Questão de Odontologia — Periodontia — FGV 2025
- Código
- fg110518
- Banca
- FGV
- Órgão
- EBSERH
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior
- Cargo
- Grupo Odontologia
- AV – V – V.
- BV – V – F.
- CV – F – F.
- DF – F – F.
- EF – F – V.
GabaritoB — V – V – F.
Gabarito: letra B — a sequência correta é V – V – F. A primeira afirmativa descreve corretamente a recessão Tipo 2 (RT2) da classificação de Cairo; a segunda está correta quanto à classificação de concavidades radiculares (Classe + e Classe –); a terceira é falsa porque, no caso de fenótipo fino com ausência de tecido queratinizado, a técnica indicada é o retalho avançado coronalmente combinado com enxerto de tecido conjuntivo (técnica de túnel ou retalho posicionado coronalmente com enxerto conjuntivo), e não com enxerto gengival livre.
A recessão gengival é a migração apical da margem gengival além da junção cemento-esmalte (JCE), expondo a superfície radicular. A classificação de Cairo (2011) é a mais utilizada atualmente e divide as recessões em três tipos, com base na perda de inserção interproximal:
RT1: recessão sem perda de inserção interproximal (a papila está íntegra, sem perda de inserção nos sítios mesial e distal).
RT2: recessão com perda de inserção interproximal, mas a perda de inserção interproximal é menor ou igual à perda de inserção vestibular (medida da JCE ao fundo de sulco/bolsa na vestibular).
RT3: recessão com perda de inserção interproximal maior que a perda de inserção vestibular.
A primeira afirmativa descreve exatamente a RT2: "perda de inserção interproximal, com distância da JCE ao fundo de sulco/bolsa menor ou igual à perda de inserção vestibular". Isso está correto.
A segunda afirmativa trata da classificação das concavidades radiculares, que é um sistema complementar à classificação de Cairo. Quando há presença de um degrau cervical > 0,5 mm, classifica-se como Classe +; quando não há esse degrau, classifica-se como Classe –. Essa classificação é importante porque influencia a escolha da técnica cirúrgica e o prognóstico do tratamento. A afirmativa está correta.
A terceira afirmativa é falsa. Em casos de recessão gengival com fenótipo periodontal fino e ausência de tecido queratinizado, a técnica cirúrgica mais indicada é o retalho avançado coronalmente combinado com enxerto de tecido conjuntivo (técnica de túnel ou retalho posicionado coronalmente com enxerto conjuntivo), e não com enxerto gengival livre. O enxerto gengival livre é mais indicado para aumentar a faixa de tecido queratinizado, mas não é a primeira escolha para recobrimento radicular em fenótipo fino, pois pode resultar em pior estética e maior morbidade. A técnica de túnel com enxerto conjuntivo é preferida por proporcionar melhor integração e estética.
A banca troca o enxerto de tecido conjuntivo pelo enxerto gengival livre. O enxerto gengival livre é usado para aumentar tecido queratinizado, enquanto o enxerto conjuntivo é o padrão-ouro para recobrimento radicular em fenótipo fino. Fique atento a essa distinção!
Afirmativa | Descrição | V/F |
|---|---|---|
1 | Recessão Tipo 2 (RT2 de Cairo): perda de inserção interproximal com distância da JCE ao fundo de sulco/bolsa ≤ perda de inserção vestibular | V |
2 | Classificação de concavidades radiculares: Classe + (degrau cervical > 0,5 mm) e Classe – (sem degrau cervical > 0,5 mm) | V |
3 | Técnica indicada para fenótipo fino com ausência de tecido queratinizado: retalho avançado coronalmente + enxerto gengival livre no mesmo tempo cirúrgico | F |
A sequência V – V – V está incorreta porque a terceira afirmativa é falsa. A técnica indicada para recessão com fenótipo fino e ausência de tecido queratinizado é o retalho avançado coronalmente com enxerto de tecido conjuntivo, não com enxerto gengival livre.
A sequência V – V – F está correta. A primeira afirmativa descreve corretamente a RT2 de Cairo; a segunda está correta quanto à classificação de concavidades radiculares; a terceira é falsa porque a técnica indicada é com enxerto de tecido conjuntivo, não com enxerto gengival livre.
A sequência V – F – F está incorreta porque a segunda afirmativa é verdadeira. A classificação de concavidades radiculares (Classe + e Classe –) está corretamente descrita.
A sequência F – F – F está incorreta porque a primeira e a segunda afirmativas são verdadeiras. A RT2 de Cairo e a classificação de concavidades radiculares estão corretamente descritas.
A sequência F – F – V está incorreta porque a primeira e a segunda afirmativas são verdadeiras, e a terceira é falsa. A técnica indicada é com enxerto de tecido conjuntivo, não com enxerto gengival livre.
Gabarito: letra B
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