Observe o seguinte pensamento:“As lágrimas dos velhos são tão terríveis como as das crianças são naturais”.Sobre a estruturação desse texto, assinale a afirmativa correta.
AO pensamento mostra estrutura descritiva.
BO termo “as” repete o termo “lágrimas”.
C“Terríveis” qualifica “velhos”.
D“Naturais” qualifica “crianças”.
E“Terríveis” e “naturais” indicam semelhança.
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GabaritoB — O termo “as” repete o termo “lágrimas”.
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Análise sintática e coesão referencial no período comparativo
Gabarito: letra B. A frase "As lágrimas dos velhos são tão terríveis como as das crianças são naturais" estabelece uma comparação. O termo "as" em "como as das crianças" retoma, por anáfora, o substantivo "lágrimas", evitando a repetição. Portanto, a alternativa B está correta ao afirmar que o segundo "as" repete o termo "lágrimas".
Alternativa A — ❌ Incorreta
A estrutura não é meramente descritiva; trata-se de uma estrutura comparativa ("tão... como"). Descrever é enumerar características, e aqui há uma relação de comparação entre lágrimas de velhos e de crianças.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Como demonstrado, o pronome/artigo "as" substitui "lágrimas" na segunda oração. A coesão referencial é clara: "as lágrimas dos velhos" → "as [lágrimas] das crianças".
Alternativa C — ❌ Incorreta
"Terríveis" qualifica "lágrimas", não "velhos". Na estrutura, o adjetivo está ligado ao sujeito "as lágrimas dos velhos" – o termo regente é "lágrimas".
Alternativa D — ❌ Incorreta
Da mesma forma, "naturais" qualifica "lágrimas" (das crianças), não "crianças". O paralelismo exige que os adjetivos se refiram ao mesmo substantivo "lágrimas".
Alternativa E — ❌ Incorreta
"Terríveis" e "naturais" indicam contraste, não semelhança. A comparação é feita entre a intensidade das lágrimas (tão... como), mas as qualidades são opostas.
NÃO CAIA NESSA!
Em estruturas comparativas, atenção aos pronomes que retomam termos anteriores. Identifique o núcleo do sujeito para não confundir a quem os adjetivos se referem.
NÃO CAIA NESSA!
Sujeito nunca tem preposição
Se um termo vem regido de preposição (de, em, a...), ele não é o sujeito da oração. Serve para não confundir sujeito com objeto/adjunto preposicionado.