Questão de Atualidades — Energia na Atualidade — FGV 2024
- Código
- fg102073
- Banca
- FGV
- Órgão
- AL-TO
- Ano
- 2024
- Nível
- Superior
- Acompostagem.
- Bbiodiversidade.
- Ccréditos de carbono.
- Dciclo de vida.
- Ebiomassa.
GabaritoE — biomassa.
Gabarito: letra E. O trecho descreve a biomassa, que é exatamente a matéria orgânica de origem vegetal ou animal utilizada como fonte de energia — no Brasil, representada pela lenha, carvão vegetal, bagaço de cana e outros resíduos combustíveis. A definição bate com o conceito consagrado de biomassa como fonte renovável e sustentável de energia.
A biomassa é toda matéria orgânica (vegetal ou animal) que pode ser convertida em energia, seja por combustão direta, seja por processos como a fermentação ou a gaseificação. No Brasil, ela tem papel relevante na matriz energética, especialmente com o etanol (da cana-de-açúcar), o biodiesel (de óleos vegetais) e o bagaço de cana usado nas usinas. A lenha e o carvão vegetal também são formas tradicionais de biomassa, embora seu uso indiscriminado possa gerar desmatamento — por isso, a sustentabilidade depende do manejo adequado.
A pegadinha da questão está em distinguir biomassa de outros conceitos ambientais que aparecem como distratores: compostagem (processo de decomposição de resíduos orgânicos para gerar adubo), biodiversidade (variedade de espécies), créditos de carbono (mecanismo de mercado para reduzir emissões) e ciclo de vida (análise dos impactos de um produto da extração ao descarte). Todos são temas ligados à sustentabilidade, mas nenhum deles é, por definição, uma fonte de energia.
A compostagem é o processo biológico de decomposição de resíduos orgânicos (restos de comida, folhas) que resulta em adubo ou composto orgânico. Não é uma fonte de energia, mas sim um método de tratamento de resíduos e de fertilização do solo. O erro está em confundir o aproveitamento da matéria orgânica para gerar energia (biomassa) com o aproveitamento para gerar adubo (compostagem).
A biodiversidade refere-se à variedade de seres vivos (animais, plantas, microrganismos) e aos ecossistemas em que vivem. É um conceito de riqueza biológica, não de fonte energética. Embora a biomassa dependa da biodiversidade (as plantas são matéria-prima), o trecho descreve especificamente o uso da matéria orgânica como energia, não a variedade de espécies.
Os créditos de carbono são certificados que representam a redução de emissões de gases de efeito estufa, negociados em mercados regulados ou voluntários. São um instrumento econômico de mitigação das mudanças climáticas, não uma fonte de energia. A confusão surge porque a biomassa é considerada uma energia limpa e pode gerar créditos de carbono, mas o trecho descreve a fonte em si, não o mecanismo de compensação.
O ciclo de vida é uma metodologia de avaliação dos impactos ambientais de um produto, processo ou serviço, desde a extração da matéria-prima até o descarte final (análise do berço ao túmulo). Não é uma fonte de energia, mas uma ferramenta de gestão ambiental. O trecho não fala de avaliação de impactos, e sim da origem da energia.
A biomassa é, por definição, a matéria orgânica de origem vegetal ou animal utilizada como fonte de energia. O trecho cita exatamente os exemplos clássicos brasileiros: lenha, carvão vegetal, bagaço de cana e outros resíduos combustíveis. É considerada uma fonte renovável e, quando manejada de forma sustentável, contribui para a redução das emissões de carbono, pois o CO₂ liberado na queima é reabsorvido pelas plantas no crescimento.
Para diferenciar biomassa de outros conceitos ambientais, pergunte-se: "isso gera energia?" Compostagem gera adubo; biodiversidade é riqueza de espécies; créditos de carbono são certificados; ciclo de vida é análise de impactos. Só a biomassa é, em si, uma fonte de energia. Na prova, sublinhe as palavras-chave do enunciado — "energia", "matéria orgânica", "resíduos combustíveis" — e case com a definição.
Gabarito: letra E
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