Considerando o trecho “(...) é impulsionado não só pelo crime organizado, que financia a extração e a compra do ouro explorado desses territórios, mas também pela desorganização proposital do Estado para enfrentar esta atividade criminosa”, assinale a alternativa que melhor explique a relação lógico-semântica estabelecida pelos elementos coesivos presentes no trecho.
ANão haveria prejuízo de sintaxe nem de efeito de sentido caso a expressão correlativa “não só/mas também” fosse, nesse contexto, substituída pela conjunção, igualmente aditiva, “e”
BA expressão “não só/mas também”, nesse contexto, estabelece uma relação de oposição entre as ações correlacionadas.
CNesse contexto, a expressão “não só/mas também” estabelece uma relação semântica de alternância entre as ações listadas.
DA expressão “não só/mas também” adiciona uma nova informação à anterior, mostrando que ambas são relevantes.
EA expressão “não só/mas também” adiciona uma nova informação à anterior, mostrando que há uma relação de explicação entre as ideias.
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GabaritoD — A expressão “não só/mas também” adiciona uma nova informação à anterior, mostrando que ambas são relevantes.
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Relação lógico-semântica de "não só/mas também" – FGV 2025
Gabarito: letra D. A expressão "não só/mas também" estabelece uma correlação aditiva que acrescenta uma nova informação à anterior, realçando que ambas são relevantes. No trecho, o autor enumera dois impulsionadores do garimpo: o crime organizado e a desorganização do Estado. A construção "não só... mas também" enfatiza que ambos os fatores são igualmente importantes, sem oposição, alternância ou explicação.
"(...) é impulsionado não só pelo crime organizado, que financia a extração e a compra do ouro explorado desses territórios, mas também pela desorganização proposital do Estado para enfrentar esta atividade criminosa"
A leitura literal mostra que a intenção é somar causas, e não contrastá-las ou alterná-las. A relação é de adição escalar — o segundo elemento é acrescido ao primeiro com destaque.
"não só... mas também"
1Correlação aditiva
Adiciona informação
Ambas relevantes
Caráter escalar (ênfase no 2º)
2O que NÃO é
Adição simples ("e")
Oposição
Alternância
Explicação
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que a substituição por "e" não altera sintaxe nem sentido. A sintaxe muda porque "não só/mas também" é uma estrutura correlativa; substituí-la por "e" elimina a ênfase no segundo termo e o caráter escalar da adição. Há prejuízo de sentido. Erro: troca de conceito (confunde adição simples com adição correlativa enfática).
Alternativa B — ❌ Incorreta
Diz que a expressão estabelece oposição. O texto não apresenta contraste entre as ações; ao contrário, ambas concorrem para o mesmo efeito (impulsionar o garimpo). Erro: troca de conceito (atribui relação de oposição onde há adição).
Alternativa C — ❌ Incorreta
Alega alternância entre as ações. Alternância implicaria que uma ou outra ocorre, mas o texto afirma que ambas ocorrem simultaneamente. Erro: troca de conceito (confunde adição com alternância).
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Corretamente identifica que "não só/mas também" adiciona uma nova informação à anterior, mostrando que ambas são relevantes. O próprio autor, ao usar essa construção, quer garantir que o leitor considere os dois fatores como igualmente importantes para impulsionar o garimpo.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Inclui uma relação de explicação entre as ideias. "Mas também" não introduz explicação; é uma conjunção aditiva de destaque. O texto não diz que a desorganização do Estado explica o crime organizado, nem vice-versa; apenas que ambos atuam como impulsionadores. Erro: troca de conceito (atribui valor explicativo a um conector aditivo).
PEGA ESSA DICA!
"não só/mas também" é um par correlativo aditivo com valor escalar (ênfase no segundo termo). Jamais expressa oposição, alternância ou explicação. Para identificar, pergunte: os elementos são somados ou contrapostos? Se somados, é adição.
NÃO CAIA NESSA!
Sujeito nunca tem preposição
Se um termo vem regido de preposição (de, em, a...), ele não é o sujeito da oração. Serve para não confundir sujeito com objeto/adjunto preposicionado.