Uma sociedade empresária tem como diretriz básica informar separadamente, em suas demonstrações contábeis, os efeitos econômicos sobre os ativos e os passivos, as receitas e as despesas, em geral, evitando realizar compensações entre os valores.De acordo com a NBC TG 26 (R5) – A apresentação das Demonstrações Contábeis, a diretriz adotada está
Aincorreta, uma vez que as normas de contabilidade exigem que os elementos patrimoniais e de resultado sejam apresentados em grupos.
Bincorreta, uma vez que a compensação garante melhor comparabilidade entre as contas, além de produzir informações mais tempestivas.
Cincorreta, uma vez que a informação resumida é mais eficiente, já que reduz os custos de preparo da entidade que reporta e de interpretação, do usuário.
Dcorreta, uma vez que a compensação prejudica a capacidade dos usuários de compreender as transações, eventos e condições ocorridos e de avaliar os fluxos de caixa futuros da entidade.
Ecorreta, uma vez que a entidade que reporta tem plena autonomia para decidir o modo de apresentação dos elementos patrimoniais e de resultados em suas demonstrações contábeis.
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GabaritoD — correta, uma vez que a compensação prejudica a capacidade dos usuários de compreender as transações, eventos e condições ocorridos e de avaliar os fluxos de caixa futuros da entidade.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Compensação de Valores nas Demonstrações Contábeis
Gabarito: letra D. A diretriz de não compensar ativos, passivos, receitas e despesas está de acordo com a NBC TG 26 (R5), que estabelece, em seu item 32, a regra geral de que a entidade não deve realizar tais compensações, salvo se permitido por norma específica. A compensação prejudica a capacidade dos usuários de entender as transações e avaliar fluxos de caixa futuros.
A questão exige conhecimento do princípio da não compensação (ou proibição de compensação) previsto no item 32 da NBC TG 26. A regra é a apresentação bruta dos valores; a compensação só é admitida em situações excepcionais, como ganhos e perdas na alienação de ativos não circulantes ou despesas com reembolso contratual. O fundamento é que a compensação pode ocultar informações relevantes e comprometer a transparência das demonstrações contábeis.
Critério
Descrição
Fundamento na NBC TG 26 (R5)
Consequência da Compensação
Regra geral
Não compensar ativos, passivos, receitas e despesas
Item 32: "A entidade não deve compensar ativos e passivos ou receitas e despesas, a menos que exigido ou permitido por um Pronunciamento Técnico."
Preserva a transparência e a utilidade da informação
Exceções
Compensação permitida em casos específicos
Ex.: ganhos/perdas na alienação de ativos não circulantes; despesas com reembolso contratual
Apenas quando a essência da transação justificar
Objetivo da proibição
Evitar ocultação de informações relevantes
Item 33: A compensação prejudica a capacidade de compreender transações e avaliar fluxos de caixa futuros
Garante a comparabilidade e a análise dos valores brutos
Diferença de agregação
Agregação de itens semelhantes é permitida (materialidade)
Itens 29-31: Itens de natureza ou função semelhante podem ser agrupados
Não se confunde com compensação (netting)
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que a diretriz está incorreta porque as normas exigem que os elementos sejam apresentados em grupos. A diretriz, contudo, refere-se à compensação, não ao agrupamento. A NBC TG 26 permite a agregação de itens semelhantes (materialidade e agregação), mas veda a compensação. A alternativa confunde os conceitos de agregação (permitida) com compensação (proibida em regra).
Alternativa B — ❌ Incorreta
Sustenta que a compensação garante melhor comparabilidade e produz informações mais tempestivas. Na verdade, a compensação pode distorcer a compreensão das transações, pois oculta valores brutos que seriam relevantes. A NBC TG 26 proíbe a compensação justamente para evitar esse prejuízo à comparabilidade e à transparência.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Defende que a informação resumida é mais eficiente, reduzindo custos de preparo e interpretação. Embora a materialidade permita a agregação de itens imateriais, a compensação (netting) é diferente de sumarização. A regra é a apresentação bruta; a compensação só é permitida em casos específicos. A alternativa generaliza indevidamente e contraria o objetivo de fornecer informações úteis.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Corresponde exatamente ao fundamento da norma: a compensação impede que os usuários compreendam adequadamente as transações, eventos e condições, além de dificultar a avaliação dos fluxos de caixa futuros. A NBC TG 26 item 32 veda a compensação, e a Estrutura Conceitual (CPC 00) reforça que a apresentação bruta é essencial para a utilidade da informação. Portanto, a diretriz adotada está correta.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Alega que a entidade tem plena autonomia para decidir o modo de apresentação. Na realidade, as demonstrações contábeis devem observar as normas contábeis, que impõem restrições como a proibição de compensação, salvo exceções. A autonomia não é absoluta; a entidade deve seguir os pronunciamentos técnicos emitidos pelo CPC e aprovados pelo CFC.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre agregação (permitida) e compensação (proibida em regra). Alternativas A e C, por exemplo, misturam esses conceitos. Fique atento: agrupar itens semelhantes é diferente de compensar valores de naturezas opostas.
PEGA ESSA DICA!
Memorize a regra do item 32 da NBC TG 26: "não compensar, a menos que exigido ou permitido por norma". Lembre-se também das exceções (alienação de ANC, reembolso contratual). Questões sobre compensação são frequentes em provas da FGV e de outras bancas.