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Questão de Odontologia — Radiologia — FGV 2025

OdontologiaRadiologia
Código
fg105309
Banca
FGV
Órgão
AL-AM
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Analista Legislativo - Odontologista
O exame radiológico mais indicado para avaliação do fenótipo periodontal, permitindo identificar a relação entre o osso alveolar, tecidos moles e dentes é a
  1. Aradiografia oclusal.
  2. Bultrassonografia.
  3. Cradiografia periapical.
  4. Dressonância magnética.
  5. Etomografia cone beam com afastamento labial.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — tomografia cone beam com afastamento labial.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Radiologia Odontológica: avaliação do fenótipo periodontal

Gabarito: letra E. A tomografia computadorizada de feixe cônico (cone beam) com afastamento labial é o exame mais indicado para avaliar o fenótipo periodontal, pois permite visualizar simultaneamente a relação entre osso alveolar, tecidos moles e dentes em três dimensões, com alta resolução e baixa dose de radiação. As demais técnicas (periapical, oclusal, ultrassonografia e ressonância) não oferecem essa visão integrada dos três componentes.

O fenótipo periodontal refere-se às características morfológicas dos tecidos que envolvem e sustentam o dente: o osso alveolar, a gengiva (tecido mole) e a própria raiz dentária. A avaliação desse conjunto é essencial no planejamento de tratamentos periodontais, cirúrgicos e reabilitadores, pois a espessura óssea, a biotipo gengival e a posição do dente influenciam diretamente a resposta aos procedimentos.

A radiografia periapical, embora seja o exame mais comum na prática odontológica, fornece apenas uma imagem bidimensional do osso alveolar e da raiz, sem permitir a avaliação adequada dos tecidos moles (gengiva) nem a relação espacial tridimensional entre as estruturas. A radiografia oclusal, por sua vez, é indicada para áreas maiores, como o assoalho da boca e o palato, mas também não oferece a resolução necessária para o fenótipo periodontal.

A ultrassonografia e a ressonância magnética são métodos que avaliam tecidos moles com excelente contraste, porém não são capazes de demonstrar o osso alveolar com a precisão necessária para o diagnóstico periodontal. A ultrassonografia tem uso limitado em odontologia, e a ressonância magnética, além de ser de alto custo e baixa disponibilidade, não é o padrão para avaliação óssea.

A tomografia cone beam com afastamento labial (técnica que utiliza um afastador para separar os lábios e bochechas, evitando artefatos) permite a aquisição de imagens em alta resolução dos tecidos moles e duros, possibilitando a mensuração da espessura gengival, da espessura óssea e da posição do dente em relação ao osso. Essa técnica é considerada o padrão-ouro para a avaliação do fenótipo periodontal, pois integra as três estruturas em um único exame tridimensional.

A pegadinha desta questão está em associar a avaliação periodontal apenas à radiografia periapical, que é o exame mais tradicional para visualizar o osso alveolar. No entanto, a periapical não permite a avaliação dos tecidos moles, e a tomografia cone beam com afastamento labial é a única alternativa que atende plenamente ao que o enunciado pede: identificar a relação entre osso alveolar, tecidos moles e dentes.

Avaliação do fenótipo periodontal
  • 1Exame ideal (padrão-ouro)
    • Tomografia cone beam com afastamento labial
    • Mostra osso + tecidos moles + dentes (3D)
  • 2Exames limitados
    • Radiografia periapical
      • Só osso e raiz (2D)
      • Não mostra tecidos moles
    • Radiografia oclusal
      • Áreas extensas, sem resolução
    • Ultrassonografia
      • Tecidos moles, não penetra no osso
    • Ressonância magnética
      • Alto custo, osso com baixo sinal
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Alternativa A — ❌ Incorreta

A radiografia oclusal é indicada para visualizar áreas extensas do maxilar ou da mandíbula, como o assoalho da boca, o palato e a região de glândulas salivares. Ela não possui resolução suficiente para avaliar o fenótipo periodontal, pois não demonstra adequadamente os tecidos moles e a relação tridimensional entre osso e dente.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A ultrassonografia é um método de imagem que utiliza ondas sonoras de alta frequência, sendo útil para avaliar tecidos moles superficiais, como glândulas salivares e linfonodos. No entanto, não é capaz de penetrar no osso alveolar com a precisão necessária para a avaliação periodontal, e não é um exame de rotina nessa área.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A radiografia periapical é o exame mais utilizado para avaliar o osso alveolar e as raízes dentárias, sendo fundamental no diagnóstico de lesões periapicais e na avaliação do nível ósseo. Porém, ela fornece apenas uma imagem bidimensional, sem permitir a avaliação dos tecidos moles (gengiva) nem a relação espacial entre os três componentes, o que a torna inadequada para a avaliação completa do fenótipo periodontal.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A ressonância magnética é um exame de alto custo e baixa disponibilidade, que oferece excelente contraste para tecidos moles, mas não é indicada para a avaliação do osso alveolar, pois o osso cortical aparece como uma área de baixo sinal, dificultando a análise da morfologia óssea. Além disso, não é um exame de rotina na prática odontológica para essa finalidade.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A tomografia cone beam com afastamento labial é o exame mais indicado para a avaliação do fenótipo periodontal, pois permite a aquisição de imagens tridimensionais de alta resolução, com a possibilidade de visualizar simultaneamente o osso alveolar, os tecidos moles e os dentes. O afastamento labial é uma técnica que utiliza um afastador para separar os lábios e bochechas, evitando artefatos e permitindo uma melhor visualização dos tecidos moles. Essa técnica é considerada o padrão-ouro para a avaliação do fenótipo periodontal, pois integra as três estruturas em um único exame, possibilitando a mensuração da espessura gengival, da espessura óssea e da posição do dente em relação ao osso.

PEGA ESSA DICA!

Para questões sobre avaliação periodontal, lembre-se: a radiografia periapical mostra o osso, mas não os tecidos moles; a tomografia cone beam com afastamento labial mostra os dois. Quando o enunciado pedir a relação entre osso, tecidos moles e dentes, a resposta é sempre a tomografia cone beam.

Gabarito: letra E

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