Descentralização e federalismo no Brasil
Gabarito: letra C. A descentralização promovida pela CF/1988, ao ampliar competências de estados e municípios, expôs as diferenças administrativas entre os entes, já que apenas parte deles possuía estrutura para assumir as novas funções. Esse fenômeno é característico do federalismo assimétrico, reconhecido pela doutrina como uma marca do modelo brasileiro.
O conteúdo de apoio registra que o Brasil adota um federalismo assimétrico, com "tratamento diferenciado entre os entes, considerando fatores socioeconômicos, políticos, culturais etc.". A descentralização, portanto, não uniformizou capacidades – antes, evidenciou disparidades.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que as capacidades administrativas se aproximaram e que a ampliação de competências produziu um padrão uniforme. A realidade é oposta: a descentralização revelou a heterogeneidade entre os estados, com alguns dotados de boa estrutura e outros não. Não houve padronização.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Sustenta que a coordenação federal se tornou desnecessária. A autonomia subnacional não é suficiente para organizar isoladamente as principais políticas públicas; o federalismo cooperativo exige constante articulação entre União, estados e municípios, especialmente em áreas como saúde e educação, que seguem diretrizes nacionais.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Correta. A descentralização realmente expôs diferenças relevantes entre os estados, pois nem todos dispõem de estrutura administrativa adequada para assumir as novas funções. Isso se alinha ao conceito de federalismo assimétrico e à experiência concreta do Brasil pós-1988.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Elege a cooperação horizontal entre governadores como mecanismo principal de ajuste de responsabilidades. Embora exista cooperação horizontal, o modelo brasileiro prioriza a coordenação vertical (União–estados–municípios) e a repartição de competências definida constitucionalmente.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Defende que as agendas estaduais e municipais prescindiram das diretrizes nacionais. Na prática, as políticas públicas estão inseridas em sistemas nacionais (SUS, SUAS, educação básica) que impõem diretrizes vinculantes. A autonomia não elimina a observância de normas gerais federais.
Gabarito: letra C.