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Questão de Português — Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto — FGV 2024

PortuguêsNoções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto
Código
fg103743
Banca
FGV
Órgão
TJ-AP
Ano
2024
Nível
Superior
Um conto moderno do escritor paranaense Dalton Trevisan começa com a seguinte frase:“Primeira noite ele conheceu que Santina não era moça.”A marca essencial desse segmento que o insere no conjunto dos textos literários de ficção e não entre os textos informativos, é:
  1. Aa seleção vocabular de linguagem erudita;
  2. Ba absoluta correção gramatical na estruturação das frases;
  3. Co emprego da linguagem popular como sinal de inclusão;
  4. Da presença inicial de termos sem referentes na realidade;
  5. Ea necessidade de situar no tempo e no espaço o fato referido.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — a presença inicial de termos sem referentes na realidade;

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Dalton Trevisan: marca essencial do texto literário de ficção

Gabarito: letra D. A frase "Primeira noite ele conheceu que Santina não era moça" insere-se na ficção porque seus termos iniciais ("primeira noite", "ele", "Santina") não possuem referentes no mundo real — são elementos criados pela narrativa, sem compromisso com fatos concretos. Isso é típico da literatura de ficção, que constrói universos próprios, diferentemente do texto informativo, que remete a seres e fatos verificáveis.

"Primeira noite ele conheceu que Santina não era moça."

Texto literário de ficção
  • 1Marca essencial
    • Termos sem referentes no mundo real
    • Universo próprio criado pela narrativa
    • Sem compromisso com fatos concretos
  • 2Diferença do texto informativo
    • Remete a seres e fatos verificáveis
    • Referentes ancorados na realidade
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Alternativa A — ❌ Incorreta

A seleção vocabular não é erudita; a frase usa palavras comuns ("noite", "conheceu", "moça"). O texto literário pode usar qualquer registro, e o eruditismo não é sua marca essencial.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A frase é gramaticalmente correta, mas a correção não distingue ficção de informação; textos informativos também podem ser gramaticalmente corretos. A essência da ficção não está na norma culta.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A linguagem popular não é determinante; a frase não apresenta marcas típicas de oralidade ou gíria. Além disso, a "inclusão" não é o que define a ficção.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Os termos "primeira noite", "ele" e "Santina" são introduzidos sem referência a uma realidade prévia — não sabemos que noite, quem é "ele", quem é Santina. Isso só é possível na ficção, que cria seu próprio mundo. Em um texto informativo (jornalístico, científico), esses termos teriam que ser ancorados em fatos reais.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Situar no tempo e espaço é comum tanto na ficção quanto na informação. O que distingue a ficção é que essas coordenadas são inventadas, não que estejam presentes. A alternativa confunde a existência da referência com a natureza (real ou fictícia) dela.

NÃO CAIA NESSA!

A banca tenta levar o candidato a escolher características superficiais (correção gramatical, erudição, localização temporal) que não são exclusivas da ficção. A chave é perceber que a ficção se define pela ausência de compromisso com a realidade factual — os referentes são criados pelo texto.

Gabarito: letra D.

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