Questão de Auditoria — Risco de auditoria — FGV 2024
Auditoria›Risco de auditoria
Código
fg101679
Banca
FGV
Órgão
TRF - 1ª REGIÃO
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Técnico Judiciário - Área Administrativa - Especialidade: Contabilidade
Em sua prática, o auditor deve adotar procedimentos que reduzam o risco de auditoria a um nível aceitavelmente baixo nas circunstâncias da auditoria. O risco de autoria é dado em função dos componentes ou dimensões de risco.Um desses componentes é o risco inerente, que:
Adepende do nível de tolerância a riscos definido no âmbito da organização;
Bdiz respeito ao risco de que uma distorção relevante possa ocorrer e não ser detectada e corrigida;
Cé mensurado após a avaliação da eficácia dos controles internos;
Dpressupõe a inexistência de controles implementados;
Ese refere ao risco de não obtenção de evidências suficientes que suportem as conclusões do trabalho.
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GabaritoD — pressupõe a inexistência de controles implementados;
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Risco Inerente em Auditoria
Gabarito: letra D. O risco inerente é definido como a suscetibilidade de uma afirmação a uma distorção relevante, assumindo a inexistência de controles internos relacionados. É a alternativa D que capta exatamente esse conceito: "pressupõe a inexistência de controles implementados". As demais alternativas definem outros componentes (risco de distorção relevante, risco de detecção, tolerância a riscos, etc.) ou invertem o momento da avaliação.
Risco de auditoria
1Risco inerente
Suscetibilidade a distorção relevante
Pressupõe inexistência de controles
Avaliado antes dos controles
2Risco de controle
Eficácia dos controles internos
3Risco de distorção relevante (RDR)
Risco inerente + Risco de controle
4Risco de detecção
Evidências insuficientes
Controlado pelo auditor
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que o risco inerente depende do nível de tolerância a riscos definido pela organização. Na verdade, o risco inerente é avaliado independentemente do apetite a risco – ele reflete a natureza do negócio e do ambiente, e não a aceitação de riscos pela administração. A tolerância a riscos influencia a resposta aos riscos (aceitar, mitigar, transferir), mas não o risco inerente em si.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Descreve o risco de que uma distorção relevante ocorra e não seja detectada e corrigida. Essa definição abrange o risco de distorção relevante (RDR), que é composto pelo risco inerente e pelo risco de controle. O risco inerente é apenas um dos componentes do RDR, não a totalidade.
Alternativa C — ❌ Incorreta
afirma que o risco inerente é mensurado após a avaliação da eficácia dos controles internos. Na prática, o risco inerente é avaliado antes de considerar os controles existentes, justamente porque pressupõe a ausência deles. A avaliação da eficácia dos controles refere-se ao risco de controle.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O risco inerente é o risco de uma distorção relevante ocorrer assumindo que não há controles internos relacionados. É exatamente o que a alternativa expressa: "pressupõe a inexistência de controles implementados". Essa é a definição consagrada nas normas de auditoria (ex.: NBC TA 200, item 13, alínea "n", e ISA 200).
Alternativa E — ❌ Incorreta
Refere-se ao risco de não obtenção de evidências suficientes para suportar as conclusões. Essa é a definição de risco de detecção, não do risco inerente. O risco de detecção é controlado pelo auditor por meio da natureza, época e extensão dos procedimentos de auditoria.