Na avaliação de um paciente de 36 anos com lombociatalgia e hérnia discal lombar, o sinal clínico mais indicativo de compressão radicular é
Areflexo aquileu diminuído.
Bsinal de Lasègue presente.
Chiperalgesia em membro inferior.
Dhipotrofia dos músculos paravertebrais lombares.
Esinal de Spurling presente.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoB — sinal de Lasègue presente.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Lombociatalgia e hérnia discal: o sinal de Lasègue
Gabarito: letra B. O sinal de Lasègue presente é o achado clínico mais indicativo de compressão radicular em paciente com lombociatalgia e hérnia discal lombar, pois sua positividade está diretamente associada ao acometimento radicular por hérnia discal, com sensibilidade superior a 90% para esse diagnóstico. Os demais sinais listados — reflexo aquileu diminuído, hiperalgesia, hipotrofia paravertebral e sinal de Spurling — são achados que podem acompanhar, mas não são tão específicos ou diretamente indicativos de compressão radicular quanto o Lasègue.
A lombociatalgia é a dor que se irradia da região lombar para o membro inferior, seguindo o trajeto do nervo ciático, e na grande maioria dos casos é causada por uma hérnia de disco intervertebral que comprime uma raiz nervosa. Quando o disco hernia, o núcleo pulposo extravasa e pode comprimir as raízes que formam o nervo ciático, tipicamente as raízes L5 e S1, que juntas respondem por cerca de 90% dos casos de radiculopatia lombar. Essa compressão gera um processo inflamatório e irritativo na raiz, que se manifesta com dor, alterações sensitivas, motoras e reflexas no território da raiz acometida.
O exame físico é fundamental para distinguir a dor de origem mecânica da dor neurogênica por irritação radicular. A manobra de elevação do membro inferior com o paciente deitado — o teste de Lasègue — é o principal instrumento semiológico para essa distinção. Quando a elevação passiva da perna estendida, entre 30 e 70 graus, reproduz a dor lombar que irradia para o membro inferior, o teste é positivo e indica estiramento das raízes lombares inferiores, o que ocorre justamente quando há uma hérnia discal comprimindo a raiz. A sensibilidade desse achado para herniação discal é maior que 90%, embora tenha baixa especificidade, ou seja, um teste positivo é muito sensível para detectar a hérnia, mas pode ocorrer em outras condições.
É importante destacar que o sinal de Lasègue é um teste de irritação radicular por estiramento, e sua positividade é o marcador clínico mais direto de que a raiz nervosa está sendo comprimida ou irritada. Os outros sinais listados nas alternativas são manifestações que podem ocorrer em decorrência da compressão radicular, mas não são tão específicos ou diretamente indicativos quanto o Lasègue. Por exemplo, o reflexo aquileu diminuído é um sinal de comprometimento da raiz S1, mas pode estar presente em outras neuropatias; a hiperalgesia é um sintoma sensitivo inespecífico; a hipotrofia dos músculos paravertebrais é um achado de espasmo muscular crônico, não de compressão radicular; e o sinal de Spurling é um teste para compressão radicular cervical, não lombar.
A banca explora a confusão entre os sinais de irritação radicular e os sinais de déficit neurológico. O Lasègue é um sinal de irritação, que aparece precocemente quando a raiz está sendo estirada ou comprimida, enquanto o reflexo diminuído, a hipotrofia e a hiperalgesia são sinais de déficit, que aparecem quando a compressão já causou dano neurológico. Na avaliação inicial de um paciente com lombociatalgia, o sinal mais indicativo de que há compressão radicular é justamente o de irritação, o Lasègue, pois ele é o primeiro a se manifestar e é altamente sensível.
Guarde essa distinção entre sinais de irritação e sinais de déficit: é exatamente nela que as alternativas se dividem. O Lasègue é o sinal de irritação radicular por excelência na coluna lombar, enquanto os demais são manifestações de déficit ou de outras topografias.
Sinais na lombociatalgia
1Irritação radicular (precoce)
Sinal de Lasègue (gabarito)
2Déficit neurológico (dano)
Reflexo aquileu diminuído (S1)
Hiperalgesia (inespecífico)
Hipotrofia paravertebral (inespecífico)
3Outra topografia
Sinal de Spurling (cervical)
LEVEL · soulevel.com.br
Alternativa A — ❌ Incorreta
O reflexo aquileu diminuído é um sinal de déficit neurológico que ocorre quando há comprometimento da raiz S1, que inerva o tríceps sural. Embora possa estar presente em pacientes com hérnia discal lombar que comprime a raiz S1, ele não é o sinal mais indicativo de compressão radicular, pois é um sinal de déficit, que aparece quando a compressão já causou dano neurológico, e não um sinal precoce de irritação radicular. Além disso, o reflexo aquileu diminuído pode ocorrer em outras neuropatias periféricas, como na polineuropatia diabética, não sendo específico de compressão radicular.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O sinal de Lasègue presente é o achado clínico mais indicativo de compressão radicular em paciente com lombociatalgia e hérnia discal lombar. A manobra de elevação do membro inferior com o paciente deitado, que reproduz a dor irradiada entre 30 e 70 graus, é positiva quando há estiramento das raízes lombares inferiores, o que ocorre na compressão radicular por hérnia discal. A sensibilidade desse achado para herniação discal é maior que 90%, tornando-o o sinal mais sensível e diretamente associado à compressão radicular.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A hiperalgesia em membro inferior é um sintoma sensitivo que pode ocorrer em diversas condições, incluindo a compressão radicular, mas é um achado inespecífico e subjetivo, que depende da percepção do paciente. Não é um sinal clínico objetivo e diretamente indicativo de compressão radicular como o Lasègue. A hiperalgesia pode estar presente em neuropatias periféricas, síndromes dolorosas complexas e outras condições, não sendo específica de hérnia discal.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A hipotrofia dos músculos paravertebrais lombares é um achado de espasmo muscular crônico ou de desuso, comum em pacientes com lombalgia crônica, mas não é um sinal de compressão radicular. A compressão radicular causa déficit motor nos músculos inervados pela raiz acometida, como o extensor longo do hálux (L5) ou o tríceps sural (S1), e não nos músculos paravertebrais, que são inervados pelos ramos posteriores dos nervos espinhais. A hipotrofia paravertebral é um achado inespecífico de dor lombar crônica, não de radiculopatia.
Alternativa E — ❌ Incorreta
O sinal de Spurling é um teste clínico para compressão radicular cervical, não lombar. Ele é realizado com a extensão e rotação da cabeça para o lado afetado, com compressão axial, e reproduz a dor irradiada para o membro superior quando há compressão de uma raiz cervical. Na lombociatalgia, o teste adequado é o de Lasègue, que avalia as raízes lombares. A banca troca a topografia: o Spurling é para a coluna cervical, não para a lombar.
NÃO CAIA NESSA!
A banca troca os sinais de irritação radicular pelos de déficit neurológico e mistura topografias. O Lasègue é o sinal de irritação radicular lombar por excelência, enquanto o reflexo aquileu diminuído, a hiperalgesia e a hipotrofia são sinais de déficit, que aparecem quando a compressão já causou dano. E o Spurling é um teste para a coluna cervical, não para a lombar. Com treino, você identifica essas trocas de longe 💪
PEGA ESSA DICA!
Para diferenciar os sinais, lembre-se: na coluna lombar, o teste de irritação radicular é o Lasègue (elevação do membro inferior estendido), enquanto na coluna cervical é o Spurling (compressão axial com rotação). Os sinais de déficit (reflexo diminuído, hipotrofia, hipoestesia) indicam que a compressão já causou dano neurológico, enquanto o Lasègue indica irritação precoce da raiz.