Observe a seguinte frase: “Preciso fazer algo” resolverá mais problemas do que “Algo precisa ser feito”!Entre as duas frases há algumas diferenças, mas a mais importante para o significado da frase é:
Adiferença entre voz ativa e voz passiva.
Ba presença e a ausência de um agente.
Ca valorização da ação e a valorização do agente.
Da diferente localização do vocábulo “algo”.
Ea mudança de pessoa (preciso/precisa).
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoB — a presença e a ausência de um agente.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Diferença entre frases: agente explícito vs. ação impessoal
Gabarito: letra B. A diferença mais importante para o significado entre as frases “Preciso fazer algo” e “Algo precisa ser feito” é a presença de um agente na primeira (quem precisa fazer – o falante) e a ausência de agente na segunda (a ação é apresentada sem executor). Essa diferença altera o foco semântico: na primeira, o sujeito é responsável pela ação; na segunda, a ação ganha destaque independentemente de quem a pratica.
A frase “Preciso fazer algo” tem sujeito oculto (eu) que pratica a ação – há um agente. Já “Algo precisa ser feito” está na voz passiva analítica (ser + particípio) e não indica quem realiza a ação; o sujeito “algo” é paciente. A ausência do agente torna a afirmação impessoal e genérica.
Frase
Voz verbal
Agente explícito
Sujeito
Foco semântico
“Preciso fazer algo”
Ativa
Sim (eu – falante)
Agente (oculto)
Responsabilidade do agente pela ação
“Algo precisa ser feito”
Passiva analítica
Não
Paciente (“algo”)
Ação em si, de forma impessoal
Frases comparadas
1"Preciso fazer algo"
Voz ativa
Agente explícito (eu)
Foco no sujeito
2"Algo precisa ser feito"
Voz passiva analítica
Agente ausente
Foco na ação
LEVEL · soulevel.com.br
Alternativa A — ❌ Incorreta
Diferença entre voz ativa e voz passiva. Essa diferença existe, mas é uma característica gramatical que decorre da presença/ausência de agente, não o ponto central do significado. A banca pede a mais importante para o significado – e a presença do agente altera mais o sentido do que a forma verbal em si.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A presença e a ausência de um agente. Exato. Na primeira frase, o agente é o falante (eu); na segunda, não há agente explícito. Essa é a diferença que mais impacta a interpretação: uma frase é pessoal e responsabiliza alguém, a outra é impessoal e foca na necessidade da ação. Confirma-se pela estrutura: “Preciso” (1ª pessoa) exige um sujeito agente; “precisa ser feito” (3ª pessoa + passiva) oculta o agente.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A valorização da ação e a valorização do agente. O texto não menciona “valorização” – isso é um juízo interpretativo que extrapola o que as frases dizem. A questão pede o que está na estrutura, não uma opinião sobre valor. Além disso, a frase passiva não “valoriza” a ação; apenas a destaca pela ausência do agente. A redação de B é mais objetiva e diretamente sustentada.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A diferente localização do vocábulo “algo”. Em “Preciso fazer algo”, “algo” é objeto direto no final; em “Algo precisa ser feito”, “algo” é sujeito no início. Isso é uma diferença posicional, mas não altera o significado central (a presença/ausência de agente). É uma consequência sintática, não a diferença mais importante.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A mudança de pessoa (preciso/precisa). A mudança de 1ª para 3ª pessoa é um reflexo da presença/ausência de agente, mas não capta o cerne. A 3ª pessoa “precisa” na passiva não indica quem é o agente – a questão é justamente isso: o agente desaparece. A pessoa verbal é um detalhe gramatical que acompanha a diferença principal.
NÃO CAIA NESSA!
A banca usa alternativas que descrevem diferenças reais (voz ativa/passiva, posição de “algo”, pessoa verbal) para desviar do foco semântico. O candidato pode ficar tentado a escolher a opção A, que é a diferença gramatical mais evidente, mas a questão pede a “mais importante para o significado” – e essa é a presença do agente.
PEGA ESSA DICA!
Sempre que duas frases forem comparadas, identifique qual elemento altera o sentido mais profundamente. Nesse caso, pergunte-se: “Em qual frase eu sei quem deve fazer algo?”. Só a primeira responde. A segunda deixa isso em aberto, o que é uma diferença crucial de interpretação.
NÃO CAIA NESSA!
Sujeito nunca tem preposição
Se um termo vem regido de preposição (de, em, a...), ele não é o sujeito da oração. Serve para não confundir sujeito com objeto/adjunto preposicionado.