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Questão de Português — Interpretação de Textos — FGV 2024

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
fg102519
Banca
FGV
Órgão
EBSERH
Ano
2024
Nível
Superior
Das frases listadas a seguir, a única que mostra construção integral com a linguagem culta, é:
  1. ANão sabia que a gente tinha tantas armas nucleares. Para que precisamos delas?
  2. BO que diminui a criminalidade não é o tamanho da pena e sim a certeza da punição.
  3. CEnquanto não tiver financiamento público, as mulheres vão continuar tendo dificuldades para suas campanhas.
  4. DMe disseram que a história não é escrita por covardes.
  5. EVocê não fez o que devia e vai ter de se virar para prestar contas do dinheiro.
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GabaritoB — O que diminui a criminalidade não é o tamanho da pena e sim a certeza da punição.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Análise da Questão FGV 2024 - Linguagem Culta

Gabarito: letra B. A única frase integralmente na norma culta é a da alternativa B. As demais apresentam desvios como uso de registro informal ("a gente", "se virar"), colocação pronominal inadequada ("Me disseram") ou emprego de "tiver" em sentido existencial em vez de "houver".

Critério

A

B (✅)

C

D

E

Registro formal

❌ "a gente" (coloquial)

✅ Vocabulário formal

❌ "tiver" por "houver"

❌ Próclise em início de período

❌ "se virar" (coloquial)

Colocação pronominal

❌ "Me disseram" (deveria ser "Disseram-me")

Concordância/Regência

❌ Verbo "ter" em sentido existencial

Alternativa A — ❌ Incorreta

"...Não sabia que a gente tinha tantas armas nucleares..."

O uso de "a gente" é característico da linguagem coloquial e não pertence à norma culta escrita. A forma culta seria "nós". A alternativa foge ao padrão formal.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

"O que diminui a criminalidade não é o tamanho da pena e sim a certeza da punição."

A frase observa a concordância, a regência e o vocabulário formal. Não há pronome pessoal oblíquo em início de período nem expressões coloquiais. A construção "e sim" é adequada para o contraste. Portanto, integralmente culta.

Alternativa C — ❌ Incorreta

"Enquanto não tiver financiamento público..."

Na norma culta, para verbos impessoais de existência, o correto é "houver" (do verbo haver). O uso de "tiver" (do verbo ter) é aceito na oralidade, mas não na escrita formal. Assim, há desvio.

Alternativa D — ❌ Incorreta

"Me disseram que a história não é escrita por covardes."

A norma culta exige que, em início de período, se utilize a ênclise: "Disseram-me". A próclise "Me disseram" é inadequada na escrita formal.

Alternativa E — ❌ Incorreta

"...vai ter de se virar..."

A expressão "se virar" (no sentido de resolver-se) é coloquial e não está consagrada na norma culta. Deveria ser substituída por "arranjar-se" ou "desenvencilhar-se" para atender ao padrão formal.

Conclusão: Somente a alternativa B segue rigorosamente as prescrições da linguagem culta.

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