Questão de Administração Geral — Código de Ética dos Profissionais de Administração — FGV 2025
Administração Geral›Código de Ética dos Profissionais de Administração
Código
fg104457
Banca
FGV
Órgão
AL-AM
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Analista Legislativo - Administrador de Empresa
Uma empresa multinacional do setor tecnológico, com matriz nos Estados Unidos e subsidiárias na América Latina, enfrentou críticas após adotar práticas comerciais consideradas aceitáveis em alguns mercados locais, mas incompatíveis com os padrões éticos e de governança global da organização. A diretoria justificou a decisão com base em “adaptação cultural” e “flexibilidade de contexto”, argumentando que seria necessário respeitar os costumes e expectativas de cada país. No entanto, o caso gerou tensões internas e externas, levando à revisão do código de conduta corporativo e à criação de um comitê global de ética.Considerando os fatores que desafiam a ética corporativa nas organizações contemporâneas, é correto afirmar que a situação apresentada
Areforça a ideia de que a ética empresarial deve ser relativizada conforme as tradições locais para garantir a legitimidade cultural das práticas.
Bdemonstra a importância da ética e da responsabilidade social como práticas cotidianas, que devem transcender fronteiras culturais e contextuais.
Cevidencia que a existência formal de regulamentos internos é necessária e suficiente para garantir o comportamento ético organizacional.
Drepresenta um dilema ético típico de empresas públicas, sem implicações diretas para o setor privado globalizado.
Econfirma que o pluralismo cultural é incompatível com a padronização de valores éticos corporativos.
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GabaritoB — demonstra a importância da ética e da responsabilidade social como práticas cotidianas, que devem transcender fronteiras culturais e contextuais.
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Ética corporativa e relativismo cultural
Gabarito: letra B. A situação descrita demonstra que a ética e a responsabilidade social devem ser práticas cotidianas que transcendem fronteiras culturais e contextuais, pois a empresa, ao justificar práticas antiéticas com base em "adaptação cultural", violou padrões éticos globais da organização. A alternativa B é a única que reflete corretamente o papel da ética como princípio universal, não relativizável por conveniência local.
A ética empresarial, no contexto contemporâneo, enfrenta o desafio do relativismo cultural: a tentação de adaptar padrões éticos a cada mercado local, muitas vezes para justificar práticas questionáveis. No entanto, a ética não é um conceito flexível que se molda a cada cultura; ela se fundamenta em valores universais como integridade, transparência e respeito aos stakeholders. A situação narrada ilustra exatamente esse conflito: a diretoria tentou usar o argumento de "flexibilidade de contexto" para legitimar práticas incompatíveis com os padrões globais da empresa, mas a reação interna e externa mostrou que a ética não pode ser relativizada dessa forma.
O caso também evidencia a importância dos códigos de ética e da governança corporativa. Um código de ética, como destaca Chiavenato, é uma declaração formal que orienta o comportamento dos parceiros da organização, mas sua mera existência não garante conduta ética — é necessário comunicá-lo a todos e cobrar continuamente comportamentos éticos. A criação de um comitê global de ética, mencionada no enunciado, é uma resposta institucional para reforçar esses valores, demonstrando que a ética deve ser uma prática cotidiana, não um documento esquecido.
A pegadinha da questão está na tentativa de relativizar a ética com base no pluralismo cultural. A banca quer que o candidato perceba que, embora as culturas tenham diferenças legítimas, os valores éticos fundamentais de uma organização global não podem ser sacrificados em nome de "costumes locais". A ética transcende fronteiras, e a responsabilidade social exige coerência entre o discurso e a prática em todos os mercados.
Ética empresarial
1Princípios universais
Integridade
Transparência
Respeito aos stakeholders
2Desafios
Relativismo cultural
Adaptar padrões a cada mercado
"Flexibilidade de contexto"
Código de ética formal
Mera existência não garante conduta
Necessário comunicar e cobrar
3Prática cotidiana
Transcende fronteiras culturais
Coerência entre discurso e prática
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Esta alternativa defende a relativização da ética conforme as tradições locais, o que contraria o princípio de que a ética empresarial deve ser universal e coerente. A "legitimidade cultural" não pode justificar práticas antiéticas; a empresa deve manter padrões éticos consistentes em todos os mercados, mesmo que isso exija resistir a pressões locais.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa B captura a essência do caso: a ética e a responsabilidade social devem ser práticas cotidianas que transcendem fronteiras culturais e contextuais. A empresa, ao enfrentar críticas por práticas incompatíveis com seus padrões globais, demonstra que a ética não pode ser limitada por adaptações locais. A criação do comitê global de ética reforça essa visão, mostrando que a organização reconheceu a necessidade de alinhar suas operações a valores universais.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A existência formal de regulamentos internos não é suficiente para garantir comportamento ético. Como ensina Chiavenato, é necessário comunicar o código a todos os parceiros e cobrar continuamente comportamentos éticos. A mera existência de um código, sem implementação e fiscalização, não assegura a conduta ética — o caso mostra justamente que a empresa tinha padrões globais, mas a diretoria os ignorou.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O dilema ético descrito não é típico de empresas públicas; ele afeta diretamente o setor privado globalizado. Empresas multinacionais enfrentam constantemente o desafio de conciliar padrões éticos globais com realidades locais, e a responsabilidade social é uma preocupação tanto para o setor público quanto para o privado.
Alternativa E — ❌ Incorreta
O pluralismo cultural não é incompatível com a padronização de valores éticos corporativos. Pelo contrário, é possível e necessário manter valores éticos universais (como integridade e transparência) enquanto se respeitam diferenças culturais legítimas em aspectos não éticos. A alternativa confunde diversidade cultural com relativismo ético, o que é um erro conceitual.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre "respeito à diversidade cultural" e "relativismo ético". O candidato pode ser tentado a escolher a alternativa A ou E, pensando que a ética deve se adaptar a cada cultura. Mas a ética empresarial exige padrões universais — a diversidade cultural não justifica práticas antiéticas. Lembre-se: valores como honestidade e responsabilidade não mudam de país para país.
NÃO CAIA NESSA!
Para questões de ética empresarial, foque no conceito de que a ética é um princípio universal, não uma ferramenta de adaptação. Quando a banca apresentar um caso de conflito entre práticas locais e padrões globais, a resposta correta quase sempre será a que defende a manutenção dos padrões éticos globais, como na alternativa B. Treine identificando a palavra "relativizar" ou "adaptar" como sinal de armadilha.