Inferência correta sobre a consciência da beleza
Gabarito: letra A. O comentário da alternativa A afirma que "a consciência da beleza reduz a beleza das virtudes e das moças", o que é uma inferência legítima da frase original: "As virtudes e as moças possuem a máxima beleza até saberem que são belas." A chave está no conector "até": ele estabelece um limite temporal — antes de saber, a beleza é máxima; depois de saber, deixa de ser máxima. Logo, a consciência reduz a beleza. As demais alternativas apresentam comentários incorretos ou imprecisos.
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A frase diz que a beleza é máxima até o momento em que se sabe que é bela. O comentário infere que, após tomar consciência, a beleza diminui. Essa é uma inferência apoiada no texto, pois a expressão "até saberem" pressupõe que, quando sabem, a condição de "máxima beleza" se altera. Portanto, o comentário está correto.
Alternativa B — ❌ Incorreta
O comentário afirma que "a modificação da ordem das palavras do termo sublinhado modifica o seu sentido original". O termo sublinhado é "aos virtuosos". No entanto, o comentário é genérico e não se sustenta para a frase em si. Em estruturas como "proporciona vantagens consideráveis aos virtuosos", a inversão sintática (ex.: "aos virtuosos proporciona vantagens consideráveis") não altera o sentido essencial da frase — apenas a ênfase. O comentário é impreciso e, portanto, incorreto.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A frase compara virtudes que se perdem no interesse com rios que se perdem no mar. Trata-se de uma metáfora, ou seja, linguagem figurada, não lógica. O comentário diz que a comparação se realiza por "linguagem lógica (não figurada)", o que contradiz o caráter metafórico da frase. Logo, o comentário é falso.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A frase compara a virtude a uma pedra preciosa e acrescenta: "melhor se for engastada ao natural". Esse trecho explica o motivo da comparação (a virtude é melhor quando natural). O comentário diz que a comparação "não é esclarecida por qualquer explicação", o que é falso, pois há explicação explícita. Portanto, incorreta.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Na frase "O vício não seria completamente vício se não odiasse a virtude", o termo "se não" é uma conjunção condicional (se) seguida de advérbio de negação (não), indicando condição: "se não odiasse". O uso de "senão" (que significa "caso contrário" ou "mas sim") alteraria o sentido. Portanto, o comentário que defende a troca por "senão" está errado — a grafia correta, no contexto, é "se não".
Resumo: todas as demais alternativas falham por interpretar erroneamente o texto ou por fazer afirmações genéricas sem respaldo na frase. Apenas a alternativa A extrai uma inferência diretamente autorizada pelo conector "até".
Gabarito: letra A