A conjunção “e” apresenta, primariamente, valor aditivo. Dentre as alternativas abaixo, o único caso em que ela exibe, adicionalmente, valor conclusivo é:
A“Trata-se de uma planta robusta e viçosa [...]” (2º parágrafo);
B“E já existe um: o Fusarium oxysporum.” (6º parágrafo);
C“[...] o agricultor simplesmente corta um pedaço dela e enterra em outro lugar.” (4º parágrafo);
D“Após a infecção, o solo fica contaminado por mais de 30 anos, e não há nada a fazer [...]” (7º parágrafo);
E“As tropas de Castillo invadiram o país em 18 de junho de 1954, o Exército não reagiu – e, nove dias depois, o presidente Guzmán acabou forçado a renunciar” (16º parágrafo).
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GabaritoE — “As tropas de Castillo invadiram o país em 18 de junho de 1954, o Exército não reagiu – e, nove dias depois, o presidente Guzmán acabou forçado a renunciar” (16º parágrafo).
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Conjunção "e" com valor conclusivo – FGV 2024
Gabarito: letra E. Apenas em E a conjunção "e" exerce, além do valor aditivo básico, um valor conclusivo: a segunda oração expressa uma consequência lógica da primeira. No trecho, a invasão e a ausência de reação do Exército resultam na renúncia do presidente. Nas demais alternativas, "e" mantém sentido meramente aditivo.
Conjunção "e"
1Valor primário
Aditivo (soma)
2Valor adicional (contextual)
Conclusivo (causa → consequência)
Exemplo: invasão + não reação → renúncia
Adversativo (oposição)
Explicativo (justificativa)
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Análise das alternativas
Alternativa A — ❌ Incorreta
“Trata-se de uma planta robusta e viçosa” (2º parágrafo)
"E" liga dois adjetivos que qualificam a planta, sem relação de causa e consequência. Valor exclusivamente aditivo.
Alternativa B — ❌ Incorreta
“E já existe um: o Fusarium oxysporum.” (6º parágrafo)
"E" inicia parágrafo acrescentando uma informação nova (o fungo). Não há conclusão; é adição pura.
Alternativa C — ❌ Incorreta
“[...] o agricultor simplesmente corta um pedaço dela e enterra em outro lugar.” (4º parágrafo)
Sequência temporal de ações: cortar e depois enterrar. Valor aditivo, sem conclusão.
Alternativa D — ❌ Incorreta
“Após a infecção, o solo fica contaminado por mais de 30 anos, e não há nada a fazer [...]” (7º parágrafo)
Aqui "e" poderia sugerir uma consequência, mas o contexto mostra que a segunda oração é uma constatação adicional — não há nada a fazer — e não uma conclusão extraída logicamente da primeira. Permanece o valor aditivo. Se fosse conclusivo, caberia substituir "e" por "portanto", o que não soa natural: "o solo fica contaminado, portanto não há nada a fazer"? O texto original apenas justapõe os fatos.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a tendência de interpretar "e" em sequências lógicas como conclusivo. A diferença é sutil: em D, a segunda oração é uma consequência esperada, mas o "e" não sinaliza conclusão – é mera adição. Já em E, a renúncia é um desfecho direto dos eventos anteriores, e "e" equivale a "consequentemente".
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
“As tropas de Castillo invadiram o país em 18 de junho de 1954, o Exército não reagiu – e, nove dias depois, o presidente Guzmán acabou forçado a renunciar” (16º parágrafo)
A invasão e a falta de reação do Exército são a causa; a renúncia do presidente é o efeito. O "e" poderia ser substituído por "por conseguinte" ou "logo" sem prejuízo de sentido. A pausa (travessão) antes de "e" reforça o desfecho conclusivo.