Em relação aos tumores da região labial, assinale a afirmativa correta.
AA ocorrência de metástases contralaterais nos tumores de lábio superior é muito frequente.
BA ocorrência de metástases contralaterais nos tumores de lábio inferior é muito rara.
CA inervação sensitiva dos lábios é originada dos ramos maxilar e mandibular do nervo trigêmeo.
DA competência do esfíncter oral é dependente dos músculos elevadores e depressores da comissura.
EAs metástases linfonodais tendem a ocorrer inicialmente no nível 2.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoC — A inervação sensitiva dos lábios é originada dos ramos maxilar e mandibular do nervo trigêmeo.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Tumores da região labial: anatomia e comportamento clínico
Gabarito: letra C. A afirmativa correta é a que descreve a inervação sensitiva dos lábios como originada dos ramos maxilar e mandibular do nervo trigêmeo (V par craniano) — dado de anatomia aplicada à cirurgia de cabeça e pescoço. As demais alternativas erram ao afirmar que metástases contralaterais são frequentes no lábio superior (são raras), que são raras no lábio inferior (são possíveis, especialmente em lesões próximas à linha média), que o esfíncter oral depende dos músculos elevadores e depressores da comissura (depende do orbicular da boca) e que as metástases linfonodais ocorrem inicialmente no nível 2 (ocorrem nos níveis 1 e 2, com predomínio do nível 1).
O nervo trigêmeo (V par craniano) é o principal nervo sensitivo da face e possui três ramos: oftálmico (V1), maxilar (V2) e mandibular (V3). Os lábios recebem inervação sensitiva dos ramos maxilar e mandibular: o lábio superior é inervado pelo nervo infraorbital, ramo do maxilar, e o lábio inferior pelo nervo mentual, ramo do mandibular. Essa distribuição é fundamental para o planejamento de anestesia local e para a compreensão da disseminação tumoral, pois a drenagem linfática acompanha, em parte, os territórios vasculares e nervosos.
Quando se estuda o câncer de lábio, o comportamento metastático é um dos pontos mais cobrados. O lábio inferior é o sítio mais comum (cerca de 90% dos casos), e as metástases linfonodais são relativamente frequentes, ocorrendo em aproximadamente 10% a 15% dos casos. Já o lábio superior tem menor incidência de tumores, mas quando ocorrem, as metástases são menos comuns e, quando presentes, tendem a ser unilaterais. A drenagem linfática do lábio inferior é bilateral em lesões próximas à linha média, o que explica a possibilidade de metástases contralaterais — mas isso não é "muito raro" nem "muito frequente"; é um evento possível, especialmente em tumores avançados ou próximos à linha média.
A competência do esfíncter oral (capacidade de manter a boca fechada sem esforço) é função primordial do músculo orbicular da boca, que circunda a abertura oral. Os músculos elevadores e depressores da comissura (como o levantador do ângulo da boca e o depressor do ângulo da boca) atuam na movimentação da boca, mas não são os responsáveis pela competência esfincteriana. Essa distinção é clássica em provas de cirurgia de cabeça e pescoço.
Quanto à drenagem linfática, os linfonodos cervicais são divididos em níveis (I a V). No câncer de lábio, as metástases linfonodais tendem a ocorrer inicialmente nos níveis I (submentoniano e submandibular) e II (jugular superior), com predomínio do nível I. A afirmativa de que ocorrem inicialmente no nível 2 está incorreta, pois o nível 1 é o primeiro escalão de drenagem do lábio.
A banca explora aqui a confusão entre a drenagem linfática do lábio e a de outras regiões da cabeça e pescoço, além de inverter a frequência das metástases contralaterais entre lábio superior e inferior. O candidato que decora que "metástases contralaterais são raras" sem especificar o sítio acaba errando. A regra de ouro: no lábio inferior, a drenagem é bilateral (especialmente em lesões centrais), então metástases contralaterais são possíveis; no lábio superior, a drenagem é predominantemente ipsilateral, então metástases contralaterais são raras.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que a ocorrência de metástases contralaterais nos tumores de lábio superior é muito frequente. Na verdade, é rara: o lábio superior tem drenagem linfática predominantemente ipsilateral, e as metástases contralaterais são excepcionais. A banca inverte a frequência — o que é raro no lábio superior é apresentado como frequente.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Afirma que a ocorrência de metástases contralaterais nos tumores de lábio inferior é muito rara. Na verdade, é possível e não rara, especialmente em tumores próximos à linha média, devido à drenagem linfática bilateral do lábio inferior. A banca troca o comportamento: o que é possível (e relativamente frequente em lesões centrais) é apresentado como muito raro.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A inervação sensitiva dos lábios é originada dos ramos maxilar (V2) e mandibular (V3) do nervo trigêmeo (V par craniano). O lábio superior é inervado pelo nervo infraorbital (ramo do maxilar) e o lábio inferior pelo nervo mentual (ramo do mandibular). Essa é uma afirmação anatomicamente correta e que se aplica diretamente ao estudo dos tumores labiais, pois a inervação está relacionada à drenagem linfática e à apresentação clínica.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Afirma que a competência do esfíncter oral é dependente dos músculos elevadores e depressores da comissura. Na verdade, a competência do esfíncter oral depende principalmente do músculo orbicular da boca, que circunda a abertura oral. Os músculos elevadores e depressores da comissura (como o levantador do ângulo da boca e o depressor do ângulo da boca) participam da mímica facial, mas não são os responsáveis pela competência esfincteriana.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Afirma que as metástases linfonodais tendem a ocorrer inicialmente no nível 2. Na verdade, no câncer de lábio, as metástases linfonodais tendem a ocorrer inicialmente nos níveis 1 e 2, com predomínio do nível 1 (submentoniano e submandibular). O nível 2 (jugular superior) é o segundo escalão de drenagem, não o primeiro.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre a drenagem linfática do lábio superior e inferior. No lábio inferior, a drenagem é bilateral (especialmente em lesões centrais), então metástases contralaterais são possíveis; no lábio superior, a drenagem é predominantemente ipsilateral, então metástases contralaterais são raras. Guarde essa diferença: ela é o coração da questão.
PEGA ESSA DICA!
Para fixar, lembre-se da anatomia: o lábio inferior drena para os linfonodos submentonianos e submandibulares (nível 1) e, por ser bilateral, pode metastatizar contralateralmente. O lábio superior drena para os linfonodos submandibulares e parotídeos, com drenagem ipsilateral. Na prova, desconfie de afirmações com "muito frequente" ou "muito rara" — a banca adora extremos.