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Questão de Medicina — Nefrologia — FGV 2025

MedicinaNefrologia
Código
fg109803
Banca
FGV
Órgão
EBSERH
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Ano Adicional Medicina de Família e Comunidade R3
A doença renal crônica (DRC) se expressa acompanhada de comorbidades que potencializam o risco de perda da função renal como os distúrbios do metabolismo ósseo mineral (DMO) que levam à doença óssea e cardiovascular.A monitorização laboratorial dos níveis séricos de vitamina D, cálcio, fósforo, hormônio da paratireoide (PTH) e fosfatase alcalina (FA) deve ser iniciada a partir do estágio 3 da DRC em adultos.Assinale a opção que determina a periodicidade indicada para monitorização dos níveis séricos de PTH no adulto, paciente renal crônico, conforme o estágio clínico da doença.
  1. AEstágio 3: a cada 6 meses.
  2. BEstágio 4: a cada 9 meses.
  3. CEstágio 3: a cada 12 meses.
  4. DEstágio 5 dialítico: a cada 6 meses.
  5. EEstágio 3: a cada 18 meses.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — Estágio 3: a cada 12 meses.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Distúrbio Mineral e Ósseo na DRC: monitorização do PTH

Gabarito: letra C. Na doença renal crônica (DRC), a monitorização do hormônio da paratireoide (PTH) deve ser iniciada a partir do estágio 3, com periodicidade a cada 12 meses nesse estágio, conforme as diretrizes do KDIGO (Kidney Disease: Improving Global Outcomes) e do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) do Ministério da Saúde. As demais alternativas trazem intervalos incorretos para os respectivos estágios.

O distúrbio mineral e ósseo (DMO) é uma complicação sistêmica da DRC que envolve anormalidades no metabolismo do cálcio, fósforo, PTH, vitamina D e FGF-23, levando a doença óssea e calcificação vascular. O hiperparatireoidismo secundário (HPTS) é a manifestação clássica, resultante da retenção de fósforo, hipocalcemia e deficiência de calcitriol. A monitorização laboratorial desses parâmetros é essencial para guiar o tratamento e prevenir complicações.

A diretriz do KDIGO 2017 estabelece a frequência de monitorização do PTH conforme o estágio da DRC. No estágio 3, a dosagem deve ser feita a cada 12 meses; no estágio 4, a cada 6 meses; e no estágio 5 (incluindo 5D), a cada 3 meses. Essa progressão reflete a aceleração das alterações metabólicas conforme a função renal declina. O PCDT do Ministério da Saúde, que segue as recomendações do KDIGO, adota a mesma periodicidade.

É importante destacar que a monitorização deve ser individualizada, considerando a tendência dos valores e a resposta ao tratamento. Em pacientes com DRC estágios 3 e 4, a deficiência de vitamina D pode ser causa subjacente de PTH elevado, justificando a dosagem e suplementação. A fosfatase alcalina (FA) também é monitorada, sendo recomendada a partir do estágio 3A em adultos, como teste adjunto para avaliar a remodelação óssea.

A pegadinha desta questão está na associação incorreta entre o estágio e a periodicidade. O candidato pode confundir os intervalos, especialmente entre os estágios 3 e 4. A regra é clara: quanto mais avançado o estágio, menor o intervalo de monitorização, refletindo a maior gravidade do distúrbio. Guarde a sequência: estágio 3 → 12 meses; estágio 4 → 6 meses; estágio 5/5D → 3 meses.

  1. 1Estágio 3: a cada 12 meses
  2. 2Estágio 4: a cada 6 meses
  3. 3Estágio 5/5D: a cada 3 meses
LEVEL · soulevel.com.br

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que no estágio 3 a monitorização do PTH deve ser a cada 6 meses. Esse intervalo corresponde ao estágio 4, não ao estágio 3. No estágio 3, a periodicidade correta é a cada 12 meses. A banca troca o intervalo de um estágio pelo outro, explorando a confusão entre as frequências.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Afirma que no estágio 4 a monitorização deve ser a cada 9 meses. Esse intervalo não corresponde a nenhum estágio da DRC. No estágio 4, a periodicidade correta é a cada 6 meses. O número 9 meses é um distrator sem fundamento nas diretrizes.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Afirma que no estágio 3 a monitorização do PTH deve ser a cada 12 meses. Essa é a recomendação do KDIGO 2017 e do PCDT do Ministério da Saúde. No estágio 3, as alterações do metabolismo mineral começam a se manifestar, e a monitorização anual é suficiente para acompanhar a evolução e guiar a terapêutica.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Afirma que no estágio 5 dialítico a monitorização deve ser a cada 6 meses. No estágio 5D, a periodicidade correta é a cada 3 meses, devido à maior gravidade e à rápida progressão das alterações. O intervalo de 6 meses seria inadequado para esse estágio avançado.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Afirma que no estágio 3 a monitorização deve ser a cada 18 meses. Esse intervalo não é recomendado por nenhuma diretriz. No estágio 3, a periodicidade correta é a cada 12 meses. O número 18 meses é um distrator sem base científica.

A regra de ouro para esta questão é a progressão da frequência conforme o estágio: quanto mais avançada a DRC, mais frequente a monitorização do PTH. Memorize a sequência: estágio 3 → 12 meses; estágio 4 → 6 meses; estágio 5/5D → 3 meses. Essa lógica se aplica também a outros parâmetros do DMO, como cálcio, fósforo e vitamina D.

Gabarito: letra C

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