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Questão de Medicina — Urologia — FGV 2025

MedicinaUrologia
Código
fg105257
Banca
FGV
Órgão
AL-AM
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Analista Legislativo - Médico - Urologista
Paciente do sexo masculino, 25 anos, vítima de trauma pélvico fechado (fratura de bacia). Apresenta sangramento no meato uretral e incapacidade de urinar. A bexiga está palpável e dolorosa.O procedimento diagnóstico e terapêutico que deve ser realizado imediatamente para confirmar a lesão e garantir a drenagem urinária, evitando a passagem de sonda uretral é a de
  1. Apassagem de sonda vesical de Foley com auxílio de fio-guia.
  2. Bcistoscopia de urgência.
  3. Curetrografia retrógrada (URG) seguida de cistostomia suprapúbica.
  4. Dultrassonografia pélvica.
  5. E.uretroscopia flexível.
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GabaritoC — uretrografia retrógrada (URG) seguida de cistostomia suprapúbica.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Trauma pélvico com suspeita de lesão uretral: conduta diagnóstica e terapêutica

Gabarito: letra C. Em trauma pélvico fechado com sangramento no meato uretral e incapacidade de urinar, a suspeita é de lesão uretral, e a conduta imediata é realizar uretrografia retrógrada (URG) para confirmar a lesão e, em seguida, cistostomia suprapúbica para garantir a drenagem urinária, evitando a passagem de sonda uretral, que poderia agravar a lesão. Essa é a conduta preconizada pelas diretrizes de trauma urológico.

O trauma pélvico fechado, especialmente com fratura de bacia, pode lesar a uretra, principalmente a uretra posterior (membranosa e prostática). O sangramento no meato uretral é um sinal clássico de lesão uretral, e a tentativa de passar uma sonda vesical nesse cenário é contraindicada, pois pode transformar uma lesão parcial em completa, agravar o dano e dificultar o tratamento posterior. Por isso, a avaliação inicial deve ser feita com a uretrografia retrógrada, que é o exame padrão-ouro para diagnosticar a lesão uretral, mostrando o extravasamento de contraste no local da lesão.

Após a confirmação da lesão, a drenagem urinária deve ser garantida por uma via que não passe pela uretra lesada. A cistostomia suprapúbica (ou cistostomia) é o procedimento de escolha, pois desvia a urina diretamente da bexiga, permitindo a cicatrização da uretra e evitando complicações como estenose, fístula e infecção. A bexiga palpável e dolorosa indica que há retenção urinária, o que reforça a necessidade de drenagem imediata.

A conduta correta, portanto, é a combinação de um exame diagnóstico (URG) com um procedimento terapêutico (cistostomia suprapúbica). As demais alternativas apresentam condutas inadequadas ou incompletas para esse cenário específico.

A pegadinha da banca está em oferecer alternativas que parecem razoáveis, como a passagem de sonda com fio-guia ou a cistoscopia, mas que são contraindicadas ou não são o padrão-ouro inicial. O candidato deve lembrar que, diante de suspeita de lesão uretral, a regra é não sondar e sim realizar a URG seguida de derivação urinária suprapúbica.

  1. 1Suspeita: sangramento no meato + retenção
  2. 2URG (uretrografia retrógrada)
  3. 3Confirma extravasamento de contraste
  4. 4Cistostomia suprapúbica
  5. 5Evitar sondagem uretral
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Alternativa A — ❌ Incorreta

A passagem de sonda vesical de Foley, mesmo com auxílio de fio-guia, é contraindicada na suspeita de lesão uretral. A manipulação da uretra lesada pode agravar a lesão, transformar uma lesão parcial em completa, e aumentar o risco de estenose e infecção. O fio-guia não elimina o risco de lesão iatrogênica. A conduta correta é evitar qualquer instrumentação uretral até a avaliação com URG.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A cistoscopia de urgência não é o procedimento inicial indicado. Ela é um exame invasivo que também envolve a passagem de instrumento pela uretra, o que é contraindicado na suspeita de lesão uretral. Além disso, a cistoscopia não é o exame padrão-ouro para avaliar a uretra; a URG é o exame de escolha. A cistoscopia pode ser útil em outros contextos, mas não neste cenário de trauma com sangramento no meato.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A uretrografia retrógrada (URG) é o exame padrão-ouro para diagnosticar lesão uretral, pois permite visualizar o extravasamento de contraste no local da lesão. Após a confirmação, a cistostomia suprapúbica é o procedimento terapêutico de escolha para garantir a drenagem urinária, desviando a urina da bexiga sem passar pela uretra lesada. Essa combinação é a conduta imediata e correta, conforme as diretrizes de trauma urológico.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A ultrassonografia pélvica pode ser útil para avaliar a bexiga e outras estruturas, mas não é o exame de escolha para diagnosticar lesão uretral. Ela não consegue visualizar diretamente a uretra e não é o padrão-ouro para essa avaliação. Além disso, a ultrassonografia não resolve o problema da drenagem urinária, que é essencial neste caso. A conduta correta é a URG seguida de cistostomia suprapúbica.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A uretroscopia flexível é um exame invasivo que envolve a passagem de um instrumento pela uretra, o que é contraindicado na suspeita de lesão uretral. Assim como a cistoscopia, ela pode agravar a lesão e não é o exame de escolha para o diagnóstico inicial. A URG é o exame padrão-ouro, e a drenagem deve ser feita por cistostomia suprapúbica.

Gabarito: letra C — a conduta imediata é a uretrografia retrógrada (URG) para confirmar a lesão uretral, seguida de cistostomia suprapúbica para garantir a drenagem urinária, evitando a passagem de sonda uretral.

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