Questão de Medicina — Endocrinologia — FGV 2025
MedicinaEndocrinologia
- Código
- fg105167
- Banca
- FGV
- Órgão
- AL-AM
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior
- Cargo
- Analista Legislativo - Médico - Endocrinologista
Homem, 45 anos, IMC 36 kg/m², hipertenso e portador de diabetes mellitus tipo 2 mal controlado (HbA1c 9,0 %), queixa-se de queda da libido e fadiga há 8 meses. Nega uso de opioides, anabolizantes ou corticoterapia. Refere roncos altos e sonolência diurna. Ao exame: circunferência abdominal 118 cm; ginecomastia ausente; testículos 20 mL bilaterais; pressão arterial 138 × 86 mmHg. Exames (colhidos 7 h): testosterona total 310 ng/dL (VR 300– 1000); SHBG 17 nmol/L (VR 18–55) Testosterona livre calculada 65 pg/mL (VR 70–220); LH 3,5 IU/L (VR 1,5–9,3); FSH 4,2 IU/L (VR 1,4–18); Prolactina 11 ng/mL (VR 2–18); TSH 2,1 mIU/L.A contém a conduta mais adequada, segundo as recomendações atuais para hipogonadismo masculino funcional, é
- Ainiciar imediatamente reposição com cipionato de testosterona 200 mg IM a cada 2 semanas, pois a testosterona total < 300 ng/dL já confirma hipogonadismo.
- Bsolicitar polissonografia, intensificar controle metabólico e recomendar perda ponderal, repetindo mensuração de testosterona matinal após 3–6 meses antes de considerar terapia androgênica.
- Cprescrever anastrozol 1 mg VO em dias alternados para reduzir conversão periférica de testosterona em estradiol, elevando os níveis séricos de testosterona endógena
- Dintroduzir clomifeno 25 mg/dia, pois o LH normal confirma ejeção reduzida de GnRH hipotalâmico, sendo esta a primeiralinha em hipogonadismo funcional.
- Einiciar hCG 1500 UI SC 3 ×/semana para estimular esteroidogênese testicular, mantendo acompanhamento semestral de hematócrito e PSA.