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Questão de Português — Gêneros Textuais — FGV 2024

PortuguêsGêneros Textuais
Código
fg103034
Banca
FGV
Órgão
Prefeitura de Macaé - RJ
Ano
2024
Nível
Superior
Esse texto é designado como crônica devido ao fato de ele
  1. Aser uma narrativa direta, sem interrupções.
  2. Bmostrar um fato isolado, sem relação com outros.
  3. Ctrazer comentários sobre um fato do cotidiano.
  4. Dexplorar um tema simples, popular.
  5. Einformar sobre um fato curioso.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — mostrar um fato isolado, sem relação com outros.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Crônica: foco em um fato isolado do cotidiano

Gabarito: letra B. O texto é designado como crônica porque apresenta um fato isolado do cotidiano – a pelada de meninos e a intervenção do guarda que fura a bola – sem estabelecer relação com outros acontecimentos. A crônica, como gênero, frequentemente narra um único episódio da vida diária, destacando‑o do fluxo contínuo de eventos. No texto, a ação se concentra na pracinha, num momento específico: a chegada do velho que expulsa as crianças e fura a bola. Não há conexão com fatos anteriores ou posteriores; o relato se encerra no ato da destruição. Isso caracteriza a crônica como uma “fatia de vida” sem desdobramentos.

“Entra na praça batendo palmas como quem enxota galinha no quintal. É um velho com cara de guarda‑livros que, sem pedir licença, invade o universo infantil de uma pelada e vai expulsando todo mundo. … O espantalho‑gente pega a bola, viva, ainda, tira do bolso um canivete e dá‑lhe a primeira espetada. No segundo golpe, a bola começa a sangrar.”

Esse trecho mostra o clímax do fato isolado: a única ação principal, sem relação com outros eventos.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Erro: contradiz o texto. A narrativa não é direta nem sem interrupções. O autor insere comentários e reflexões (ex.: “Já reparei uma coisa: bola de futebol…”, “Racha é assim mesmo: tem bico, mas tem também sem‑pulo de craque…”), que quebram a linearidade. Uma crônica pode ter pausas para observações pessoais, o que invalida a ideia de “narrativa direta sem interrupções”.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Como explicado, o texto relata um único episódio (a pelada e sua destruição) sem articulá‑lo a outros fatos. A crônica tradicionalmente foca em um instante do dia a dia, sem necessidade de contextualização mais ampla. O texto começa com a praça sem a pelada, recorda a brincadeira e termina com o guarda furando a bola – tudo centrado nesse pequeno acontecimento.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Erro: extrapolação. Embora o autor faça comentários poéticos e críticos (por exemplo, a metáfora da bola “sangrando” e “coração de criança”), a razão principal para designar o texto como crônica não é a presença de comentários, mas sim o fato de narrar um acontecimento cotidiano. A crônica pode ou não conter comentários explícitos; o que a define é o recorte de um fato comum. Além disso, o texto não se limita a comentar: ele narra uma cena concreta.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Erro: generalização. “Explorar um tema simples, popular” é uma característica típica de muitos textos, não exclusiva da crônica. O texto realmente aborda um tema popular (futebol de rua), mas isso não é suficiente para classificá‑lo como crônica. Outros gêneros (conto, reportagem) também podem tratar de temas simples. A banca pede o fato que justifica a classificação, e o fato é o relato de um evento isolado, não a temática.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Erro: fora do escopo. A crônica não tem a intenção de informar como uma notícia ou reportagem. Ela é um texto literário, subjetivo, que interpreta a realidade. O texto de Armando Nogueira não se limita a informar um fato curioso; ele o recria com linguagem figurada, emoção e reflexão (ex.: “Em cada gomo o coração de uma criança”). Informar é secundário; o principal é narrar e expressar uma visão pessoal sobre o ocorrido.

Conclusão: A única alternativa que descreve precisamente a razão de o texto ser uma crônica é a B: mostrar um fato isolado, sem relação com outros – traço fundamental do gênero cronístico. Gabarito: letra B.

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