Questão de Biologia — Ecologia e ciências ambientais — FGV 2025
Biologia›Ecologia e ciências ambientais
Código
fg107314
Banca
FGV
Órgão
CPRM
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Analista em Geociências - Biologia
Em estudos de biodiversidade, a curva do coletor é uma ferramenta utilizada para avaliar a riqueza de espécies em uma determinada área, com base no esforço de amostragem.Sobre essa curva, assinale a opção correta.
AA curva do coletor representa a relação entre a biomassa total de uma comunidade e o tempo de coleta de amostras.
BQuando a curva do coletor atinge uma estabilização (platô), isso indica que novas amostras continuam revelando muitas espécies novas.
CA curva do coletor mostra quantas espécies foram encontradas em função do número de indivíduos ou amostras coletadas.
DUma curva do coletor que não atinge um platô indica que a área estudada possui baixa biodiversidade.
EA curva do coletor considera não apenas o número de espécies encontradas, mas também suas abundâncias.
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GabaritoC — A curva do coletor mostra quantas espécies foram encontradas em função do número de indivíduos ou amostras coletadas.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Curva do coletor (curva de acumulação de espécies)
Gabarito: letra C. A curva do coletor — também chamada de curva de acumulação de espécies — representa exatamente a relação entre o número acumulado de espécies encontradas e o esforço de amostragem, expresso pelo número de indivíduos coletados ou de amostras tomadas. É essa definição que a alternativa C espelha com precisão.
A curva do coletor é uma ferramenta central em estudos de biodiversidade. Ela responde a uma pergunta prática: quanto do total de espécies de uma área já foi amostrado? Ao plotar o número acumulado de espécies no eixo Y contra o esforço de amostragem (indivíduos ou amostras) no eixo X, o pesquisador consegue visualizar se o inventário está próximo de estar completo.
O formato típico é uma curva ascendente que começa com inclinação acentuada — as primeiras amostras revelam muitas espécies novas rapidamente — e vai se tornando cada vez mais achatada. Quando a curva atinge um platô, significa que amostras adicionais acrescentam pouquíssimas ou nenhuma espécie nova: o esforço de amostragem foi suficiente para capturar a riqueza da área. Esse platô é o sinal de que o inventário está razoavelmente completo.
A distinção que importa aqui é entre riqueza (número de espécies) e abundância (número de indivíduos por espécie). A curva do coletor trabalha com a primeira: ela conta espécies acumuladas, sem ponderar quantos indivíduos cada espécie tem. A abundância é usada em outros índices de diversidade, como o de Shannon ou Simpson, mas não entra na construção da curva do coletor.
A pegadinha da banca está em inverter o significado do platô e em misturar riqueza com abundância. O candidato que decora "curva do coletor" sem entender o que ela mede tende a cair nas alternativas que falam em biomassa, abundância ou que interpretam o platô ao contrário.
Alternativa A — ❌ Incorreta
A curva do coletor não relaciona biomassa com tempo de coleta. Ela relaciona número de espécies acumuladas com esforço de amostragem (indivíduos ou amostras). Biomassa é uma medida de quantidade de matéria orgânica, um conceito distinto de riqueza de espécies. A banca troca o eixo Y (riqueza) por biomassa para confundir.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Afirma exatamente o oposto do que ocorre. Quando a curva atinge o platô, as novas amostras não revelam muitas espécies novas — revelam pouquíssimas ou nenhuma. O platô indica que o esforço de amostragem já foi suficiente para registrar a riqueza da área. A alternativa inverte o significado do platô.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Esta é a definição correta da curva do coletor: ela mostra quantas espécies foram encontradas em função do número de indivíduos ou amostras coletadas. O eixo Y acumula espécies; o eixo X representa o esforço de amostragem. É exatamente o que a alternativa descreve.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Uma curva que não atinge o platô indica que o esforço de amostragem foi insuficiente — ainda há espécies novas sendo encontradas a cada amostra. Isso não significa baixa biodiversidade; pode ocorrer justamente em áreas de alta biodiversidade, onde o inventário completo exige muito mais amostragem. A ausência de platô fala do esforço, não da riqueza real da área.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A curva do coletor considera apenas o número de espécies (riqueza), não suas abundâncias. A abundância relativa é incorporada em outros índices de diversidade, como Shannon e Simpson. A alternativa mistura dois conceitos distintos da ecologia de comunidades.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora duas confusões clássicas: (1) inverter o significado do platô — o candidato acha que platô significa "ainda aparecem muitas espécies", quando na verdade significa o contrário; (2) misturar riqueza com abundância ou biomassa. Na prova, lembre-se: curva do coletor = espécies acumuladas × esforço de amostragem. Com esse filtro, você elimina as alternativas A, B, D e E na hora. 💪
PEGA ESSA DICA!
Para fixar, compare os conceitos que a banca costuma embaralhar:
Conceito
O que mede
Usado na curva do coletor?
Riqueza
Número de espécies
Sim — é o eixo Y
Abundância
Nº de indivíduos por espécie
Não — usado em índices como Shannon
Biomassa
Quantidade de matéria orgânica
Não
Esforço de amostragem
Nº de indivíduos/amostras
Sim — é o eixo X
Quando a curva atinge o platô, o inventário está completo; quando não atinge, falta amostrar. Essa é a leitura que resolve a questão.