Certa calculadora possui uma tecla “P” que pode ser programada de acordo com a necessidade do usuário. Rafael possui uma dessas calculadoras e programou essa tecla da seguinte forma: ao apertar a tecla P, a calculadora multiplica por 2 o número que está no visor e, em seguida, subtrai 36, deixando o resultado no visor.
Um número está no visor da calculadora de Rafael. Ele apertou três vezes seguidas a tecla P e no visor apareceu o número 0 (zero).
Se x era o número que estava inicialmente no visor da calculadora de Rafael, é correto concluir que
A29 ≤ x < 30.
B30 ≤ x < 31.
C31 ≤ x < 32.
D32 ≤ x < 33.
E33 ≤ x < 34.
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GabaritoC — 31 ≤ x < 32.
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Função composta e operações sucessivas
Gabarito: letra C. A tecla P aplica a função três vezes seguidas. Se o resultado final é 0, então . Resolvendo de trás para frente: ; depois ; e finalmente . Portanto, , o que corresponde à letra C.
A questão trabalha com a ideia de composição de funções aplicada a um contexto prático (uma calculadora). A cada aperto da tecla P, o número no visor é transformado pela função . Apertar três vezes significa aplicar três vezes: . Como o resultado final é 0, podemos "desfazer" as operações uma a uma, de trás para frente, para descobrir o valor inicial .
O método mais direto é resolver de trás para frente (operação inversa). Se após o terceiro aperto o visor mostra 0, então antes do terceiro aperto o número era tal que . Resolvendo: . Esse é o valor que estava no visor após o segundo aperto. Repetindo o processo: antes do segundo aperto, o número era . Esse é o valor após o primeiro aperto. Finalmente, antes do primeiro aperto (o valor inicial ): .
Outra forma é montar a expressão algébrica da composição: . Igualando a 0: . O resultado é o mesmo.
A pegadinha da banca está em não confundir a ordem das operações: a tecla P primeiro multiplica por 2 e depois subtrai 36. Se o candidato inverter a ordem (subtrair 36 e depois multiplicar por 2), o resultado seria diferente. Além disso, é comum o aluno tentar resolver "de frente", aplicando a função três vezes a e igualando a 0, o que também funciona, mas exige mais cuidado com a álgebra.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que . Isso estaria correto se o valor inicial fosse menor. O cálculo correto dá , que está fora desse intervalo.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Afirma que . O valor não pertence a esse intervalo, pois é maior que 31.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O valor inicial é , que está no intervalo . Portanto, esta é a alternativa correta.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Afirma que . O valor é menor que 32, então não pertence a esse intervalo.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Afirma que . O valor é bem menor que 33, portanto está fora desse intervalo.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a ordem das operações da tecla P. Se o aluno inverter a ordem (subtrair 36 antes de multiplicar por 2), o resultado seria , que não está em nenhuma alternativa. Além disso, é fácil errar na resolução de trás para frente, esquecendo de aplicar a operação inversa corretamente. Fique atento: a tecla P faz multiplicar por 2 e depois subtrair 36 — a ordem importa!
PEGA ESSA DICA!
Para questões de operações sucessivas, resolva de trás para frente usando a operação inversa. Se a operação é , a inversa é . Aplique essa inversa três vezes a partir do resultado final (0) e você chegará ao valor inicial. Esse método é mais rápido e evita erros de álgebra.