Homem de 50 anos, queixa-se de dor e curvatura peniana progressiva, que impede a penetração sexual. Ao exame físico, palpa-se uma placa fibrótica dorsal no corpo cavernoso. O paciente está na fase crônica da doença (dor resolvida, curvatura estável).A opção de tratamento cirúrgico mais indicada para a Doença de Peyronie na fase crônica, com curvatura que impede a relação sexual, é a
Ainjeção intralesional de colagenase de Clostridium histolyticum.
Bterapia de ondas de choque de baixa intensidade.
Cplicatura da túnica albugínea (ex: técnica de Nesbit ou corporoplastia).
Dimplante de prótese peniana.
Eterapia de reposição de testosterona.
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GabaritoC — plicatura da túnica albugínea (ex: técnica de Nesbit ou corporoplastia).
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Doença de Peyronie: tratamento cirúrgico na fase crônica
Gabarito: letra C. Na fase crônica da Doença de Peyronie, com curvatura estável que impede a relação sexual, a plicatura da túnica albugínea (técnica de Nesbit ou corporoplastia) é a opção cirúrgica mais indicada, pois corrige a deformidade preservando a função erétil. As demais alternativas não se aplicam: a colagenase e as ondas de choque são opções para a fase ativa, a prótese peniana é reservada para casos com disfunção erétil significativa, e a testosterona não trata a curvatura.
A Doença de Peyronie (DP) é uma condição adquirida caracterizada pela formação de placa fibrótica na túnica albugínea do pênis, resultando em curvatura peniana, dor e dificuldade para a penetração. A doença evolui em duas fases: a fase ativa, marcada por dor, progressão da curvatura e deformidades como o aspecto de "ampulheta"; e a fase crônica ou estável, definida pela estabilidade da curvatura por pelo menos 3 meses e resolução da dor. O tratamento cirúrgico é indicado justamente na fase crônica, quando a deformidade está estabilizada e impede a atividade sexual.
A escolha da técnica cirúrgica depende principalmente do grau de disfunção erétil (DE) do paciente. Para aqueles com ereção preservada, a plicatura da túnica albugínea (técnica de Nesbit ou corporoplastia) é o procedimento mais comum: encurta o lado convexo do pênis para neutralizar a curvatura, sem necessidade de incisão na placa. Já a prótese peniana é reservada para pacientes com DE significativa que não responde à farmacoterapia, pois o implante proporciona rigidez e, com manobras adjuntas, pode endireitar o pênis. A colagenase de Clostridium histolyticum (CCH) e a terapia de ondas de choque são opções minimamente invasivas, indicadas principalmente na fase ativa, quando a placa ainda está em remodelação — a CCH demonstrou eficácia na redução da curvatura, mas exige até 24 semanas de tratamento e não é a primeira escolha na fase crônica com deformidade grave.
A terapia de reposição de testosterona não tem papel no tratamento da curvatura peniana; ela é utilizada em casos de hipogonadismo, que pode coexistir com a DP, mas não corrige a deformidade anatômica. Portanto, a alternativa C é a única que aborda diretamente a correção cirúrgica da curvatura na fase crônica, com ereção preservada.
A pegadinha da banca está em oferecer opções de tratamento da fase ativa (colagenase, ondas de choque) como se fossem adequadas para a fase crônica, e em incluir a prótese peniana, que é indicada apenas quando há DE associada. O critério decisivo é: fase crônica + curvatura que impede relação + ereção preservada = plicatura da túnica albugínea.
Doença de Peyronie
1Fase ativa
Dor
Curvatura progressiva
Tratamento clínico
Colagenase
Ondas de choque
2Fase crônica (estável ≥3 meses)
Sem dor
Curvatura estável
Tratamento cirúrgico
Ereção preservada
Plicatura da túnica albugínea (Nesbit)
Disfunção erétil significativa
Prótese peniana
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Alternativa A — ❌ Incorreta
A injeção intralesional de colagenase de Clostridium histolyticum é uma terapia minimamente invasiva indicada na fase ativa da DP, quando a placa ainda está em remodelação e a curvatura pode ser reduzida. Na fase crônica, com curvatura estável e grave, a eficácia é limitada e o tratamento cirúrgico é preferível. Além disso, a CCH pode exigir até 24 semanas de terapia e apresenta riscos como fratura peniana (raro).
Alternativa B — ❌ Incorreta
A terapia de ondas de choque de baixa intensidade é uma opção para a fase ativa, com evidências limitadas de benefício na redução da curvatura. Não é um tratamento cirúrgico e não está indicada na fase crônica com deformidade que impede a relação sexual, onde a correção cirúrgica é necessária.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A plicatura da túnica albugínea (técnica de Nesbit ou corporoplastia) é o procedimento cirúrgico mais indicado na fase crônica da DP, com curvatura estável e ereção preservada. A técnica encurta o lado convexo do pênis, neutralizando a curvatura e permitindo a penetração. É o procedimento mais comumente realizado para homens com DP, conforme a literatura urológica.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O implante de prótese peniana é reservado para pacientes com disfunção erétil significativa que não responde à farmacoterapia. No caso descrito, não há menção a DE; o problema é exclusivamente a curvatura. Portanto, a prótese não é a primeira opção, sendo a plicatura a mais adequada.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A terapia de reposição de testosterona trata o hipogonadismo, não a curvatura peniana. Não há evidência de que a testosterona corrija a deformidade da DP, e seu uso não é indicado para o quadro apresentado.