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Questão de Medicina — Geriatria — FGV 2025

MedicinaGeriatria
Código
fg110847
Banca
FGV
Órgão
EBSERH
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Grupo Radiologia e Diagnóstico por Imagem
Em relação à utilidade do Trabecular Bone Score (TBS) no manejo da osteoporose, assinale a afirmativa correta.
  1. AO TBS é um método invasivo utilizado para medir diretamente a densidade mineral óssea.
  2. BO TBS substitui completamente a densitometria óssea na avaliação da osteoporose.
  3. CO TBS não possui utilidade clínica em pacientes com osteoporose secundária.
  4. DO TBS é calculado a partir de imagens obtidas por ressonância magnética de alta resolução.
  5. EO TBS fornece informações adicionais sobre a microarquitetura óssea e complementa a densitometria óssea na avaliação do risco de fraturas.
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GabaritoE — O TBS fornece informações adicionais sobre a microarquitetura óssea e complementa a densitometria óssea na avaliação do risco de fraturas.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Trabecular Bone Score (TBS) na avaliação da osteoporose

Gabarito: letra E. O Trabecular Bone Score (TBS) é um parâmetro derivado de imagens de densitometria (DXA) que fornece informações indiretas sobre a microarquitetura óssea trabecular, complementando a densidade mineral óssea (DMO) na avaliação do risco de fraturas. As demais alternativas erram ao descrever o TBS como invasivo, substituto da densitometria, inútil na osteoporose secundária ou derivado de ressonância magnética.

O TBS é uma ferramenta relativamente recente no manejo da osteoporose. Para entender seu papel, é preciso primeiro compreender a limitação da densitometria convencional: a DXA mede a quantidade de osso (densidade mineral óssea, expressa em g/cm²), mas não avalia a qualidade óssea, ou seja, a microarquitetura trabecular. O TBS preenche exatamente essa lacuna: ele é calculado a partir da mesma imagem de DXA da coluna lombar, analisando a textura dos pixels — variações na escala de cinza que refletem a integridade das trabéculas ósseas. Um TBS baixo indica microarquitetura deteriorada, o que aumenta o risco de fratura de forma independente da DMO.

Na prática clínica, o TBS é usado como complemento à densitometria, não como substituto. Ele é particularmente útil em situações em que a DMO pode ser enganosa, como na osteoporose secundária (ex.: uso crônico de glicocorticoides, diabetes, hiperparatireoidismo), onde a microarquitetura pode estar comprometida mesmo com DMO relativamente preservada. O TBS também ajuda a refinar a estimativa de risco de fratura quando integrado a ferramentas como o FRAX. É um método não invasivo, pois deriva de uma imagem já obtida por DXA, sem necessidade de procedimento adicional ou radiação extra.

A confusão que a banca explora aqui é a associação do TBS a métodos de imagem avançados (como ressonância magnética) ou a ideia de que ele substitui a densitometria. Na verdade, o TBS é um pós-processamento da imagem de DXA — a mesma máquina que mede a DMO gera os dados para o cálculo do TBS. Portanto, ele não é invasivo, não substitui a DXA e não é inútil em osteoporose secundária — pelo contrário, é nesses casos que ele agrega mais valor.

Guarde o critério decisivo: TBS = qualidade óssea (microarquitetura) + complementa a DMO (quantidade). É exatamente essa dupla função que a alternativa correta espelha e que as demais distorcem.

1Origem
Derivado da imagem de DXA
Não invasivo
Sem radiação extra
2O que avalia
Qualidade óssea (microarquitetura)
Textura dos pixels
3Papel clínico
Complementa a DMO
Refina risco de fratura (FRAX)
Útil na osteoporose secundária
4Não é
Substituto da densitometria
Método invasivo
Derivado de ressonância magnética
Trabecular Bone Score (TBS)
LEVELsoulevel.com.br
Trabecular Bone Score (TBS): Origem (Derivado da imagem de DXA, Não invasivo, Sem radiação extra); O que avalia (Qualidade óssea (microarquitetura), Textura dos pixels); Papel clínico (Complementa a DMO, Refina risco de fratura (FRAX), Útil na osteoporose secundária); Não é (Substituto da densitometria, Método invasivo, Derivado de ressonância magnética)

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que o TBS é um método invasivo para medir diretamente a DMO. Há dois erros: (1) o TBS não é invasivo — ele é derivado de uma imagem de DXA, um exame não invasivo; (2) o TBS não mede diretamente a DMO — ele avalia a microarquitetura trabecular a partir da textura da imagem. A DMO é medida pela própria densitometria (DXA), não pelo TBS.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Afirma que o TBS substitui completamente a densitometria óssea. O TBS é um complemento à DXA, não um substituto. A densitometria continua sendo o padrão-ouro para o diagnóstico de osteoporose (classificação pelo escore T), enquanto o TBS adiciona informação sobre a qualidade óssea. A palavra "completamente" torna a afirmação incorreta — o TBS não pode substituir a medida da DMO.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Afirma que o TBS não possui utilidade clínica em pacientes com osteoporose secundária. É exatamente o oposto: o TBS é especialmente útil na osteoporose secundária (ex.: uso de glicocorticoides, diabetes), pois nesses casos a microarquitetura pode estar comprometida mesmo com DMO normal ou pouco reduzida. O TBS ajuda a identificar pacientes com risco aumentado de fratura que a DMO isoladamente não captaria.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Afirma que o TBS é calculado a partir de imagens obtidas por ressonância magnética de alta resolução. O TBS é calculado a partir da imagem de DXA (absorciometria de raios X de dupla energia) da coluna lombar, analisando a textura dos pixels. Não utiliza ressonância magnética — essa é uma confusão com técnicas experimentais de avaliação de microarquitetura, que não são o TBS.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Afirma que o TBS fornece informações adicionais sobre a microarquitetura óssea e complementa a densitometria óssea na avaliação do risco de fraturas. Esta é a definição correta do TBS: ele é um parâmetro derivado da DXA que avalia a textura da imagem para inferir a qualidade da microarquitetura trabecular, agregando informação independente da DMO na predição de risco de fratura. É exatamente o papel do TBS no manejo da osteoporose.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre quantidade (DMO, medida pela DXA) e qualidade (microarquitetura, avaliada pelo TBS). O candidato que associa TBS a um exame de imagem "avançado" (como ressonância) ou a um método invasivo cai nas alternativas A e D. Lembre-se: o TBS é um pós-processamento da própria imagem de DXA — não é um exame novo, é uma análise adicional da mesma imagem.

PEGA ESSA DICA!

Para questões sobre TBS, memorize o tripé: não invasivo (deriva da DXA), não substitui a densitometria (complementa) e avalia microarquitetura (qualidade óssea). Se a alternativa trouxer "substitui", "invasivo", "ressonância" ou "inútil", está errada. O TBS é sempre um complemento que agrega informação sobre a qualidade do osso.

Gabarito: letra E

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