Homem de 25 anos, previamente hígido, nota um aumento indolor e progressivo do volume do testículo direito há 3 meses. Ao exame físico, palpa-se uma massa firme, não dolorosa, que não transilumina. O ultrassom escrotal confirma a presença de uma massa sólida intratesticular. Os marcadores tumorais (alfafetoproteína, beta-HCG e DHL) estão elevados.A conduta cirúrgica inicial e padrão-ouro para o diagnóstico e tratamento primário desta massa testicular sólida é a(o)
Abiópsia percutânea da massa para confirmação histológica.
Borquiectomia simples (remoção do testículo através da bolsa escrotal).
Corquiectomia radical por via inguinal.
Dlinfadenectomia retroperitoneal (LRP) primária.
Equimioterapia neoadjuvante seguida de cirurgia.
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GabaritoC — orquiectomia radical por via inguinal.
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Câncer de testículo: orquiectomia radical inguinal como padrão-ouro
Gabarito: letra C. Em homem jovem com massa testicular sólida indolor, que não transilumina e com marcadores tumorais elevados, a conduta inicial padrão-ouro é a orquiectomia radical por via inguinal, que remove o testículo, o epidídimo e o cordão espermático até o anel inguinal interno, servindo simultaneamente como diagnóstico e tratamento primário. A via inguinal é obrigatória para evitar a contaminação do escroto e a alteração do padrão de drenagem linfática, que comprometeria o estadiamento e o tratamento subsequente.
O câncer de testículo é a neoplasia maligna sólida mais comum em homens entre 15 e 35 anos, e sua apresentação típica é exatamente a descrita: massa ou aumento testicular indolor, de consistência firme, que não transilumina à luz. O ultrassom escrotal confirma a lesão sólida intratesticular, e os marcadores tumorais (AFP, β-hCG e LDH) auxiliam no diagnóstico e no estadiamento, embora sua negatividade não exclua a neoplasia. O diagnóstico diferencial inclui hidrocele (translúcida), varicocele ("novelo de cordões", reduz em decúbito), cisto de epidídimo e hérnia inguinal — todos com características clínicas distintas da massa tumoral.
A regra de ouro no manejo de qualquer massa intratesticular sólida é: nunca realizar biópsia percutânea ou abordagem transescrotal, pois isso pode causar disseminação tumoral para o escroto e alterar o padrão de drenagem linfática, comprometendo o estadiamento e o tratamento. A orquiectomia radical por via inguinal é o procedimento que respeita esses princípios: a abordagem pela virilha permite o clampeamento precoce do cordão espermático, minimizando o risco de disseminação hematogênica durante a manipulação do testículo.
A orquiectomia simples (remoção apenas do testículo pela bolsa escrotal) é um erro grave, pois viola os princípios oncológicos e pode deixar doença residual no cordão. A linfadenectomia retroperitoneal (LRP) é um procedimento de estadiamento/tratamento para tumores não seminomatosos com doença retroperitoneal, não sendo a conduta inicial. A quimioterapia neoadjuvante é reservada para casos selecionados de doença metastática volumosa, não para o tratamento primário de massa testicular localizada. A biópsia percutânea é formalmente contraindicada.
O estadiamento após a orquiectomia radical é feito com dosagem de marcadores tumorais (AFP, β-hCG, LDH) e tomografia de abdome/pelve e tórax. A drenagem linfática dos testículos é para os linfonodos retroperitoneais, e a disseminação para esses linfonodos caracteriza doença em estágio II. O tratamento adjuvante (vigilância, quimioterapia, radioterapia ou LRP) depende do tipo histológico (seminoma vs. não seminoma) e do estadiamento.
Guarde a fronteira entre orquiectomia radical inguinal (padrão-ouro, diagnóstico + tratamento) e os demais procedimentos (biópsia, orquiectomia simples, LRP, quimioterapia): é exatamente nessa distinção que as alternativas se dividem.
1US escrotal + marcadores
2Orquiectomia radical inguinal
3Estadiamento (TC + marcadores)
4Adjuvante conforme histologia
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Alternativa A — ❌ Incorreta
A biópsia percutânea da massa é formalmente contraindicada no câncer de testículo. O risco de disseminação tumoral pelo trajeto da agulha e a alteração do padrão de drenagem linfática comprometem o estadiamento e o tratamento. O diagnóstico é feito pela orquiectomia radical, que remove a lesão por completo e permite a análise histológica definitiva.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A orquiectomia simples (remoção do testículo pela bolsa escrotal) é um erro técnico grave. A via escrotal não permite o clampeamento precoce do cordão espermático, aumentando o risco de disseminação tumoral, e pode deixar doença residual no cordão. O procedimento correto é a orquiectomia radical por via inguinal, que remove testículo, epidídimo e cordão espermático até o anel inguinal interno.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A orquiectomia radical por via inguinal é o procedimento padrão-ouro para o diagnóstico e tratamento primário de massa testicular sólida. A via inguinal permite o clampeamento precoce do cordão espermático, minimizando o risco de disseminação hematogênica, e a remoção completa do testículo, epidídimo e cordão espermático até o anel inguinal interno garante a ressecção oncológica adequada. O material é enviado para análise histopatológica, que confirma o diagnóstico e o tipo celular.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A linfadenectomia retroperitoneal (LRP) primária não é a conduta inicial para massa testicular sólida. A LRP é um procedimento de estadiamento/tratamento para tumores não seminomatosos com doença retroperitoneal (estágio II), realizado após a orquiectomia radical. Realizá-la como primeiro procedimento, sem o diagnóstico histológico e o estadiamento adequado, é um erro.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A quimioterapia neoadjuvante seguida de cirurgia não é a conduta padrão para massa testicular sólida localizada. A quimioterapia neoadjuvante é reservada para casos selecionados de doença metastática volumosa (estágio III), onde a redução tumoral pode facilitar a ressecção cirúrgica posterior. Para doença localizada, o tratamento primário é a orquiectomia radical, seguida de vigilância ou tratamento adjuvante conforme o estadiamento.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre orquiectomia radical inguinal (padrão-ouro) e orquiectomia simples transescrotal. O candidato que não domina o princípio oncológico de evitar a via escrotal cai na alternativa B. Lembre-se: a via inguinal é obrigatória para clampear o cordão precocemente e evitar disseminação tumoral.
PEGA ESSA DICA!
Para fixar, memorize a sequência: massa testicular sólida → US escrotal + marcadores → orquiectomia radical inguinal (diagnóstico + tratamento) → estadiamento (TC abdome/pelve, tórax, marcadores) → tratamento adjuvante conforme histologia e estágio. Nunca biópsia, nunca via escrotal.