A preposição DE, como outras preposições, podem ter valor gramatical, quando exigidas por uma palavra anterior, ou valor semântico, quando expressam algo importante para o texto.Assinale a opção em que a preposição DE é empregada com valor gramatical, exigida por um termo anterior.
AAs boas ações que praticamos não passam da nossa rua, as más ações que nos atribuem vão de um extremo a outro da nossa cidade
BA crença do cliente na integridade de nossos conselhos é o nosso maior patrimônio
CPercorra os parques da cidade. Você não encontrará nenhuma estátua de uma mulher.
DQualquer idiota é capaz de pintar um quadro. Mas só um gênio o venderá.
EFora educar o gosto, o teatro serve apenas para desfantasiar o espírito, nos dias de maior aborrecimento.
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GabaritoD — Qualquer idiota é capaz de pintar um quadro. Mas só um gênio o venderá.
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Valor Gramatical da Preposição DE
Gabarito: letra D. A única opção em que a preposição DE é exigida gramaticalmente por um termo anterior é a alternativa D, no trecho "capaz de pintar". O adjetivo "capaz" rege obrigatoriamente a preposição DE para introduzir seu complemento. Nas demais, DE tem valor semântico (posse, origem, especificação).
Alternativa
Trecho com "DE"
Termo anterior que exige "DE"
Valor da preposição
Classificação
A
"não passam da nossa rua" / "vão de um extremo" / "outro da nossa cidade"
Verbo "passar" (não exige DE obrigatoriamente) / verbo "ir" (não exige DE) / substantivo "outro" (posse)
Semântico (origem, trajeto, posse)
❌ Incorreta
B
"crença do cliente" / "integridade de nossos conselhos"
"não passam da nossa rua" — o verbo "passar" pode ser usado com DE para indicar origem ou limite, mas não há exigência gramatical fixa; é uso semântico (indicação de procedência/limite). Já "vão de um extremo a outro" indica trajeto (origem), também semântico. "outro da nossa cidade" expressa posse/relação (a cidade é o local). Nenhum DE é puramente gramatical.
Alternativa B — ❌ Incorreta
"crença do cliente" — posse (o cliente tem crença). "integridade de nossos conselhos" — característica. Ambos DE exprimem relação semântica, não regência.
Alternativa C — ❌ Incorreta
"parques da cidade" — posse (cidade tem parques). "estátua de uma mulher" — especificação (que tipo de estátua). Uso semântico.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
"Qualquer idiota é capaz de pintar um quadro" — o adjetivo "capaz" exige a preposição DE para ligar-se ao seu complemento (capaz de algo). Aqui DE não carrega significado próprio; é mera exigência gramatical (regência nominal).
Alternativa E — ❌ Incorreta
"dias de maior aborrecimento" — DE introduz uma especificação (dias caracterizados por aborrecimento), valor semântico.
NÃO CAIA NESSA!
Confundir regência (exigida por termo anterior) com usos semânticos comuns de DE (posse, origem, matéria, assunto). A banca testa o reconhecimento de que "capaz" rege DE, enquanto os demais casos são relações facultativas.
PEGA ESSA DICA!
Para identificar valor gramatical, pergunte: "a preposição é obrigatória para completar o sentido de um verbo, nome ou advérbio? Se sim, é regência (gramatical). Caso contrário, tem valor semântico."