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Questão de Medicina — Urologia — FGV 2025

MedicinaUrologia
Código
fg105279
Banca
FGV
Órgão
AL-AM
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Analista Legislativo - Médico - Urologista
Paciente do sexo feminino, 24 anos, previamente hígida, apresenta disúria (dor ao urinar), polaciúria (aumento da frequência urinária) e urgência miccional há 2 dias. Nega febre, dor lombar ou náuseas. A urinálise mostra piúria e nitrito positivo.O tratamento antibiótico empírico de primeira linha mais recomendado para esta cistite não complicada é
  1. Aciprofloxacino por 7 dias.
  2. Bamoxicilina por 10 dias.
  3. Cfosfomicina trometamol em dose única.
  4. Dgentamicina intravenosa por 3 dias.
  5. Eceftriaxona intramuscular em dose única.
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GabaritoC — fosfomicina trometamol em dose única.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Cistite aguda não complicada: tratamento antibiótico empírico

Gabarito: letra C. Para cistite aguda não complicada em mulher jovem e previamente hígida, o tratamento de primeira linha mais recomendado é fosfomicina trometamol em dose única — opção eficaz, com alta concentração urinária e posologia simples, alinhada às diretrizes de manejo de infecção do trato urinário (ITU) baixa. As demais alternativas ou usam antibióticos de espectro mais amplo do que o necessário, ou apresentam duração inadequada, ou são vias de administração reservadas a quadros mais graves.

A cistite aguda não complicada é a infecção do trato urinário baixo, caracterizada por disúria, polaciúria, urgência miccional e dor suprapúbica, sem sinais de comprometimento sistêmico (febre, dor lombar, náuseas). O diagnóstico é essencialmente clínico, podendo ser corroborado pela urinálise — a piúria é praticamente universal e o nitrito positivo indica presença de bactérias redutoras de nitrato, como a Escherichia coli, principal uropatógeno. Em mulheres jovens e hígidas, o trato urinário é anatomicamente normal, o que define a infecção como não complicada e permite tratamento empírico de curta duração, sem necessidade de urocultura prévia na maioria dos casos.

A escolha do antibiótico deve considerar a eficácia contra os uropatógenos mais prevalentes, a alta concentração urinária alcançada pela droga e o menor risco de seleção de resistência. A fosfomicina trometamol, administrada em dose única oral de 3 g, atinge concentrações urinárias muito acima das concentrações inibitórias mínimas (CIM) para a maioria das enterobactérias, com excelente adesão e baixa taxa de efeitos adversos. Essa característica a torna uma das opções de primeira linha para cistite não complicada, ao lado de nitrofurantoína e sulfametoxazol-trimetoprima, dependendo dos padrões locais de resistência.

As fluoroquinolonas, como a ciprofloxacina, são eficazes, mas seu uso rotineiro em cistite não complicada é desencorajado devido ao risco de resistência bacteriana e efeitos colaterais. A amoxicilina isolada não é recomendada, pois a resistência da E. coli é alta. Antibióticos parenterais, como gentamicina e ceftriaxona, são reservados para pielonefrite aguda ou ITU complicada, não para cistite não complicada em paciente ambulatorial.

A duração do tratamento também é um ponto crítico: para cistite não complicada, esquemas de dose única (fosfomicina) ou de curta duração (3 dias com nitrofurantoína ou sulfametoxazol-trimetoprima) são preferíveis, enquanto 7 dias ou mais são indicados para pielonefrite ou ITU complicada. A banca explora exatamente essa distinção, oferecendo alternativas com durações e vias de administração que não se aplicam ao caso.

NÃO CAIA NESSA!

A banca tenta confundir o candidato ao oferecer antibióticos de espectro amplo (ciprofloxacino, ceftriaxona) ou vias parenterais (gentamicina IV), que são opções para pielonefrite ou ITU complicada, não para cistite não complicada. Além disso, a duração de 7 a 10 dias é típica de pielonefrite, não de cistite. O candidato deve reconhecer que, em mulher jovem e hígida, o tratamento é ambulatorial, oral e de curta duração — a fosfomicina em dose única é a escolha mais alinhada a esses princípios.

  1. 1Diagnóstico clínico
  2. 2Urinálise (piúria, nitrito)
  3. 3Antibiótico oral de curta duração
  4. 4Fosfomicina dose única
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Alternativa A — ❌ Incorreta

A ciprofloxacina é eficaz, mas não é a primeira linha para cistite não complicada devido ao risco de resistência e efeitos adversos. Além disso, a duração de 7 dias é mais longa que o necessário — para cistite, o esquema com fluoroquinolona seria de 3 dias. O uso de 7 dias é indicado para pielonefrite ou ITU complicada.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A amoxicilina isolada não é recomendada para ITU devido à alta taxa de resistência da E. coli. Além disso, a duração de 10 dias é excessiva para cistite não complicada. A amoxicilina-clavulanato pode ser opção de segunda linha, mas não a amoxicilina isolada.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A fosfomicina trometamol em dose única oral (3 g) é uma das opções de primeira linha para cistite aguda não complicada. Alcança alta concentração urinária, tem excelente adesão e baixo risco de resistência, sendo eficaz contra a maioria dos uropatógenos, incluindo E. coli. É a escolha mais adequada para o caso descrito.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A gentamicina intravenosa é um aminoglicosídeo de uso parenteral, reservado para pielonefrite aguda, ITU complicada ou pacientes críticos. Não é indicada para cistite não complicada em paciente ambulatorial, que deve ser tratada com antibiótico oral.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A ceftriaxona intramuscular é uma cefalosporina de terceira geração, indicada para pielonefrite aguda ou ITU complicada, não para cistite não complicada. A via parenteral e o espectro amplo são desnecessários para o caso, que deve ser tratado com antibiótico oral de curta duração.

Gabarito: letra C

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