Questão de Geografia — Geografia Física — FGV 2025
- Código
- fg107850
- Banca
- FGV
- Órgão
- CPRM
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior
- Cargo
- Analista em Geociências - Geografia
- AV – V – F.
- BV – F – V.
- CF – V – V.
- DV – F – F.
- EF – V – F.
GabaritoA — V – V – F.
Gabarito: letra A — sequência V – V – F. As duas primeiras afirmativas descrevem corretamente a morfologia típica de encostas (superfície convexa no topo e face livre como escarpa de rocha resistente), enquanto a terceira inverte o papel do clima na zona de deposição de detritos: em climas úmidos há remoção do material (rebaixamento), e em climas áridos há acúmulo (elevação).
A questão cobra os componentes básicos de uma encosta e como o clima condiciona o equilíbrio entre erosão e deposição. O texto introdutório já estabelece o mecanismo: o material solto pelo intemperismo é transportado encosta abaixo quando a gravidade supera o atrito, a inércia e a coesão das partículas. A partir daí, a morfologia da encosta reflete a interação entre a resistência da rocha e a ação dos agentes erosivos.
Uma encosta típica apresenta, do topo para a base, uma sequência de segmentos com declividades diferentes. No alto, próximo ao divisor de águas, o perfil é convexo — a superfície se curva para baixo e gradualmente aplaina. Essa convexidade reflete o predomínio de processos de reptação (creep) e escoamento difuso, que suavizam o relevo. Abaixo, pode haver uma face livre, que é um segmento íngreme, frequentemente vertical ou quase vertical, formado por afloramento de rocha resistente — uma escarpa ou penhasco. Na base, o material erodido se acumula formando o talude de detritos (ou zona de deposição).
O clima é o fator que decide o destino desse material: onde há água em abundância (climas úmidos), o escoamento superficial e a ação dos rios removem os detritos, rebaixando a zona de deposição; onde a água é escassa (climas áridos), a erosão é menos eficaz e os detritos se acumulam, elevando essa zona. A afirmativa III inverte exatamente essa lógica — por isso é falsa.
A descrição está correta: as encostas geralmente apresentam uma superfície convexa na porção superior, que se curva para baixo e se aplaina na face livre inferior. Esse perfil é típico de encostas maduras, onde a reptação e o escoamento difuso suavizam o relevo próximo ao topo, enquanto a face livre mantém a declividade acentuada.
A presença de uma face livre indica, de fato, um afloramento de rocha resistente que forma uma escarpa íngreme ou penhasco. A face livre é o segmento de maior declividade da encosta, geralmente associado a rochas mais competentes (resistentes à erosão), que sustentam o relevo.
A afirmativa inverte a relação entre clima e deposição. Em climas úmidos, a água em movimento remove o material, rebaixando a zona de deposição de detritos; em climas áridos, a escassez de água faz com que os detritos se acumulem, elevando essa zona. Portanto, o correto seria: úmido → rebaixamento; árido → elevação.
A banca troca o efeito do clima na zona de deposição: em úmido, o aluno pode pensar que a água "deposita" (porque ela transporta), mas o que predomina é a remoção; em árido, a falta de água faz o material acumular. Lembre: água em excesso = erosão e rebaixamento; ausência de água = acúmulo e elevação.
Para questões de morfologia de encostas, desenhe o perfil mentalmente: topo convexo → face livre íngreme → talude de detritos na base. E associe o clima ao balanço erosão × deposição: úmido = remoção, árido = acúmulo. Isso resolve a maioria das questões sobre o tema.
Gabarito: letra A — sequência V – V – F.
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