O termo coriorretinite esclopetária tem relação com
Ainflamação corioretiniana por êmbolos sépticos, como complicação ocular da endocardite bacteriana.
Binflamação corioretiniana por êmbolos gordurosos, como complicação ocular de fraturas da bacia ou do fêmur.
Clesão corioretiniana por um projétil de arma de fogo, passando adjacente ao globo, sem perfurá-lo.
Dlesões inflamatórias da retina e da coroide na hanseníase.
Elesões inflamatórias da coroide e da retina na hidrofobia ou raiva humana.
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GabaritoC — lesão corioretiniana por um projétil de arma de fogo, passando adjacente ao globo, sem perfurá-lo.
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Coriorretinite esclopetária: trauma ocular por projétil de arma de fogo
Gabarito: letra C. O termo "esclopetária" deriva de escopeta e designa a lesão coriorretiniana causada por projétil de arma de fogo que passa adjacente ao globo ocular, sem perfurá-lo — o dano ocorre por concussão/onda de choque transmitida através das paredes orbitárias. As demais alternativas descrevem outras causas de coriorretinite (êmbolos sépticos, êmbolos gordurosos, hanseníase, raiva), que não correspondem à etiologia específica do termo.
A coriorretinite é a inflamação simultânea da coroide e da retina, conforme o próprio glossário oftalmológico define: "Coriorretinite: inflamação da coroide e retina". Quando o adjetivo "esclopetária" é acrescentado, o termo ganha um sentido traumático e específico: não se trata de uma uveíte infecciosa ou inflamatória sistêmica, mas de uma lesão contusa indireta produzida por um projétil de alta energia que não penetra o globo. O mecanismo é a transmissão da energia cinética do projétil através dos tecidos orbitários, gerando uma onda de choque que lesa a coroide e a retina — classicamente descrita como coriorretinite esclopetária.
Para entender a questão, é essencial distinguir os mecanismos de lesão ocular por projétil:
Perfurante/penetrante: o projétil atravessa ou penetra o globo, causando laceração direta.
Esclopetário (contuso indireto): o projétil passa ao lado do globo (na órbita ou adjacente), sem tocá-lo, mas a onda de choque lesa as estruturas internas — é exatamente o caso da alternativa C.
A banca explora a confusão entre coriorretinite inflamatória (causada por agentes infecciosos ou embólicos) e a coriorretinite traumática (esclopetária). As alternativas A, B, D e E descrevem coriorretinites de origem inflamatória/infecciosa, que são reais, mas não correspondem ao termo específico cobrado. A palavra-chave é "esclopetária", que remete a arma de fogo — não a êmbolos, bactérias ou vírus.
Na prática clínica, o oftalmologista deve reconhecer que, em traumas por arma de fogo na região orbitária, mesmo sem perfuração do globo, pode haver hemorragia retiniana, edema e necrose coriorretiniana — a coriorretinite esclopetária. O diagnóstico é essencialmente clínico-epidemiológico (história de ferimento por projétil) e o tratamento é de suporte, com acompanhimento para complicações como descolamento de retina ou neovascularização coroidal.
Guarde a fronteira: esclopetária = projétil de arma de fogo adjacente, sem perfurar. É exatamente nesse critério que as alternativas se dividem — as incorretas trocam a causa traumática por causas inflamatórias sistêmicas.
Coriorretinite esclopetária: Etimologia (Escopeta = arma de fogo); Mecanismo (Projétil adjacente ao globo, Sem perfurar, Onda de choque (concussão)); Natureza (Traumática (contusa indireta), Não inflamatória sistêmica); Diagnóstico (Clínico-epidemiológico, História de ferimento por projétil)
Alternativa A — ❌ Incorreta
Descreve a coriorretinite por êmbolos sépticos na endocardite bacteriana. Essa é uma causa real de coriorretinite metastática (inflamatória), mas não tem relação com o termo "esclopetária", que é específico para trauma por projétil de arma de fogo. A banca troca a etiologia traumática por uma infecciosa.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Cita a coriorretinite por êmbolos gordurosos após fraturas de bacia/fêmur. A síndrome de embolia gordurosa pode causar manifestações oculares (como manchas de Roth), mas novamente é uma causa embólica/inflamatória, não traumática por projétil. O termo "esclopetária" não se aplica.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
É a definição exata: lesão coriorretiniana por projétil de arma de fogo que passa adjacente ao globo, sem perfurá-lo. O mecanismo é a concussão — a onda de choque transmitida pelos tecidos orbitários lesa a coroide e a retina. A palavra "esclopetária" vem de escopeta (arma de fogo), e o termo é consagrado na oftalmologia para esse tipo de trauma contuso indireto.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Menciona lesões inflamatórias da retina e coroide na hanseníase (lepra). A hanseníase pode causar uveíte e coroidite, mas é uma doença infecciosa crônica por Mycobacterium leprae — não tem relação com projétil de arma de fogo. O termo "esclopetária" não se aplica.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Cita lesões inflamatórias na hidrofobia/raiva humana. A raiva pode causar encefalite e manifestações oculares, mas não é a etiologia da coriorretinite esclopetária. Novamente, é uma causa infecciosa viral, não traumática.
NÃO CAIA NESSA!
A banca troca a causa traumática (projétil de arma de fogo) por causas inflamatórias sistêmicas (êmbolos, hanseníase, raiva). O candidato que não conhece o termo "esclopetária" tende a escolher uma das alternativas com coriorretinite "clássica" (A ou B), mas a palavra-chave é o projétil. Lembre-se: esclopetária = escopeta = arma de fogo.
PEGA ESSA DICA!
Para questões de terminologia oftalmológica, decomponha a palavra: "esclopetária" vem de escopeta (arma de fogo). Se o termo não remete a inflamação sistêmica, busque a alternativa que envolva trauma balístico. Treine com glossários de oftalmologia — a FGV adora cobrar definições específicas.