Questão de Português — Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto — FGV 2024
Português›Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto
Código
fg103460
Banca
FGV
Órgão
SES-MT
Ano
2024
Nível
Médio
Assinale a frase em que a preposição DE não é solicitada pela regência de algum termo anterior.
AA vida é feita de ilusões.
BEm muitos crimes, enquanto o criminoso encarna a tragédia, a polícia encarrega-se de representar a comédia.
CA compra de deputados ocorreu do mesmo modo como se compra bacalhau na feira: pelo cheiro.
DEnquanto os socialistas gostam de falar das imperfeições do mercado, os liberais têm medo das imperfeições do governo.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoA — A vida é feita de ilusões.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Regência e a preposição DE
Gabarito: letra A. A única frase em que a preposição DE não é exigida pela regência de um termo anterior é aquela em que o termo antecedente admite outras preposições, ou seja, o DE não é obrigatório. Nas demais, o DE é solicitado por uma regência fixa.
Alternativa
Frase (trecho relevante)
Termo regente
Tipo de regência
A preposição DE é obrigatória?
Justificativa
A (✅)
“A vida é feita de ilusões.”
feita (particípio de fazer)
Verbal (particípio)
Não
O particípio admite outras preposições (com, em, por); DE é opcional, não exigido por regência fixa.
B (❌)
“a polícia encarrega-se de representar a comédia.”
encarrega-se (verbo encarregar-se)
Verbal
Sim
O verbo exige DE (quem se encarrega, encarrega-se de algo).
C (❌)
“A compra de deputados ocorreu…”
compra (substantivo derivado de comprar)
Nominal
Sim
O substantivo exige DE para o complemento (compra de algo).
D (❌)
“gostam de falar das imperfeições” / “têm medo das imperfeições”
gostam (verbo) / medo (substantivo)
Verbal e Nominal
Sim
Gostar exige DE; medo exige DE. Ambos são obrigatórios.
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
“A vida é feita de ilusões.”
O particípio “feita” (do verbo fazer) pode reger diferentes preposições conforme o sentido: feita de (material), feita com (instrumento), feita em (lugar), feita por (agente). Portanto, o DE não é solicitado pela regência de “feita”; ele é apenas uma das opções possíveis. Não há uma regência fixa que imponha o DE.
Alternativa B — ❌ Incorreta
“a polícia encarrega-se de representar a comédia.”
O verbo “encarregar-se” exige a preposição DE (quem se encarrega, encarrega-se de algo). O DE é obrigatório por regência verbal fixa.
Alternativa C — ❌ Incorreta
“A compra de deputados ocorreu…”
O substantivo “compra” (derivado de comprar) exige a preposição DE para introduzir o objeto comprado. Trata-se de regência nominal fixa: compra de algo.
PEGA ESSA DICA!
Substantivos derivados de verbos costumam manter a regência do verbo original. Comprar não pede preposição, mas o substantivo compra pede DE para o complemento.
Alternativa D — ❌ Incorreta
“Enquanto os socialistas gostam de falar das imperfeições […] os liberais têm medo das imperfeições do governo.”
Dois termos com regência fixa:
“gostam” exige DE (gostar de algo);
“medo” exige DE (medo de algo).
Ambos os DEs são obrigatórios.
Conclusão: A única frase em que o DE não é imposto por regência é a letra A, pois o particípio feita admite outras preposições. Nas demais, o DE é obrigatório por regência verbal ou nominal fixa.