Uma mulher de 72 anos comparece a uma consulta com o clínico geral para avaliação de rotina. Está lúcida, orientada, com história de hipertensão bem controlada, sem outras comorbidades. Relata nunca ter recebido vacina após os 50 anos e desconhece seu calendário vacinal da infância. Nega viagens recentes, surtos na região ou exposição a doenças infecciosas. Durante a anamnese, menciona que convive diariamente com o neto de dois anos e pretende realizar uma viagem internacional para a África nos próximos meses.Com base nas recomendações atualizadas da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), para o calendário vacinal do idoso em 2024/2025, as vacinas indicadas para essa consulta inicial são
Ainfluenza, esquema sequencial com VPC13 e VPP23, e tríplice bacteriana acelular (dTpa), além de vacina contra hepatite B em três doses.
Binfluenza, VPC20 dose única, dTpa, vacina contra o vírus sincicial respiratório, hepatite B em três doses e herpes zoster inativada em duas doses.
Cinfluenza, VPC15 seguida de VPP23, hepatite A e B combinada, e febre amarela com dose única, independentemente do destino de viagem.
Dinfluenza, VPC13, herpes zoster atenuada em dose única, dTpa com intervalo de dez anos, e tríplice viral, considerando o convívio com criança não vacinada.
Einfluenza, VPP23 e dTpa, já que as demais estão contraindicadas para idosos acima de 70 anos, exceto em situações de surtos ou internações.
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GabaritoB — influenza, VPC20 dose única, dTpa, vacina contra o vírus sincicial respiratório, hepatite B em três doses e herpes zoster inativada em duas doses.
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Calendário vacinal do idoso: SBIm 2024/2025
Gabarito: letra B. Para uma idosa de 72 anos sem registro vacinal prévio, a SBIm recomenda, na consulta inicial, influenza, VPC20 (dose única), dTpa, vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR), hepatite B (3 doses) e herpes-zóster inativada (2 doses). A alternativa B é a única que contempla integralmente as vacinas e os esquemas atuais para essa faixa etária, incluindo a vacina contra o VSR, recentemente incorporada às recomendações para idosos.
A vacinação do idoso é um pilar da prevenção em geriatria, pois o envelhecimento do sistema imunológico (imunossenescência) reduz a resposta vacinal e aumenta a suscetibilidade a infecções graves. A SBIm, em seu calendário para 2024/2025, atualizou as recomendações para adultos com 60 anos ou mais, incluindo vacinas que antes não eram rotineiras nessa faixa etária. O calendário do idoso da SBIm inclui, como rotina: hepatite B, difteria/tétano/coqueluche acelular (dTpa), febre amarela, influenza, pneumocócica conjugada (VPC13, VPC15 ou VPC20) e polissacarídica (VPP23), herpes-zóster (inativada ou atenuada) e, mais recentemente, a vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR).
A escolha da vacina pneumocócica é um ponto crítico. Historicamente, o esquema sequencial com VPC13 seguida de VPP23 era o padrão. No entanto, a SBIm passou a recomendar a VPC20 em dose única como opção preferencial para idosos, por oferecer cobertura mais ampla (inclui sorotipos da VPP23) e simplificar o esquema. A VPC15 seguida de VPP23 também é uma opção válida, mas a VPC20 em dose única é a recomendação mais atual e prática. A alternativa B reflete exatamente essa atualização.
Outro ponto relevante é a vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR), que foi incorporada ao calendário do idoso pela SBIm em 2024. Essa vacina é recomendada para adultos com 60 anos ou mais, especialmente aqueles com comorbidades, e a paciente em questão, apesar de ter apenas hipertensão controlada, se enquadra na faixa etária recomendada. A inclusão dessa vacina na alternativa B é um diferencial que a torna a resposta correta.
A vacina contra herpes-zóster também merece destaque. A SBIm recomenda a vacina inativada (recombinante) em duas doses para idosos, por ser mais eficaz e segura que a vacina atenuada, que é contraindicada em imunossuprimidos. A alternativa B especifica corretamente a vacina inativada em duas doses.
Por fim, a dTpa é recomendada para todos os adultos que não receberam reforço nos últimos 10 anos, e a hepatite B em três doses para aqueles sem comprovação de imunização. A paciente, sem registro vacinal, deve receber ambas. A alternativa B contempla todas essas vacinas, tornando-a a resposta correta.
A pegadinha central desta questão é a atualização do calendário vacinal: a banca explora a confusão entre o esquema antigo (VPC13 + VPP23) e o novo (VPC20 dose única), além de testar o conhecimento sobre a vacina contra o VSR, que é uma novidade. O candidato que não está atualizado com as recomendações da SBIm para 2024/2025 pode cair na alternativa A, que ainda usa o esquema sequencial antigo.
O erro está no esquema pneumocócico: a alternativa propõe VPC13 seguida de VPP23, que é o esquema sequencial antigo. A SBIm 2024/2025 recomenda a VPC20 em dose única como opção preferencial para idosos, por oferecer cobertura mais ampla e simplificar o esquema. Além disso, a alternativa não inclui a vacina contra o VSR, que é uma recomendação atual para essa faixa etária.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Esta alternativa contempla todas as vacinas recomendadas pela SBIm para idosos em 2024/2025: influenza, VPC20 em dose única, dTpa, vacina contra o VSR, hepatite B em três doses e herpes-zóster inativada em duas doses. A VPC20 é a vacina pneumocócica preferencial para idosos, e a vacina contra o VSR é uma recomendação recente para adultos com 60 anos ou mais. A dTpa e a hepatite B são indicadas para quem não tem registro vacinal, como é o caso da paciente.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A alternativa propõe VPC15 seguida de VPP23, que é um esquema válido, mas não é o preferencial da SBIm 2024/2025, que recomenda VPC20 em dose única. Além disso, a alternativa inclui hepatite A e B combinada, que não é a recomendação padrão para idosos (a hepatite B isolada em três doses é a rotina), e febre amarela com dose única "independentemente do destino de viagem", o que é incorreto: a vacina é indicada para quem reside ou viaja para áreas de risco, e a paciente pretende viajar para a África, mas a indicação deve ser avaliada conforme o destino específico.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A alternativa propõe VPC13, que é um esquema antigo, e herpes-zóster atenuada em dose única, que é contraindicada para idosos (a vacina inativada em duas doses é a recomendada). Além disso, a dTpa com intervalo de dez anos é correta, mas a tríplice viral não é uma recomendação de rotina para idosos acima de 60 anos, a menos que haja indicação específica (como surto ou exposição). O convívio com criança não vacinada não é indicação para tríplice viral em idosos.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A alternativa afirma que as demais vacinas estão contraindicadas para idosos acima de 70 anos, o que é falso. A SBIm recomenda diversas vacinas para essa faixa etária, incluindo pneumocócica, herpes-zóster, hepatite B e VSR. A alternativa também omite a vacina contra o VSR e a hepatite B, que são recomendadas. Apenas influenza, VPP23 e dTpa não cobrem o calendário completo do idoso.