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Questão de Medicina — Oncologia — FGV 2025

MedicinaOncologia
Código
fg109243
Banca
FGV
Órgão
EBSERH
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Ano Adicional - Cirurgia de Cabeça e Pescoço
Quanto à indicação terapêutica para câncer da laringe, assinale a afirmativa correta.
  1. ATumores T2B com mobilidade preservada têm indicação preferencial de radioterapia.
  2. BTumores T2B predominantemente exofíticos têm indicação preferencial de cirurgia endoscópica a laser.
  3. CCirurgias abertas, parciais, apresentam resultados funcionais semelhantes aos da cirurgia transoral.
  4. DPacientes com recorrência de doença após radioterapia não têm indicação de cirurgia parcial.
  5. ENa doença localmente avançada, a aplicação de radioterapia e quimioterapia concomitantes está contraindicada.
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GabaritoB — Tumores T2B predominantemente exofíticos têm indicação preferencial de cirurgia endoscópica a laser.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Câncer de laringe: indicações terapêuticas

Gabarito: letra B. Tumores T2B predominantemente exofíticos têm indicação preferencial de cirurgia endoscópica a laser, pois essa morfologia favorece a ressecção transoral com margens adequadas e preservação funcional. As demais alternativas distorcem as indicações: T2B com mobilidade preservada não tem preferência por radioterapia isolada, cirurgias abertas parciais têm resultados funcionais inferiores à transoral, recorrência pós-radioterapia pode ser tratada com cirurgia parcial em casos selecionados, e a quimiorradioterapia concomitante é padrão na doença localmente avançada.

O tratamento do câncer de laringe é um dos exemplos mais claros de preservação de órgão na oncologia de cabeça e pescoço. A laringe é essencial para fonação, deglutição e respiração, e a escolha terapêutica busca equilibrar controle oncológico e qualidade de vida. As opções incluem cirurgia (endoscópica transoral ou aberta parcial/total), radioterapia (RT) isolada ou associada à quimioterapia (quimiorradioterapia). A decisão depende do estadiamento TNM, da localização e morfologia do tumor, da função laríngea e das condições clínicas do paciente.

A cirurgia transoral a laser (via endoscópica) é preferida para tumores glóticos e supraglóticos iniciais e selecionados, especialmente quando são exofíticos — lesões que crescem para a luz do órgão, bem delimitadas, facilitando a ressecção em bloco com margens adequadas. Tumores infiltrativos ou com extensão subglótica/paraglótica são menos favoráveis à abordagem transoral. A cirurgia aberta parcial (cordectomia, laringectomia parcial supracricóidea) é alternativa, mas com maior morbidade funcional. A RT é opção equivalente para tumores iniciais, com taxas de controle semelhantes, mas a escolha entre cirurgia e RT considera fatores como exposição, comorbidades e preferência do paciente.

Na doença localmente avançada (T3-T4, N+), a quimiorradioterapia concomitante é padrão para preservação de laringe, com taxas de preservação em torno de 60-70% em estudos randomizados. A cirurgia total (laringectomia) fica reservada para falha do tratamento conservador, recorrência ou tumores muito extensos. A recorrência após RT pode ser tratada com cirurgia de resgate — parcial em casos selecionados (tumores pequenos, sem extensão extensa) ou total, dependendo da extensão.

A pegadinha central desta questão é a inversão das indicações: a banca troca a preferência por RT em T2B com mobilidade preservada (que na verdade é candidato a cirurgia transoral ou RT, sem preferência absoluta por RT), e afirma que recorrência pós-RT não tem cirurgia parcial (quando há, sim, indicação em casos selecionados). A alternativa B é a única que reflete a prática: exofíticos são ideais para laser transoral.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre morfologia tumoral e indicação cirúrgica. Tumores exofíticos são os melhores candidatos à cirurgia transoral a laser, não os infiltrativos. E recorrência pós-RT não contraindica cirurgia parcial — pelo contrário, é indicação clássica de resgate. Guarde: exofítico → laser; infiltrativo → RT ou cirurgia aberta.

Câncer de laringe: indicações
  • 1Tumores iniciais (T1-T2)
    • Exofíticos
      • Cirurgia transoral a laser
    • Infiltrativos
      • RT ou cirurgia aberta
  • 2Doença localmente avançada (T3-T4)
    • Quimiorradioterapia concomitante
    • Cirurgia total (reserva)
  • 3Recorrência pós-RT
    • Cirurgia parcial (casos selecionados)
    • Cirurgia total (extensa)
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Tumores T2B com mobilidade preservada não têm indicação preferencial de radioterapia. Na prática, T2B com mobilidade preservada pode ser tratado com cirurgia transoral a laser ou RT, com resultados equivalentes — a escolha depende de fatores como exposição, comorbidades e preferência. A alternativa erra ao afirmar preferência por RT, quando na verdade não há superioridade de uma modalidade sobre a outra nesse cenário.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Tumores T2B predominantemente exofíticos são os candidatos ideais à cirurgia endoscópica a laser. A morfologia exofítica permite ressecção em bloco com margens adequadas, preservando a função laríngea. Essa é a indicação preferencial, conforme a literatura de cabeça e pescoço.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Cirurgias abertas parciais (ex.: laringectomia parcial supracricóidea) têm resultados funcionais inferiores à cirurgia transoral, não semelhantes. A abordagem transoral preserva melhor a fonação e deglutição, com menor morbidade. A alternativa inverte a realidade funcional.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Pacientes com recorrência após radioterapia têm sim indicação de cirurgia parcial em casos selecionados (tumores pequenos, bem localizados, sem extensão extensa). A cirurgia de resgate é padrão, podendo ser parcial ou total, dependendo da extensão da recorrência. A alternativa nega uma possibilidade real.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Na doença localmente avançada, a quimiorradioterapia concomitante é o padrão para preservação de laringe, não está contraindicada. Estudos randomizados (ex.: RTOG 91-11) demonstraram superioridade da quimiorradioterapia sobre RT isolada na preservação de laringe. A alternativa contraria a prática estabelecida.

Gabarito: letra B — a única que reflete a indicação preferencial correta para tumores T2B exofíticos: cirurgia endoscópica a laser.

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