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Questão de Medicina — Ginecologia e Obstetrícia — FGV 2025

MedicinaGinecologia e Obstetrícia
Código
fg105224
Banca
FGV
Órgão
AL-AM
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Analista Legislativo - Médico - Ginecologista
Paciente do sexo feminino, com 28 anos, tem histórico de vários episódios de mastite com abscessos drenando espontaneamente na região periareolar, sempre no mesmo local da mama direita. Nunca engravidou, tem diabetes tipo II e é tabagista. Exames de imagem não evidenciam malignidade.O diagnóstico mais provável é:
  1. AAbscesso subareolar recidivante.
  2. BSíndrome de Mordor.
  3. CMastite por herpes-zoster.
  4. DCarcinoma inflamatório.
  5. EMastite puerperal.
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GabaritoA — Abscesso subareolar recidivante.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Abscesso subareolar recidivante: diagnóstico diferencial de mastite de repetição

Gabarito: letra A. O quadro — abscessos periareolares de repetição, drenagem espontânea no mesmo local, mulher jovem não lactante, tabagista e diabética — é a apresentação clássica do abscesso subareolar recidivante (também chamado mastite periductal ou ectasia ductal complicada), condição benigna que acomete os ductos subareolares e cursa com fistulização recorrente para o complexo areolomamilar. O diagnóstico é essencialmente clínico, e os exames de imagem servem para afastar malignidade, como ocorreu no caso.

O abscesso subareolar recidivante é uma entidade distinta da mastite puerperal e do carcinoma inflamatório. Ele se origina de uma inflamação crônica dos ductos subareolares (mastite periductal), que leva à dilatação ductal (ectasia) e, eventualmente, à formação de abscessos que rompem espontaneamente e fistulizam para a pele. O tabagismo é um fator de risco importante, pois parece causar metaplasia escamosa do epitélio ductal, obstruindo os ductos e favorecendo a infecção. O diabetes também predispõe a infecções de repetição. A recidiva no mesmo local é a marca da doença: o trajeto fistuloso persiste e, sem a excisão completa dos ductos afetados, o abscesso tende a se formar novamente.

O tratamento na fase aguda é a drenagem (incisão ou aspiração guiada por ultrassom), mas a resolução definitiva exige a excisão cirúrgica em bloco do trajeto fistuloso e dos ductos comprometidos. A antibioticoterapia isolada é pouco efetiva, e o índice de recidiva após cirurgia adequada ainda é alto, em torno de 50%. É importante diferenciar essa condição da mastite puerperal, que ocorre em lactantes, e do carcinoma inflamatório, que é uma neoplasia agressiva e não costuma apresentar abscessos com drenagem espontânea recorrente.

A banca explora a associação automática entre "mastite" e "puerpério" ou entre "abscesso de repetição" e "malignidade". No entanto, a chave do caso é a localização periareolar fixa, a recidiva no mesmo ponto e a ausência de relação com lactação — o que aponta diretamente para a doença benigna dos ductos subareolares. Guarde esse critério: abscesso periareolar recidivante em mulher não lactante = abscesso subareolar recidivante, até prova em contrário.

1Quadro clínico
Abscessos periareolares de repetição
Drenagem espontânea no mesmo local
Mulher não lactante
2Fatores de risco
Tabagismo
Diabetes
3Tratamento
Fase aguda: drenagem
Definitivo: excisão cirúrgica em bloco
4Diagnóstico diferencial
Mastite puerperal (lactante)
Carcinoma inflamatório (sem abscesso)
Abscesso subareolar recidivante
LEVELsoulevel.com.br
Abscesso subareolar recidivante: Quadro clínico (Abscessos periareolares de repetição, Drenagem espontânea no mesmo local, Mulher não lactante); Fatores de risco (Tabagismo, Diabetes); Tratamento (Fase aguda: drenagem, Definitivo: excisão cirúrgica em bloco); Diagnóstico diferencial (Mastite puerperal (lactante), Carcinoma inflamatório (sem abscesso))

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa descreve exatamente a entidade: abscessos de repetição na região periareolar, com drenagem espontânea e fistulização para o complexo areolomamilar, em mulher jovem não lactante. Os fatores de risco presentes (tabagismo e diabetes) e a ausência de malignidade nos exames de imagem corroboram o diagnóstico. O termo "recidivante" é o que fecha o quadro, pois a recorrência no mesmo local é a característica definidora da doença.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A "Síndrome de Mordor" não é uma entidade médica reconhecida. Trata-se de um distrator sem correspondência na literatura médica, provavelmente uma referência fictícia ou um erro de elaboração. Não há como sustentar esse diagnóstico.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A mastite por herpes-zoster é uma infecção viral que acomete a pele da mama, geralmente em dermatomos, com lesões vesiculares características e dor neuropática. Não se manifesta como abscessos periareolares de repetição com drenagem espontânea. O quadro descrito é de infecção bacteriana crônica dos ductos, não de reativação viral.

Alternativa D — ❌ Incorreta

O carcinoma inflamatório é uma neoplasia mamária agressiva que se apresenta com mama edemaciada, eritematosa, quente e com aspecto de casca de laranja, frequentemente sem massa palpável. Embora possa mimetizar mastite, não costuma cursar com abscessos de repetição e drenagem espontânea no mesmo local. Além disso, os exames de imagem não evidenciaram malignidade, o que afasta essa hipótese. A idade jovem (28 anos) também torna o carcinoma inflamatório menos provável, embora não impossível.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A mastite puerperal ocorre durante a lactação, geralmente na 2ª ou 3ª semana pós-parto, associada à estase do leite e à entrada de bactérias (comumente Staphylococcus aureus) por fissuras mamilares. A paciente do caso nunca engravidou, o que exclui essa hipótese. Além disso, a mastite puerperal não costuma se apresentar como abscessos periareolares de repetição no mesmo local, mas sim como um processo inflamatório difuso de um segmento da mama.

Gabarito: letra A — o diagnóstico mais provável é abscesso subareolar recidivante, condição benigna e recorrente dos ductos subareolares, favorecida pelo tabagismo e diabetes, que exige tratamento cirúrgico definitivo.

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