Questão de Contabilidade Geral — Demonstração dos Fluxos de Caixa -DFC — FGV 2025
Contabilidade Geral›Demonstração dos Fluxos de Caixa -DFC
Código
fg104120
Banca
FGV
Órgão
AGESAN-RS
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Agente de Controle Financeiro - Contábil
Uma sociedade empresária elabora a sua Demonstração dos Fluxos de Caixa pelo método direto. Em 2024, houve mudança na estimativa da vida útil de seus ativos imobilizados, que passou a ser de maior prazo.A mudança impacta o saldo total da Demonstração dos Fluxos de Caixa do seguinte modo:
ANão há impacto.
BAtividade Operacional.
CAtividade de Investimento.
DAtividade de Financiamento.
ECaixa e equivalentes de caixa.
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GabaritoA — Não há impacto.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Demonstração dos Fluxos de Caixa – Impacto de Mudança de Estimativa Contábil
Gabarito: letra A. A mudança na estimativa da vida útil de ativos imobilizados (aumento de prazo) altera o valor da depreciação futura, que é uma despesa não caixa. Como a Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC) registra apenas entradas e saídas efetivas de caixa – independentemente do método (direto ou indireto) –, essa alteração não gera qualquer impacto no saldo total da DFC. Portanto, não há impacto.
A banca testa a compreensão de que eventos meramente estimados ou contábeis (como revisão de vida útil) não afetam o fluxo de caixa. A DFC reflete movimentações financeiras reais, e a depreciação, mesmo sendo ajustada no método indireto, jamais representa desembolso ou recebimento.
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Conforme o conceito fundamental da DFC (NBC TG 03, item 10), a demonstração classifica os fluxos de caixa efetivos em atividades operacionais, de investimento e de financiamento. A mudança na estimativa de vida útil é um evento contábil que altera a despesa de depreciação futura, mas não modifica o caixa da empresa em nenhum momento. Portanto, não afeta o saldo total da DFC.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A atividade operacional engloba recebimentos e pagamentos relacionados à atividade-fim (clientes, fornecedores, salários etc.). A depreciação, embora seja despesa operacional, nunca transita pelo caixa. A revisão da vida útil não gera fluxo de caixa operacional. A alternativa confunde despesa não caixa com fluxo efetivo.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A atividade de investimento inclui aquisição e venda de ativos de longo prazo (imobilizado, intangível, investimentos). A mera mudança na estimativa de vida útil não envolve compra, venda ou qualquer movimentação financeira desses ativos. Portanto, não impacta essa classificação.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A atividade de financiamento abrange captação e amortização de empréstimos, emissão de ações, pagamento de dividendos etc. Nenhum desses eventos está relacionado à revisão de estimativa de depreciação.
Alternativa E — ❌ Incorreta
O item "Caixa e equivalentes de caixa" é o saldo final da DFC, e não uma atividade. A mudança de estimativa não altera o caixa em si, logo não impacta esse saldo.
NÃO CAIA NESSA!
Em provas de DFC, lembre-se sempre: o que não movimenta caixa (depreciação, amortização, exaustão, provisões, ajustes de estimativa) NÃO aparece como fluxo de caixa – nem no método direto, nem no indireto. No método indireto esses itens são ajustados ao lucro líquido, mas o fluxo operacional líquido permanece o mesmo que no direto. A pegadinha comum é achar que a depreciação "afeta" o fluxo; ela afeta apenas o resultado, não o caixa.