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Questão de Medicina — Urologia — FGV 2025

MedicinaUrologia
Código
fg105276
Banca
FGV
Órgão
AL-AM
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Analista Legislativo - Médico - Urologista
Adolescente de 14 anos é trazido à emergência com dor escrotal súbita e intensa há 4 horas, acompanhada de náuseas e vômitos. Ao exame físico, o testículo esquerdo está edemaciado, horizontalizado e muito doloroso à palpação. O reflexo cremastérico está ausente no lado afetado.A conduta imediata mais crucial para este paciente, considerando a alta suspeita de torção testicular é
  1. Asolicitar ultrassonografia com Doppler de urgência para confirmar o diagnóstico.
  2. Badministrar analgésicos potentes e aguardar a melhora da dor.
  3. Crealizar exploração cirúrgica escrotal imediata.
  4. Dtentar a destorção manual externa.
  5. Einiciar antibioticoterapia empírica para orquiepididimite.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — realizar exploração cirúrgica escrotal imediata.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Torção testicular: urgência cirúrgica no escroto agudo

Gabarito: letra C. Em adolescente com dor escrotal súbita, testículo horizontalizado e reflexo cremastérico ausente, a suspeita clínica de torção testicular é alta e a conduta imediata mais crucial é a exploração cirúrgica escrotal imediata — a torção é uma emergência cirúrgica e o tempo até a cirurgia é o fator determinante para a preservação do testículo. A ultrassonografia com Doppler, a destorção manual e a antibioticoterapia são medidas que não devem retardar ou substituir a intervenção cirúrgica.

A torção testicular ocorre quando há rotação do cordão espermático, obstruindo o fluxo sanguíneo para o testículo e causando isquemia. É uma das principais causas de escroto agudo — definido como dor escrotal de moderada a grave intensidade e início recente — e apresenta dois picos de incidência: em neonatos e em adolescentes. O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado na história e no exame físico: dor súbita e intensa, náuseas e vômitos, testículo edemaciado, horizontalizado e elevado, e reflexo cremastérico ausente. A ultrassonografia com Doppler pode confirmar a suspeita (ausência de fluxo arterial), mas sua realização não deve retardar a exploração cirúrgica. O tratamento é cirúrgico e urgente: a cirurgia realizada nas primeiras 6 horas de sintomas geralmente significa recuperação funcional; entre 6 e 12 horas, a taxa de recuperação cai para 70%; após 12 horas, apenas 20%. Por isso, diante de quadro clínico sugestivo, o paciente deve ser encaminhado imediatamente para exploração cirúrgica.

A destorção manual externa é uma manobra que pode ser tentada se a cirurgia não for uma opção imediata ou enquanto se preparam os preparativos para a exploração cirúrgica, mas não deve substituir ou atrasar a intervenção cirúrgica. A orquiepididimite, principal diagnóstico diferencial, é uma inflamação do epidídimo geralmente de causa infecciosa (ISTs em jovens), com quadro mais subagudo, febre, disúria e corrimento uretral — achados ausentes no caso descrito. A antibioticoterapia empírica para orquiepididimite seria inadequada diante da alta suspeita de torção, pois atrasaria o tratamento definitivo. A analgesia é importante para o conforto, mas não resolve a isquemia testicular.

A distinção crucial entre torção testicular e orquiepididimite está nos sinais clínicos: na torção, o testículo está elevado e horizontalizado, com reflexo cremastérico ausente; na orquiepididimite, o testículo está em posição mais baixa, com reflexo cremastérico presente e frequentemente há febre, disúria e corrimento uretral. A manobra de Prehn (alívio da dor com elevação do testículo) é classicamente associada à epididimite, mas apresenta muitos resultados falso-negativos e não deve ser usada para excluir torção. A banca explora exatamente essa confusão: o aluno que não domina os sinais diferenciais pode optar pela ultrassonografia ou pela antibioticoterapia, atrasando o tratamento cirúrgico que salva o testículo.

Guarde o critério decisivo: diante de alta suspeita clínica de torção testicular, a exploração cirúrgica imediata é a conduta mais crucial — exames de imagem e manobras conservadoras são coadjuvantes que nunca devem retardar a cirurgia. É nessa fronteira que as alternativas se dividem.

1Diagnóstico clínico
Dor súbita e intensa
Náuseas e vômitos
Testículo elevado e horizontalizado
Reflexo cremastérico ausente
2Conduta
Não retardar com exames
Não substituir por manobras
Exploração cirúrgica imediata
3Prognóstico (tempo até cirurgia)
Até 6h: recuperação funcional
6–12h: ~70% de recuperação
Após 12h: ~20%
Torção testicular
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Torção testicular: Diagnóstico clínico (Dor súbita e intensa, Náuseas e vômitos, Testículo elevado e horizontalizado, Reflexo cremastérico ausente); Conduta (Não retardar com exames, Não substituir por manobras, Exploração cirúrgica imediata); Prognóstico (tempo até cirurgia) (Até 6h: recuperação funcional, 6–12h: ~70% de recuperação, Após 12h: ~20%)

Alternativa A — ❌ Incorreta

Solicitar ultrassonografia com Doppler de urgência para confirmar o diagnóstico atrasaria a exploração cirúrgica, o que é expressamente contraindicado. A US com Doppler é um método útil (sensibilidade de 90,9% e especificidade de 98,3%), mas não deve retardar o tratamento — a suspeita clínica já é suficiente para indicar a cirurgia. Em caso de dúvida diagnóstica, o exame pode ser solicitado, mas nunca em detrimento da urgência cirúrgica.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Administrar analgésicos potentes e aguardar a melhora da dor é uma conduta perigosamente inadequada: a torção testicular causa isquemia progressiva e a analgesia apenas mascara o quadro, atrasando o tratamento definitivo. A dor não melhora com analgésicos enquanto a torção persistir, e o tempo é fator determinante para a viabilidade testicular. A analgesia pode ser usada como adjuvante, mas nunca como conduta principal.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Realizar exploração cirúrgica escrotal imediata é a conduta correta. A torção testicular é uma emergência cirúrgica e a intervenção deve ocorrer preferencialmente em até 4 a 8 horas de evolução para evitar dano definitivo ao parênquima testicular. O quadro clínico apresentado — adolescente, dor súbita, testículo horizontalizado, reflexo cremastérico ausente — é altamente sugestivo de torção, e a cirurgia imediata é a única conduta que pode salvar o testículo. Durante o procedimento, deve ser realizada também a pexia (fixação) do testículo contralateral.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Tentar a destorção manual externa não é a conduta mais crucial e não deve substituir ou atrasar a exploração cirúrgica. A manobra pode ser tentada se a cirurgia não for uma opção imediata ou enquanto se preparam os preparativos cirúrgicos, mas a cirurgia continua sendo o tratamento definitivo e obrigatório. Além disso, a destorção manual tem eficácia limitada e pode falhar, especialmente se já houver necrose.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Iniciar antibioticoterapia empírica para orquiepididimite é um erro grave: o quadro clínico é de torção testicular, não de orquiepididimite. A orquiepididimite geralmente apresenta febre, disúria, corrimento uretral e testículo em posição mais baixa, com reflexo cremastérico presente — achados ausentes no paciente. Antibióticos não tratam a isquemia testicular e atrasariam a cirurgia, aumentando o risco de perda do testículo.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre torção testicular e orquiepididimite. O aluno que não domina os sinais diferenciais pode optar pela ultrassonografia (alternativa A) ou pela antibioticoterapia (alternativa E), atrasando o tratamento cirúrgico que salva o testículo. Lembre-se: na torção, o testículo está elevado e horizontalizado, com reflexo cremastérico ausente; na orquiepididimite, está mais baixo, com reflexo presente e frequentemente há febre e disúria. Com treino, você enxerga essas trocas de longe 💪

PEGA ESSA DICA!

Na prova, diante de escroto agudo, pergunte-se: "há alta suspeita de torção?" Se sim, a resposta é sempre exploração cirúrgica imediata — exames de imagem e manobras conservadoras são coadjuvantes que nunca devem retardar a cirurgia. Memorize os sinais diferenciais: torção (testículo elevado, horizontalizado, reflexo cremastérico ausente) × orquiepididimite (testículo baixo, reflexo presente, febre, disúria).

Gabarito: letra C

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