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Questão de Odontologia — Anatomia da Cavidade Pulpar — FGV 2025

OdontologiaAnatomia da Cavidade Pulpar
Código
fg105314
Banca
FGV
Órgão
AL-AM
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Analista Legislativo - Odontologista
Com relação à biologia pulpar e perirradicular e suas patologias associadas,Avalie as afirmativas a seguir e assinale (V) para a verdadeira e (F) para a falsa.( ) A dentina e a polpa são tecidos que possuem origem embrionária semelhante, estão intimamente integrados em relação à anatomia e à fisiologia e frequentemente são considerados um complexo − o complexo dentinopulpar.( ) A presença de túbulos dentinários impede que o estímulo aplicado à dentina resulte em efeito sobre a polpa.( ) A polpa dental pode ser anatomicamente dividida em coronária e radicular, sendo que a radicular se conecta com o ligamento periodontal diretamente pelos forames apical(is) e lateral(is).As afirmativas são, respectivamente,
  1. AV – V – V.
  2. BV – V – F.
  3. CV – F – V.
  4. DF – V – F.
  5. EF – F – V.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — V – F – V.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Complexo dentinopulpar e anatomia da polpa dental

Gabarito: letra C (V – F – V). A primeira afirmativa está correta, pois dentina e polpa formam um complexo funcional e embriológico; a segunda está incorreta, porque os túbulos dentinários, ao contrário, são a via pela qual estímulos aplicados à dentina chegam à polpa; e a terceira está correta, já que a polpa se divide em coronária e radicular, conectando-se ao ligamento periodontal pelos forames apical e laterais. A questão cobra conceitos fundamentais de biologia pulpar e anatomia endodôntica.

O complexo dentinopulpar é um dos conceitos mais importantes da odontologia: dentina e polpa têm origem embriológica comum (ambas derivam da papila dentária, um tecido ectomesenquimal), estão anatomicamente integradas e funcionam como uma unidade. A dentina é um tecido mineralizado atravessado por túbulos que contêm prolongamentos dos odontoblastos — células que ficam na periferia da polpa. Essa relação íntima é o que justifica chamá-las de complexo: o que afeta uma, afeta a outra.

A presença dos túbulos dentinários é justamente o que permite a comunicação entre dentina e polpa. Quando um estímulo (térmico, químico, osmótico ou mecânico) é aplicado à dentina, ele provoca movimento do fluido dentro dos túbulos, o que estimula as terminações nervosas próximas aos odontoblastos e gera a resposta dolorosa. Portanto, dizer que os túbulos impedem o efeito sobre a polpa é exatamente o oposto da realidade: eles são a via de transmissão do estímulo. Essa é a base da teoria hidrodinâmica da sensibilidade dentinária, proposta por Brännström, que explica a dor provocada por estímulos na dentina.

A polpa dental, anatomicamente, divide-se em duas porções: a coronária, localizada na câmara pulpar, e a radicular, que se estende pelos canais radiculares. A porção radicular comunica-se com o ligamento periodontal através dos forames apical e laterais (ou acessórios), por onde passam vasos sanguíneos, nervos e tecido conjuntivo. Essa comunicação é essencial para a nutrição e inervação do dente, e também é a via pela qual infecções pulpares podem se disseminar para os tecidos perirradiculares.

A banca explora aqui uma inversão clássica: o candidato que sabe que os túbulos dentinários existem pode ser levado a pensar que eles "protegem" a polpa, quando na verdade eles são a porta de entrada para estímulos e bactérias. A pegadinha está em inverter o papel dos túbulos: em vez de impedir, eles permitem a transmissão do estímulo à polpa. Guarde essa relação: túbulos dentinários = via de comunicação, não barreira.

Afirmativa 1 — ✅ Verdadeira

A afirmativa está correta. Dentina e polpa têm origem embriológica comum (ambas derivam da papila dentária) e estão intimamente integradas anatômica e fisiologicamente, formando o chamado complexo dentinopulpar. Essa integração é tão íntima que, na prática clínica, qualquer agressão à dentina (cárie, preparo cavitário, erosão) pode repercutir na polpa, e vice-versa. O termo "complexo" reflete exatamente essa unidade funcional.

Afirmativa 2 — ❌ Falsa

A afirmativa está incorreta. Os túbulos dentinários NÃO impedem que o estímulo aplicado à dentina resulte em efeito sobre a polpa; pelo contrário, eles são a via pela qual o estímulo chega à polpa. O movimento do fluido dentinário dentro dos túbulos, ao ser estimulado, ativa as terminações nervosas próximas aos odontoblastos, gerando a resposta dolorosa. A banca inverteu o papel dos túbulos: em vez de barreira, eles são a via de comunicação.

Afirmativa 3 — ✅ Verdadeira

A afirmativa está correta. A polpa dental divide-se anatomicamente em coronária (na câmara pulpar) e radicular (nos canais radiculares). A porção radicular conecta-se ao ligamento periodontal diretamente pelos forames apical e laterais (ou acessórios), por onde passam vasos e nervos. Essa comunicação é fundamental para a vitalidade do dente e também é a via de propagação de infecções pulpares para o periápice.

Conclusão: Corretas: 1ª e 3ª afirmativas → portanto a alternativa é a letra C (V – F – V).

NÃO CAIA NESSA!

A banca inverte o papel dos túbulos dentinários: em vez de "impedir" o efeito sobre a polpa, eles são a via de transmissão do estímulo. O candidato que sabe que os túbulos existem pode ser levado a pensar que eles protegem a polpa, mas é exatamente o contrário. Fique atento a essa inversão clássica.

PEGA ESSA DICA!

Para questões sobre o complexo dentinopulpar, lembre-se: túbulos dentinários = comunicação, não barreira. Eles permitem que estímulos (térmicos, osmóticos, mecânicos) cheguem à polpa, gerando dor. Essa é a base da teoria hidrodinâmica da sensibilidade dentinária.

Gabarito: letra C

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