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Questão de Medicina — Ginecologia e Obstetrícia — FGV 2025

MedicinaGinecologia e Obstetrícia
Código
fg105221
Banca
FGV
Órgão
AL-AM
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Analista Legislativo - Médico - Ginecologista
A localização mais frequente de gestação ectópica é
  1. Aovariana
  2. Babdominal
  3. Cregião ampular da tuba
  4. Dintersticial
  5. Eem cicatriz de cesárea
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GabaritoC — região ampular da tuba

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Gestação ectópica: localização mais frequente

Gabarito: letra C. A gestação ectópica é a implantação e o desenvolvimento do embrião fora da cavidade endometrial, e a localização mais frequente é a região ampular da tuba uterina, responsável por cerca de 70% dos casos. O conhecimento da distribuição anatômica é essencial para o raciocínio clínico e para a escolha da conduta, pois a apresentação e o risco de rotura variam conforme o sítio de implantação.

A gestação ectópica ocorre quando o blastocisto se implanta em local distinto do endométrio, sendo as tubas uterinas o sítio mais comum, correspondendo a aproximadamente 90% dos casos. Dentro das tubas, a região ampular é a mais frequente, seguida pelo istmo e pela fímbria. A implantação intersticial (porção intramural da tuba) é menos comum, mas apresenta maior risco de hemorragia por sua proximidade com os vasos uterinos. Outros sítios, como ovário, cavidade abdominal e cicatriz de cesárea, são raros, mas devem ser considerados, especialmente em pacientes com fatores de risco como cirurgia tubária prévia, doença inflamatória pélvica, uso de DIU e gestação por fertilização assistida.

O diagnóstico é baseado na combinação de β-hCG sérico e ultrassonografia transvaginal. O valor discriminatório de β-hCG, a partir do qual se espera visualizar uma gestação intrauterina normal, é de aproximadamente 1.500 a 2.000 mUI/mL, dependendo da referência. A ausência de saco gestacional intrauterino com β-hCG acima desse valor é altamente sugestiva de gestação ectópica. A apresentação clínica clássica inclui dor abdominal, sangramento vaginal e atraso menstrual, mas a rotura pode levar a choque hipovolêmico, sendo uma emergência cirúrgica.

A conduta varia conforme a estabilidade hemodinâmica, o tamanho da massa e os níveis de β-hCG. Pacientes estáveis com massa anexial menor que 3,5 cm e β-hCG abaixo de 5.000 mUI/mL podem ser candidatas ao tratamento medicamentoso com metotrexato. Caso contrário, a abordagem cirúrgica, preferencialmente por via laparoscópica, é o tratamento padrão. A salpingectomia ou salpingostomia são as opções cirúrgicas, dependendo da integridade da tuba e do desejo reprodutivo da paciente.

A banca explora a confusão entre a localização mais frequente da gestação ectópica (tuba, especialmente ampular) e outros sítios menos comuns, como ovário, abdome e cicatriz de cesárea. O candidato deve memorizar a distribuição anatômica e associar cada sítio aos seus fatores de risco e apresentações clínicas específicas.

Alternativa A — ❌ Incorreta

A gestação ectópica ovariana é rara, correspondendo a cerca de 3% dos casos. Ocorre quando o óvulo é fertilizado e se implanta no ovário, frequentemente associada ao uso de DIU. Embora seja um sítio possível, não é o mais frequente.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A gestação ectópica abdominal é extremamente rara, com incidência de aproximadamente 1% dos casos. Pode ser primária (implantação direta na cavidade peritoneal) ou secundária (após rotura tubária). Apresenta alto risco de hemorragia e mortalidade materna.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A região ampular da tuba uterina é o sítio mais frequente de implantação ectópica, correspondendo a cerca de 70% dos casos. A ampola é a porção mais dilatada da tuba, onde a fertilização normalmente ocorre, e é o local mais comum de implantação anômala. O conhecimento dessa localização é fundamental para o diagnóstico e tratamento precoces.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A gestação ectópica intersticial (porção intramural da tuba) é menos comum, correspondendo a cerca de 2-4% dos casos. É particularmente perigosa devido ao risco de rotura tardia e hemorragia grave, pois a porção intersticial é altamente vascularizada.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A gestação ectópica em cicatriz de cesárea é uma forma rara, mas crescente, devido ao aumento das taxas de cesariana. Ocorre quando o embrião se implanta na cicatriz uterina, podendo causar complicações graves como rotura uterina e hemorragia. Não é a localização mais frequente.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre a localização mais frequente (tuba, especialmente ampular) e outros sítios menos comuns, como ovário, abdome e cicatriz de cesárea. O candidato deve memorizar a distribuição anatômica e associar cada sítio aos seus fatores de risco e apresentações clínicas específicas.

PEGA ESSA DICA!

Para fixar, lembre-se da ordem de frequência: tuba (90%) > ampular (70%) > istmo (12%) > fímbria (5%) > intersticial (2-4%) > ovário (3%) > abdominal (1%) > cervical (<1%). Associe cada sítio a um fator de risco específico, como DIU para ovário e cesárea para cicatriz.

Gabarito: letra C

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