Questão de Biologia — Ecologia e ciências ambientais — FGV 2025
Biologia›Ecologia e ciências ambientais
Código
fg107290
Banca
FGV
Órgão
CPRM
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Analista em Geociências - Biologia
Uma empresa de base florestal recebeu autorização para exploração sustentável de espécies nativas em regime de concessão pública. Durante a análise do Plano de Manejo Florestal Sustentável (PMFS), o órgão competente determinou a aplicação de critérios de manejo espécie a espécie.Com base nesse conceito, o manejo espécie a espécie corresponde a
Aadotar parâmetros diferenciados de exploração por espécie, mas limitados apenas ao fator econômico, de acordo com a demanda do mercado consumidor.
Bestabelecer regras específicas apenas para as espécies ameaçadas de extinção ou de baixo potencial regenerativo, permitindo que as demais sejam exploradas de forma padronizada.
Caplicar critérios distintos para cada espécie explorada, como diâmetro mínimo de corte, ciclo de corte e intensidade de exploração, considerando a biologia e a dinâmica populacional de cada uma.
Dorganizar a área de manejo em Unidades de Produção Anual (UPAs), garantindo que cada espécie seja explorada de forma alternada a cada ano, evitando sobreposição de corte.
Eexcluir do inventário florestal as espécies de maior valor econômico, para evitar sobrecarga de fiscalização e reduzir riscos de exploração ilegal.
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GabaritoC — aplicar critérios distintos para cada espécie explorada, como diâmetro mínimo de corte, ciclo de corte e intensidade de exploração, considerando a biologia e a dinâmica populacional de cada uma.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Manejo florestal espécie a espécie
Gabarito: letra C. O manejo espécie a espécie consiste em aplicar critérios técnicos individualizados para cada espécie explorada — como diâmetro mínimo de corte, ciclo de corte e intensidade de exploração — levando em conta a biologia e a dinâmica populacional de cada uma. Essa abordagem é o oposto de um manejo padronizado, pois reconhece que cada espécie tem características ecológicas próprias que exigem parâmetros específicos para garantir a sustentabilidade.
O conceito de manejo espécie a espécie é central na silvicultura de florestas nativas. Em vez de aplicar um conjunto único de regras para todas as espécies, o plano de manejo define, para cada espécie, parâmetros como o diâmetro mínimo de corte (DMC), o ciclo de corte (intervalo entre explorações na mesma área) e a intensidade de exploração (quantidade de indivíduos ou volume que pode ser retirado). Esses critérios são definidos com base em estudos da biologia da espécie — como taxa de crescimento, capacidade de regeneração, densidade populacional e papel ecológico — e na dinâmica populacional, ou seja, como a espécie responde à exploração ao longo do tempo.
A lógica por trás dessa abordagem é a sustentabilidade ecológica: se todas as espécies fossem manejadas com os mesmos parâmetros, espécies mais sensíveis poderiam ser superexploradas, enquanto espécies mais resistentes seriam subexploradas. O manejo espécie a espécie busca equilibrar a produção madeireira com a conservação da biodiversidade, garantindo que a exploração não comprometa a capacidade de regeneração natural das populações.
A banca explora a confusão entre o manejo espécie a espécie e outros conceitos do manejo florestal, como as Unidades de Produção Anual (UPAs) ou a exclusão de espécies de alto valor econômico. É importante distinguir: o manejo espécie a espécie é uma abordagem técnica de definição de parâmetros, enquanto as UPAs são uma forma de organização espacial da área de manejo, e a exclusão de espécies do inventário seria uma prática ilegal e contrária aos objetivos do manejo sustentável.
Manejo espécie a espécie: Critérios individualizados (Diâmetro mínimo de corte, Ciclo de corte, Intensidade de exploração); Base técnica (Biologia da espécie, Dinâmica populacional); Objetivo (Sustentabilidade ecológica, Equilíbrio produção × conservação); O que NÃO é (Limitar ao fator econômico, Só espécies ameaçadas, Organização em UPAs, Excluir espécies do inventário)
Alternativa A — ❌ Incorreta
O erro está em limitar os parâmetros diferenciados apenas ao fator econômico. O manejo espécie a espécie considera critérios ecológicos e biológicos, como a dinâmica populacional e a capacidade de regeneração, não apenas a demanda do mercado. A exploração baseada somente no valor econômico levaria à superexploração de espécies valiosas e ao esgotamento dos recursos.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A alternativa restringe as regras específicas apenas às espécies ameaçadas ou de baixo potencial regenerativo, permitindo que as demais sejam exploradas de forma padronizada. Isso contraria o conceito, pois o manejo espécie a espécie aplica critérios individualizados para todas as espécies exploradas, não apenas para as mais vulneráveis. Mesmo espécies com bom potencial regenerativo podem exigir parâmetros específicos para garantir a sustentabilidade.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Esta é a definição correta. O manejo espécie a espécie aplica critérios distintos para cada espécie, como diâmetro mínimo de corte, ciclo de corte e intensidade de exploração, considerando a biologia e a dinâmica populacional de cada uma. Esses parâmetros são definidos com base em estudos ecológicos e visam garantir a exploração sustentável, respeitando as características de cada espécie.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A alternativa descreve as Unidades de Produção Anual (UPAs), que são uma forma de organizar a área de manejo em parcelas exploradas em anos diferentes, garantindo a rotação e a recuperação da floresta. Isso não é o manejo espécie a espécie, que se refere à definição de parâmetros individualizados por espécie, e não à organização espacial da exploração.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Excluir do inventário florestal as espécies de maior valor econômico é uma prática ilegal e contrária aos objetivos do manejo sustentável. O inventário florestal deve incluir todas as espécies presentes na área, justamente para permitir o planejamento adequado da exploração e a fiscalização. A exclusão de espécies valiosas não reduz riscos de exploração ilegal; pelo contrário, dificulta o controle e pode incentivar a extração clandestina.
NÃO CAIA NESSA!
A banca tenta confundir o candidato ao misturar o manejo espécie a espécie com outros conceitos do manejo florestal. A alternativa D, por exemplo, descreve as UPAs, que são uma organização espacial, não uma abordagem por espécie. Já a alternativa B restringe o conceito a um grupo de espécies, quando na verdade ele se aplica a todas. Fique atento: o manejo espécie a espécie é sobre parâmetros individualizados, não sobre organização da área ou exclusão de espécies.
PEGA ESSA DICA!
Para identificar a alternativa correta em questões sobre manejo florestal, procure pelos termos-chave: "diâmetro mínimo de corte", "ciclo de corte", "intensidade de exploração" e "biologia/dinâmica populacional". Esses são os elementos que definem o manejo espécie a espécie. Se a alternativa mencionar UPAs, inventário ou exclusão de espécies, desconfie — provavelmente é um distrator.