco completo. Ela é um valor mais fiel da perfusão tecidual do que a pressão arterial sistólica (PAS) ou diastólica (PAD) isoladamente, pois leva em consideração que o ciclo cardíaco passa mais tempo em diástole do que em sístole. Por isso, a fórmula dá peso duplo à PAD. Na prática clínica, a PAM é utilizada como alvo de ressuscitação em pacientes com choque (objetivando-se PAM ≥ 65 mmHg), como critério de gravidade e como guia para o uso de vasopressores. No caso apresentado, o paciente está em choque (PA 85 x 50 mmHg, FC 136 bpm, confusão mental, SpO2 86%), e o cálculo da PAM é essencial para avaliar a gravidade e guiar a conduta imediata.

A fórmula PAM = PAD + (PAS − PAD)/3 é a mais utilizada na prática clínica e em provas de residência e concursos. Ela é uma aproximação válida para frequências cardíacas normais. Em situações de taquicardia extrema ou bradicardia, a fórmula pode não refletir com precisão a pressão de perfusão real, mas ainda assim é o método padrão para estimativa rápida. É importante destacar que a PAM não é simplesmente a média aritmética entre PAS e PAD (que seria (85+50)/2 = 67,5 mmHg), pois isso superestimaria o valor real, já que o coração permanece mais tempo em diástole. A alternativa B (67,5) representa exatamente esse erro conceitual, sendo um distrator clássico.

A banca explora a confusão entre a média aritmética simples e a fórmula correta da PAM. O candidato que calcula (85+50)/2 = 67,5 cai na alternativa B, mas o valor correto é obtido com a fórmula que pondera a diástole. Outro erro comum é inverter os termos da fórmula, como calcular (PAS + PAD)/3 ou usar a PAD como numerador principal. A pegadinha aqui é puramente matemática e conceitual: é preciso lembrar que a diástole dura mais tempo que a sístole, e por isso a PAD tem peso 2 na fórmula. Guarde a fórmula PAM = PAD + (PAS − PAD)/3 e aplique-a com atenção aos valores fornecidos no enunciado.

Alternativa A — ❌ Incorreta

O valor 68,3 mmHg não corresponde a nenhum cálculo direto com os dados fornecidos. Se o candidato tentasse usar a fórmula PAM = (PAS + PAD)/2, obteria 67,5, não 68,3. Esse valor pode surgir de um erro de arredondamento ou de uma aplicação incorreta da fórmula, como calcular (85 + 2×50)/3 = 61,67 e depois somar algo indevidamente. Não há justificativa fisiológica ou matemática para esse número, sendo um distrator puro.

Alternativa B — ❌ Incorreta

O valor 67,5 mmHg é exatamente a média aritmética simples entre PAS e PAD: (85 + 50)/2 = 67,5. Este é o erro conceitual mais comum: o candidato esquece que a PAM não é a média aritmética, mas sim uma média ponderada que dá peso 2 à PAD, pois o ciclo cardíaco permanece mais tempo em diástole. A banca coloca esse valor como distrator justamente para capturar quem não domina a fórmula correta.

Alternativa C — ❌ Incorreta

O valor 65,1 mmHg não corresponde a nenhum cálculo direto com os dados fornecidos. Poderia surgir de um erro na aplicação da fórmula, como usar PAM = (PAS + PAD)/3 = (85+50)/3 = 45, ou PAM = PAD + (PAS − PAD)/2 = 50 + 17,5 = 67,5, mas nenhuma variação simples gera 65,1. É um distrator numérico sem fundamento fisiológico ou matemático claro.

Alternativa D — ❌ Incorreta

O valor 62,9 mmHg não corresponde a nenhum cálculo direto com os dados fornecidos. Poderia surgir de um erro de arredondamento ou de uma aplicação incorreta da fórmula, como usar PAM = (PAS + 2×PAD)/3 com valores trocados: (50 + 2×85)/3 = (50+170)/3 = 220/3 = 73,3, que também não gera 62,9. É um distrator numérico sem fundamento fisiológico ou matemático claro.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O valor 61,6 mmHg é o resultado correto da aplicação da fórmula PAM = PAD + (PAS − PAD)/3. Substituindo os valores: PAM = 50 + (85 − 50)/3 = 50 + 35/3 = 50 + 11,67 = 61,67 mmHg, que arredondado para uma casa decimal resulta em 61,6 mmHg. Este é o valor que reflete a pressão de perfusão do paciente, que se encontra em choque (PAM < 65 mmHg), indicando necessidade de intervenção imediata.

Gabarito: letra E (61,6 mmHg).

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