Questão de Medicina — Doenças Infecto-Parasitárias — FGV 2025
MedicinaDoenças Infecto-Parasitárias
- Código
- fg110268
- Banca
- FGV
- Órgão
- EBSERH
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior
- Cargo
- Grupo Infectologia
Menino de 4 anos é transferido para um serviço de doenças infecciosas, após 3 admissões em clínicas privadas com história de febre diária intermitente, por aproximadamente um mês, variando entre 38,0 oC e 40,3 oC, e responsiva a uso de antipiréticos.Sintomas associados incluem cefaleia, dor na nuca, dor abdominal, inapetência, perda ponderal de pequena monta e sudorese noturna. Não tem história de contato com pessoas doentes, viagens recentes, ou exposição a animais. Previamente sadio, não usava medicamentos antes do início da doença atual e recebeu todas as vacinas recomendadas pelo PNI.A febre foi documentada nos atendimentos anteriores, e o menino havia recebido, durante a investigação, alguns cursos de antibióticos variados e prednisona por 5 dias, sem resolução da febre. Está há 72 horas sem uso de medicamentos, exceto antipiréticos no momento dos episódios febris.Na admissão atual, a criança se mostra alerta, agitada, sem parecer agudamente doente, e com o exame físico normal, exceto por marcha levemente alterada por dor na perna esquerda. A revisão dos vários exames laboratoriais realizados no período de investigação mostrou discreta leucocitose, e leve alteração de aminotransferases. Todos os exames diretos de sangue foram negativos, as culturas de sangue e urina não obtiveram crescimento, os exames reumatológicos normais e os exames tomográficos de tórax, abdome e crânio não indicaram um provável diagnóstico. Uma punção lombar foi realizada e evidenciou LCR com pleocitose de 52 cél/mm³ (24% polimorfonucleares, 61% linfomononucleares, 7% linfócitos atípicos e 8% macrófagos); hemácias 675 cél/mm³ ; proteinorraquia de 70 mg/dL; glicorraquia de 47 mg/dL.Nos próximos passos da investigação de febre de origem obscura relatada na criança
- Aé mandatório excluir a manipulação de termômetro durante a admissão atual.
- Bé necessário manter a criança sem medicamentos por período mais prolongado.
- Cé indispensável realizar pesquisa de crioglobulinas e fundoscopia na criança.
- Dé fundamental guiar o diagnóstico a partir dos resultados de exames até então realizados.
- Eé imprescindível solicitar tomografia por emissão de pósitrons associada à TC de baixa dose.