Questão de Geografia — Hidrografia — FGV 2025
- Código
- fg108229
- Banca
- FGV
- Órgão
- CPRM
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior
- Cargo
- Pesquisador em Geociências - Hidrologia
- AV – F – V.
- BF – V – F.
- CV – F – F.
- DF – F – V.
- EV – V – F.
GabaritoA — V – F – V.
Gabarito: A – V, F, V. A primeira afirmativa está correta: a vazão de sólidos suspensos é obtida por amostragem em profundidade e análise laboratorial. A segunda é falsa: o método volumétrico, embora simples, é indicado apenas para pequenos cursos d'água, não para grandes rios. A terceira é verdadeira: o método da mancha de corante (diluição de traçador) é usado quando não é possível dividir a seção transversal.
A banca testa o conhecimento básico de hidrometria, com ênfase na aplicabilidade de cada método. A principal pegadinha está na segunda afirmativa, que confunde simplicidade com abrangência.
O cálculo da vazão de sedimentos suspensos exige amostragem representativa em várias profundidades e ao longo da seção transversal. As amostras são analisadas em laboratório para determinar a concentração de sólidos (mg/L ou g/m³). Esse dado, integrado com a vazão líquida, permite obter a vazão sólida suspensa (em kg/s ou t/dia). É o procedimento padrão em estudos de transporte de sedimentos.
O método volumétrico consiste em medir o tempo necessário para encher um recipiente de volume conhecido. É muito simples, mas só é viável em pequenos rios ou canais, onde se pode desviar todo o fluxo ou onde o volume é pequeno o suficiente para ser capturado. Para grandes corpos d'água, outros métodos são empregados, como molinete hidrométrico, ADCP (perfilador acústico) ou diluição de traçadores. Portanto, a afirmação inverte a realidade: a simplicidade do método não o torna adequado para grandes rios.
O método da mancha de corante (ou método de diluição) injeta um traçador (ex.: sal, corante fluorescente) no curso d'água e mede sua concentração a jusante. A partir da diluição, calcula-se a vazão. É útil em trechos turbulentos, com seções irregulares ou onde não se pode instalar equipamentos convencionais. Realmente, evita a necessidade de dividir a seção transversal em partes.
Método | Indicação | Limitação |
|---|---|---|
Volumétrico | Pequenos cursos | Inviável em rios grandes |
Mancha de corante | Seções irregulares ou turbulentas | Necessita de traçador e análise química |
Molinete / ADCP | Rios médios e grandes | Requer equipamento e calibração |
Sequência V-F-V, coerente com a análise acima.
F-V-F: afirma que a primeira é falsa (erro – é verdadeira) e que a segunda é verdadeira (erro – é falsa).
V-F-F: afirma que a terceira é falsa (erro – é verdadeira).
F-F-V: afirma que a primeira e a segunda são falsas (a primeira é verdadeira).
V-V-F: afirma que a segunda é verdadeira (erro) e a terceira é falsa (erro).
A segunda afirmativa é a armadilha clássica: o método volumétrico é tão simples que parece servir para qualquer rio, mas sua aplicação prática é restrita a pequenos volumes. A banca troca a escala de aplicação – lembre-se: simples não significa universal.
Para questões de hidrometria, foque na relação entre o método e o porte do curso d’água. Métodos diretos (volumétrico) são para pequenos; métodos indiretos (diluição, molinete) para médios/grandes. Monte mentalmente uma tabela como a acima para revisão.
Gabarito: letra A – V, F, V.
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