Questão de Medicina — Doenças Infecto-Parasitárias — FGV 2025
MedicinaDoenças Infecto-Parasitárias
- Código
- fg110263
- Banca
- FGV
- Órgão
- EBSERH
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior
- Cargo
- Grupo Infectologia
Em 02 de janeiro de 2025, o CIEVS Nacional foi notificado pelo CIEVS/PE sobre caso suspeito de raiva humana em Santa Maria do Cambucá (PE), com histórico de mordedura na mão esquerda por sagui, em 28 de novembro de 2024. A paciente é uma mulher de 56 anos de idade, sem comorbidades, agricultora aposentada, que deu entrada no Hospital Universitário Oswaldo Cruz em 31 de dezembro de 2024, com queixa de dor e dormência em membro superior esquerdo, com irradiação em hemitórax esquerdo e dormência no membro superior direito, iniciados no dia 24 de dezembro de 2024. Apresentou quadro de astenia, tontura, febre baixa e dificuldade para deglutição. Foram coletadas amostras de soro, saliva, fragmento de tecido e líquor no dia 03 de janeiro. Em 08 de janeiro, as análises em Reação em Cadeia da Polimerase (PCR) das amostras de saliva e fragmento de tecido da paciente apresentaram resultados detectáveis para o vírus da raiva, com determinação da variante do sagui/soim (Callitrhix jaccus). A paciente permanece internada em Unidade de Terapia Intensiva, em estado grave, mas mantendo quadro estável.[Fonte: “ALERTA DE EVENTO NACIONAL para a Rede CIEVS e NHE” - Nº 01/2025 | 10 de janeiro de 2025.]As orientações do CIEVS Nacional para as Unidades da Rede CIEVS e/ou para os Núcleos Hospitalares de Epidemiologia (NHE) do Estado de Pernambuco devem incluir a
- Aintensificação da vigilância, com foco especial na detecção de casos, coleta oportuna de exames laboratoriais e uso oportuno e adequado dos esquemas de profilaxia antirrábica humana.
- Binstituição de profilaxia pré-exposição para a população habitante do local provável de infecção (LPI), como medida de controle imediata.
- Cnotificação semanal de todo caso suspeito ou confirmado pelo profissional de saúde ou responsável pelo serviço assistencial que prestar atendimento a pacientes.
- Drealização de busca ativa e sensibilização dos profissionais de saúde quanto à detecção da presença de espoliação em animais e/ou humanos e presença de moradias sem proteção adequada.
- Erecomendação para realizar-se vacinação de cães e gatos, recolhimento de animais errantes e sem controle, a fim de se limitar a disseminação da infecção.