Questão de Medicina — Clínica Médica Humana — FGV 2025
MedicinaClínica Médica Humana
- Código
- fg109273
- Banca
- FGV
- Órgão
- EBSERH
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior
- Cargo
- Ano Adicional - Clínica Médica
Paciente masculino, 78 anos, procurou o cardiologista com queixas de dispneia progressiva aos esforços há 2 anos, que agora o impede de caminhar mais de um quarteirão. Relata episódios recentes de tontura e quase desmaio durante atividades mais intensas, além de dor torácica opressiva ao subir escadas, que alivia com repouso.Ao exame físico, apresenta pulsos periféricos de amplitude diminuída e ascenso lento (pulsus parvus et tardus). O ictus cordis é palpável no 6º espaço intercostal esquerdo, linha axilar média, com características propulsivas e sustentadas. Há frêmito sistólico palpável no 2º espaço intercostal direito, junto ao esterno. À ausculta cardíaca, as bulhas são rítmicas, a 2ª bulha (B2) apresenta componente aórtico (A2) hipofonético. É audível uma quarta bulha (B4), em ápice cardíaco. Presente sopro sistólico ejetivo (crescendo-decrescendo) de alta intensidade (Grau IV/VI), com pico mesossistólico, mais audível na borda esternal direita alta (2º espaço intercostal) e em foco aórtico acessório (3º espaço intercostal esquerdo), com irradiação nítida para as carótidas e para o ápice (fenômeno de Gallavardin). O sopro diminui discretamente de intensidade à manobra de Valsalva.O diagnóstico cardiovascular mais provável para esse paciente é
- Aestenose pulmonar grave.
- Binsuficiência mitral crônica.
- Ccardiomiopatia hipertrófica obstrutiva.
- Desclerose aórtica sem significado hemodinâmico.
- Eestenose aórtica grave.