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Questão de Português — Sintaxe — FGV 2025

PortuguêsSintaxe
Código
fg108925
Banca
FGV
Órgão
DPE-RO
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Analista em Redação - Classe A
Observe a seguinte frase: “Preciso fazer algo” resolverá mais problemas do que “Algo precisa ser feito”!Entre as duas frases há algumas diferenças, mas a mais importante para o significado da frase é:
  1. Adiferença entre voz ativa e voz passiva.
  2. Ba presença e a ausência de um agente.
  3. Ca valorização da ação e a valorização do agente.
  4. Da diferente localização do vocábulo “algo”.
  5. Ea mudança de pessoa (preciso/precisa).
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — a presença e a ausência de um agente.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Diferença entre frases: agente explícito vs. ação impessoal

Gabarito: letra B. A diferença mais importante para o significado entre as frases “Preciso fazer algo” e “Algo precisa ser feito” é a presença de um agente na primeira (quem precisa fazer – o falante) e a ausência de agente na segunda (a ação é apresentada sem executor). Essa diferença altera o foco semântico: na primeira, o sujeito é responsável pela ação; na segunda, a ação ganha destaque independentemente de quem a pratica.

A frase “Preciso fazer algo” tem sujeito oculto (eu) que pratica a ação – há um agente. Já “Algo precisa ser feito” está na voz passiva analítica (ser + particípio) e não indica quem realiza a ação; o sujeito “algo” é paciente. A ausência do agente torna a afirmação impessoal e genérica.

Frase

Voz verbal

Agente explícito

Sujeito

Foco semântico

“Preciso fazer algo”

Ativa

Sim (eu – falante)

Agente (oculto)

Responsabilidade do agente pela ação

“Algo precisa ser feito”

Passiva analítica

Não

Paciente (“algo”)

Ação em si, de forma impessoal

Frases comparadas
  • 1"Preciso fazer algo"
    • Voz ativa
    • Agente explícito (eu)
    • Foco no sujeito
  • 2"Algo precisa ser feito"
    • Voz passiva analítica
    • Agente ausente
    • Foco na ação
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Diferença entre voz ativa e voz passiva. Essa diferença existe, mas é uma característica gramatical que decorre da presença/ausência de agente, não o ponto central do significado. A banca pede a mais importante para o significado – e a presença do agente altera mais o sentido do que a forma verbal em si.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A presença e a ausência de um agente. Exato. Na primeira frase, o agente é o falante (eu); na segunda, não há agente explícito. Essa é a diferença que mais impacta a interpretação: uma frase é pessoal e responsabiliza alguém, a outra é impessoal e foca na necessidade da ação. Confirma-se pela estrutura: “Preciso” (1ª pessoa) exige um sujeito agente; “precisa ser feito” (3ª pessoa + passiva) oculta o agente.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A valorização da ação e a valorização do agente. O texto não menciona “valorização” – isso é um juízo interpretativo que extrapola o que as frases dizem. A questão pede o que está na estrutura, não uma opinião sobre valor. Além disso, a frase passiva não “valoriza” a ação; apenas a destaca pela ausência do agente. A redação de B é mais objetiva e diretamente sustentada.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A diferente localização do vocábulo “algo”. Em “Preciso fazer algo”, “algo” é objeto direto no final; em “Algo precisa ser feito”, “algo” é sujeito no início. Isso é uma diferença posicional, mas não altera o significado central (a presença/ausência de agente). É uma consequência sintática, não a diferença mais importante.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A mudança de pessoa (preciso/precisa). A mudança de 1ª para 3ª pessoa é um reflexo da presença/ausência de agente, mas não capta o cerne. A 3ª pessoa “precisa” na passiva não indica quem é o agente – a questão é justamente isso: o agente desaparece. A pessoa verbal é um detalhe gramatical que acompanha a diferença principal.

NÃO CAIA NESSA!

A banca usa alternativas que descrevem diferenças reais (voz ativa/passiva, posição de “algo”, pessoa verbal) para desviar do foco semântico. O candidato pode ficar tentado a escolher a opção A, que é a diferença gramatical mais evidente, mas a questão pede a “mais importante para o significado” – e essa é a presença do agente.

PEGA ESSA DICA!

Sempre que duas frases forem comparadas, identifique qual elemento altera o sentido mais profundamente. Nesse caso, pergunte-se: “Em qual frase eu sei quem deve fazer algo?”. Só a primeira responde. A segunda deixa isso em aberto, o que é uma diferença crucial de interpretação.

NÃO CAIA NESSA!

Sujeito nunca tem preposição

Se um termo vem regido de preposição (de, em, a...), ele não é o sujeito da oração. Serve para não confundir sujeito com objeto/adjunto preposicionado.

— Sintaxe — identificação do sujeito

Gabarito: letra B.

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