O estimulador cerebral profundo pode ser uma opção terapêutica para a doença de Parkinson, desde que sejam respeitados os critérios para sua indicação.
Uma contraindicação para esse procedimento é:
Apresença de declínio cognitivo significativo confirmado.
Bidade inferior a 65 anos.
Cresposta favorável ao levodopa challenge test
DPresença de flutuações motoras refratárias ao tratamento medicamentoso.
Etremor refratário ao tratamento medicamentoso.
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GabaritoA — presença de declínio cognitivo significativo confirmado.
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Estimulação cerebral profunda na doença de Parkinson: critérios de indicação e contraindicação
Gabarito: letra A. A presença de declínio cognitivo significativo confirmado é uma contraindicação formal para o implante de estimulador cerebral profundo (ECP) na doença de Parkinson, pois o procedimento é reservado a pacientes com cognição preservada. As demais alternativas (B, C, D e E) descrevem, na verdade, situações que favorecem ou são critérios de inclusão para a cirurgia, não contraindicações.
A estimulação cerebral profunda (ECP) é um tratamento cirúrgico para a doença de Parkinson (DP) avançada, que consiste no implante de eletrodos em núcleos profundos do cérebro (como o núcleo subtalâmico ou o globo pálido interno) conectados a um gerador de pulsos, semelhante a um marca-passo cardíaco. O objetivo é modular a atividade neuronal anormal que causa os sintomas motores da doença, como tremor, rigidez e bradicinesia. A ECP não cura a DP, mas pode melhorar significativamente a qualidade de vida, reduzindo as flutuações motoras e as discinesias induzidas pela levodopa.
A seleção criteriosa dos pacientes é o fator mais importante para o sucesso do procedimento. Os critérios de inclusão e exclusão são baseados em consensos de especialistas e diretrizes de sociedades médicas, como a Academia Brasileira de Neurologia. Os candidatos ideais são aqueles com diagnóstico bem estabelecido de DP, que apresentam complicações motoras incapacitantes não controladas adequadamente com o tratamento medicamentoso, como flutuações motoras (fenômeno on-off) e discinesias, ou tremor refratário. Além disso, é essencial que os sintomas sejam responsivos à levodopa, pois isso prediz uma boa resposta à estimulação. A idade não é um critério absoluto, mas pacientes mais jovens tendem a se beneficiar mais, e a presença de comorbidades e a expectativa de vida devem ser avaliadas.
Por outro lado, as contraindicações incluem condições que aumentam o risco cirúrgico ou que indicam que o paciente não se beneficiará do procedimento. Entre elas, destacam-se: comorbidades cardiovasculares, oncológicas ou cerebrovasculares graves; parkinsonismo-plus (síndromes atípicas); atrofia cerebral significativa ou outras lesões estruturais no exame de imagem; e, crucialmente, déficits cognitivos relevantes, demência, depressão maior, doença psiquiátrica grave não controlada ou sintomas psicóticos. A presença de declínio cognitivo significativo é uma contraindicação porque a ECP não melhora os sintomas cognitivos e pode até piorá-los, além de aumentar o risco de complicações neuropsiquiátricas no pós-operatório.
A banca explora a confusão entre os critérios de inclusão e exclusão. O candidato que não domina o tema pode marcar uma alternativa que descreve uma indicação (como tremor refratário ou flutuações motoras) como se fosse uma contraindicação. A chave é lembrar que a ECP é uma terapia para sintomas motores em pacientes com cognição preservada; qualquer comprometimento cognitivo significativo é uma barreira intransponível.
NÃO CAIA NESSA!
A banca inverte os critérios: apresenta indicações (idade < 65 anos, resposta à levodopa, flutuações motoras, tremor refratário) como se fossem contraindicações. A única contraindicação real entre as opções é o declínio cognitivo significativo. Memorize: ECP é para o cérebro que ainda funciona bem cognitivamente, mas tem motor quebrado.
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A presença de declínio cognitivo significativo confirmado é uma contraindicação formal para a ECP. O raciocínio é que a cirurgia não trata e pode agravar déficits cognitivos, além de aumentar o risco de complicações neuropsiquiátricas. Os critérios de exclusão incluem explicitamente "déficits cognitivos relevantes, demência, depressão maior, doença psiquiátrica grave não controlada ou sintomas psicóticos". Portanto, esta é a alternativa correta.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Idade inferior a 65 anos não é contraindicação, mas sim um fator que favorece a indicação. Pacientes mais jovens têm maior chance de benefício cirúrgico, pois tendem a ter menos comorbidades e maior expectativa de vida. A idade não é um critério absoluto de exclusão; a avaliação é individualizada.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Resposta favorável ao levodopa challenge test é um critério de inclusão, não de exclusão. A boa resposta à levodopa prediz uma boa resposta à ECP, pois indica que os sintomas motores são dopa-responsivos. A exceção é o tremor refratário, que pode ser tratado cirurgicamente mesmo sem resposta prévia à levodopa.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A presença de flutuações motoras refratárias ao tratamento medicamentoso é uma das principais indicações para a ECP. O procedimento é justamente indicado para pacientes com complicações motoras incapacitantes não controladas clinicamente, como o fenômeno on-off e as discinesias.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Tremor refratário ao tratamento medicamentoso é outra indicação clássica para a ECP. O tremor é um dos sintomas que mais responde à estimulação cerebral profunda, mesmo em pacientes que não apresentam boa resposta à levodopa. Portanto, é um critério de inclusão, não de exclusão.