Questão de Arquitetura de Software — Arquitetura em camadas — FGV 2025
- Código
- fg108595
- Banca
- FGV
- Órgão
- DPE-RO
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior
- Cargo
- Analista Programador - Classe B
- AV – F – V.
- BV – V – F.
- CV – V – V.
- DF – F – F.
- EF – V – F.
GabaritoD — F – F – F.
Gabarito: letra D (F – F – F). Todas as três afirmativas são falsas. As soluções de camada 2 visam escalabilidade, não segurança; dependem da camada 1 para consenso e liquidação; e a terceira afirmativa traz exemplos e classificações incorretos.
A banca testa o conhecimento sobre o propósito das camadas 1 e 2 no ecossistema blockchain. É comum confundir os objetivos (segurança vs. escalabilidade) e o relacionamento entre elas.
Afirmativa | Conteúdo da Afirmativa | Classificação (V/F) | Justificativa |
|---|---|---|---|
I | As blockchains de camada 2 surgiram para superar problemas de segurança das camadas 1 clássicas (ex.: Polygon e Secret Networks). | F | Soluções de camada 2 visam escalabilidade (aumentar throughput e reduzir custos), não segurança. Além disso, Polygon é uma solução de camada 2, não de camada 1. |
II | Soluções de camada 2 (sidechains, rollups, plasma, etc.) não usam a camada 1 como base para consenso e liquidação. | F | Toda solução de camada 2 ancora suas transações na camada 1 para garantir segurança e finalidade; a camada 1 é usada como base de consenso e liquidação. |
III | Blockchains de camada 1 são monolíticas (ex.: Polkadot); Bitcoin é exemplo de camada 2. | F | Polkadot é uma blockchain heterogênea (modular), não monolítica. Bitcoin é blockchain de camada 1, não de camada 2. O termo "polilítica" não é reconhecido. |
Afirma que as blockchains de camada 2 surgiram para resolver problemas de segurança das camadas 1 clássicas, citando Polygon e Secret Networks como exemplos. Na realidade, as soluções de camada 2 (rollups, state channels, plasma, sidechains) foram criadas para escalabilidade (aumentar throughput e reduzir custos), aproveitando a segurança já oferecida pela camada 1. Além disso, Polygon é uma solução de camada 2, não de camada 1 – o enunciado a classifica erroneamente como camada 1, o que também torna a afirmação falsa.
A afirmativa lista corretamente exemplos de soluções de camada 2 (sidechains, rollups de conhecimento zero, rollups otimistas, plasma, lightweight networks como Lightning Network), mas erra ao afirmar que elas não usam a camada 1 como base para consenso e liquidação. Na verdade, toda solução de camada 2 ancora suas transações na camada 1 para garantir segurança e finalidade – a camada 1 é usada como base de consenso e liquidação, enquanto a camada 2 lida com a execução de transações off-chain ou em paralelo.
A classificação apresentada é incorreta. Blockchains de camada 1 podem ser monolíticas (ex.: Bitcoin) ou modulares (ex.: Ethereum após o upgrade, Polkadot – que é uma blockchain heterogênea, não monolítica). O termo "polilítica" não é reconhecido na literatura; o correto seria modular ou multicamadas. Além disso, Bitcoin é um exemplo de blockchain de camada 1, não de camada 2. A afirmativa troca os papéis: Polkadot não é monolítica e Bitcoin não é camada 2.
A banca mistura dois conceitos: (1) o propósito das camadas 2 (escalabilidade, não segurança) e (2) a classificação dos exemplos. O candidato pode pensar que camada 2 resolve segurança, mas elas herdam a segurança da camada 1. Fique atento aos exemplos: Bitcoin e Polkadot são camada 1; Polygon e Lightning são camada 2.
Conclusão: As três afirmativas são falsas, resultando na sequência F – F – F, que corresponde à alternativa D.
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