Questão de Medicina — Oncologia — FGV 2025
- Código
- fg109210
- Banca
- FGV
- Órgão
- EBSERH
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior
- Cargo
- Ano Adicional - Cirurgia de Cabeça e Pescoço
- Amaxila.
- Bmandíbula.
- Claringe.
- Dnasofaringe.
- Esepto nasal.
GabaritoA — maxila.
Gabarito: letra A. O condrossarcoma é um tumor maligno de origem cartilaginosa que, na região da cabeça e pescoço, acomete com maior frequência a maxila, sendo essa a localização mais comum descrita na literatura. A questão cobra um dado de epidemiologia oncológica, e a alternativa correta é a que aponta a maxila como sítio predominante.
O condrossarcoma é um tumor maligno que se origina de células mesenquimais produtoras de cartilagem. Embora seja mais frequente em ossos longos (como fêmur, tíbia e úmero) e na pelve, quando ocorre na região craniofacial, a distribuição não é uniforme. A literatura médica, incluindo tratados de cirurgia de cabeça e pescoço e de patologia cirúrgica, documenta que os ossos da face mais acometidos são a maxila e a mandíbula, com clara predominância da maxila. Essa predileção anatômica é um dado clássico cobrado em provas de oncologia e cirurgia.
Para entender a lógica da questão, é importante diferenciar o condrossarcoma de outras neoplasias que também podem ocorrer nessa região. O osteossarcoma, por exemplo, é o tumor ósseo maligno mais comum e, na mandíbula, pode ser mais frequente que o condrossarcoma. Já os carcinomas de células escamosas (CEC) são os tumores malignos mais comuns da cavidade oral e da laringe, mas não são de origem cartilaginosa. O condrossarcoma, por sua vez, tem predileção pela maxila, seguida pela mandíbula, e é raro em outras estruturas como laringe, nasofaringe e septo nasal.
A banca explora a confusão entre maxila e mandíbula, que são os dois ossos da face mais frequentemente acometidos por tumores ósseos. O candidato que sabe que o condrossarcoma é mais comum na mandíbula (o que é verdade para o osteossarcoma) pode errar. A distinção é sutil e exige conhecimento específico: enquanto o osteossarcoma tem leve predileção pela mandíbula, o condrossarcoma tem clara predileção pela maxila.
Na prática clínica, o condrossarcoma de maxila se apresenta como uma massa de crescimento lento, podendo causar obstrução nasal, epistaxe, dor e deformidade facial. O diagnóstico é feito por biópsia, e o tratamento é essencialmente cirúrgico, com margens amplas, sendo a radioterapia e a quimioterapia opções adjuvantes em casos selecionados. O prognóstico depende do grau histológico e da ressecabilidade.
Guarde a fronteira entre maxila e mandíbula: é exatamente nela que as alternativas se dividem. A questão não exige conhecimento de dispositivo legal, mas sim de epidemiologia oncológica, um conteúdo de medicina baseado em evidências e tratados.
A maxila é a localização mais comum do condrossarcoma na região de cabeça e pescoço. Esse dado é amplamente descrito na literatura de cirurgia de cabeça e pescoço e patologia cirúrgica. O tumor se origina da cartilagem presente nos ossos da face, e a maxila é o sítio de maior incidência.
A mandíbula é o segundo sítio mais comum, mas não o primeiro. A banca explora a confusão com o osteossarcoma, que tem predileção pela mandíbula. O condrossarcoma, especificamente, é mais frequente na maxila.
A laringe é um sítio raro para condrossarcoma. Os tumores malignos mais comuns da laringe são os carcinomas de células escamosas, não os tumores de origem cartilaginosa. O condrossarcoma laríngeo é uma entidade extremamente rara.
A nasofaringe é um sítio incomum para condrossarcoma. Os tumores mais comuns da nasofaringe são o carcinoma de nasofaringe (associado ao EBV) e o linfoma. O condrossarcoma nessa localização é excepcional.
O septo nasal é um sítio raro para condrossarcoma. Tumores cartilaginosos podem ocorrer no nariz, mas o condrossarcoma é mais comum na maxila. A alternativa tenta confundir com outras neoplasias nasais, como o carcinoma espinocelular ou o melanoma.
A banca troca a maxila pela mandíbula, explorando a associação automática entre tumores ósseos da face e mandíbula. O candidato que lembra que o osteossarcoma é mais comum na mandíbula pode marcar a letra B. Mas o condrossarcoma tem predileção pela maxila. Fique atento a essa distinção clássica.
Para fixar, lembre-se: condrossarcoma → maxila; osteossarcoma → mandíbula. Essa é uma regra de ouro para questões de tumores ósseos da face. Se a questão perguntar sobre o tumor ósseo maligno mais comum da mandíbula, a resposta é o osteossarcoma; se perguntar sobre o condrossarcoma, a resposta é a maxila.
Gabarito: letra A
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