Questão de Biologia — Ecologia e ciências ambientais — FGV 2025
Biologia›Ecologia e ciências ambientais
Código
fg107285
Banca
FGV
Órgão
CPRM
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Analista em Geociências - Biologia
Uma cooperativa agrícola enfrenta surtos recorrentes de pragas em lavouras de milho. A diretoria pressiona os técnicos a aumentarem o uso de inseticidas químicos, mas a equipe técnica defende a adoção do Manejo Integrado de Pragas (MIP), considerando os impactos ambientais, econômicos e sociais.Nesse contexto, a estratégia central do MIP consiste em
Asubstituir totalmente o uso de inseticidas químicos por controle biológico, garantindo equilíbrio ecológico sem perdas produtivas.
Butilizar defensivos químicos de forma preventiva, antes mesmo de atingir níveis críticos de infestação.
Crealizar rotação de culturas como única prática preventiva contra pragas, dispensando outras formas de controle.
Dutilizar diferentes métodos de controle (biológico, químico, cultural e físico).
Epriorizar sempre o controle químico por ser a alternativa de maior eficácia imediata, usando métodos alternativos apenas como complemento.
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GabaritoD — utilizar diferentes métodos de controle (biológico, químico, cultural e físico).
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Manejo Integrado de Pragas (MIP)
Gabarito: letra D. O Manejo Integrado de Pragas (MIP) é uma abordagem que combina, de forma racional e complementar, diferentes métodos de controle — biológico, químico, cultural e físico — com o objetivo de manter as populações de pragas abaixo do nível de dano econômico, minimizando impactos ambientais, econômicos e sociais. A alternativa D é a única que expressa essa essência de integração de múltiplas táticas.
O MIP não é um conjunto fixo de procedimentos, mas uma filosofia de controle que integra todas as ferramentas disponíveis, decidindo quando e como usá-las com base no monitoramento da praga e nos níveis de dano econômico. O texto de apoio destaca que a IPM (Integrated Pest Management) visa "utilizar toda a variedade de métodos de controle: controle físico, controle de cultura, controle biológico e controle químico", sempre agindo "quando for necessária – ou seja, quando os níveis de prejuízo econômico forem violados". Essa é a base conceitual que a questão cobra.
A banca explora a confusão entre MIP e outras práticas isoladas: o MIP não é a substituição total do químico pelo biológico (A), nem o uso preventivo de defensivos (B), nem a rotação de culturas como única prática (C), nem a priorização do controle químico (E). O MIP é a integração de todos os métodos, com decisão baseada em critérios técnicos e econômicos.
Manejo Integrado de Pragas (MIP): Essência (Integração de métodos, Decisão por monitoramento, Nível de dano econômico); Métodos (Biológico, Químico, Cultural, Físico); O que NÃO é (Substituir químico por biológico, Uso preventivo de defensivos, Rotação como única prática, Priorizar sempre o químico)
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que o MIP substitui totalmente o uso de inseticidas químicos por controle biológico. Isso é um erro conceitual: o MIP não elimina o controle químico, mas o integra como uma das ferramentas, usada apenas quando necessário. O controle biológico é uma das táticas, não a única. A substituição total poderia até ser desejável em alguns cenários, mas não é a estratégia central do MIP, que preza pela flexibilidade e pela decisão baseada em monitoramento.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Sugere o uso preventivo de defensivos químicos, antes de atingir níveis críticos de infestação. Isso contraria o princípio do MIP, que preconiza a ação somente quando os níveis de dano econômico forem violados ou estiverem prestes a ser. O uso preventivo indiscriminado aumenta custos, riscos ambientais e a pressão de seleção para resistência, exatamente o que o MIP busca evitar.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Propõe a rotação de culturas como única prática preventiva, dispensando outras formas de controle. A rotação de culturas é uma importante tática cultural, mas o MIP é justamente a integração de múltiplos métodos. Reduzir o MIP a uma única prática é uma visão reducionista e incorreta.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Esta é a definição correta do MIP: utilizar diferentes métodos de controle (biológico, químico, cultural e físico). O texto de apoio confirma que a IPM visa "utilizar toda a variedade de métodos de controle". Essa integração é a essência do MIP, permitindo um controle eficaz com menor impacto ambiental e econômico.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Prioriza sempre o controle químico, tratando métodos alternativos como complemento. Isso inverte a lógica do MIP, que coloca o controle químico como último recurso, usado somente quando os outros métodos não são suficientes e os níveis de dano econômico são atingidos. A prioridade é a integração, não o químico.
NÃO CAIA NESSA!
A banca tenta fazer você acreditar que o MIP é "ou uma coisa ou outra" — ou só biológico, ou só químico, ou só cultural. A pegadinha está em cada alternativa que apresenta um método isolado como se fosse a estratégia central. O MIP é exatamente o oposto: é a soma de todos os métodos, decidida com base em monitoramento e níveis de dano econômico. Fique atento a palavras como "totalmente", "única", "sempre" — elas costumam sinalizar uma visão distorcida do MIP.
PEGA ESSA DICA!
Para questões sobre MIP, lembre-se do tripé: monitoramento (avaliar a população da praga), níveis de ação (agir só quando o dano econômico é iminente) e integração de métodos (usar biológico, químico, cultural e físico de forma combinada). Se a alternativa falar de um método só, ou de uso preventivo, ou de substituição total, ela está errada.