O marcador molecular que está mais associado à progressão de gliomas de grau II para grau IV, entre os citados, é
Ao IDH1 mutante.
Ba amplificação do gene BDNF.
Co IDH selvagem.
Da mutação na Ki-67.
Eo aumento da expressão de VEGF.
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GabaritoC — o IDH selvagem.
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Marcadores moleculares em gliomas: progressão de grau II para grau IV
Gabarito: letra C. O marcador associado à progressão de gliomas de baixo grau (grau II) para glioblastoma (grau IV) é o IDH selvagem (tipo nativo), pois a presença da mutação do IDH confere melhor prognóstico e está associada a tumores de menor agressividade, enquanto a perda dessa mutação (ou a presença do gene selvagem) correlaciona-se com comportamento mais agressivo e pior desfecho. A base para essa resposta está na classificação molecular dos gliomas, que utiliza o status do IDH como um dos principais preditores de sobrevida e progressão.
O IDH (isocitrato desidrogenase) é uma enzima que participa do ciclo de Krebs e da regulação do metabolismo celular. Em gliomas, a mutação do IDH1 (e, menos frequentemente, do IDH2) é um evento precoce na tumorigênese e define um subgrupo molecular distinto. Tumores com IDH mutado apresentam perfil epigenético diferente, com hipermetilação de ilhas CpG (fenótipo G-CIMP), o que está associado a melhor prognóstico e maior sobrevida. Por outro lado, gliomas com IDH selvagem (não mutado) têm comportamento mais agressivo, maior taxa de proliferação e pior resposta ao tratamento.
A progressão de um glioma de grau II (astrocitoma difuso) para grau IV (glioblastoma) envolve o acúmulo de alterações genéticas adicionais, como a perda da expressão do IDH mutado ou a seleção de clones com IDH selvagem, além de outras alterações como amplificação de EGFR, perda de PTEN e alterações em vias de sinalização. Estudos mostram que glioblastomas que surgem da progressão de gliomas de baixo grau frequentemente perdem a mutação do IDH ou apresentam IDH selvagem, o que está associado a um curso clínico mais agressivo.
Na prática clínica, a avaliação do status do IDH é essencial para o prognóstico e para a decisão terapêutica. Pacientes com glioma IDH mutado têm sobrevida significativamente maior e respondem melhor à quimioterapia, enquanto aqueles com IDH selvagem têm pior prognóstico e podem se beneficiar de abordagens mais agressivas. A classificação da OMS de 2016 e 2021 incorporou o status do IDH como critério diagnóstico, dividindo os glioblastomas em IDH selvagem (mais comum, pior prognóstico) e IDH mutado (menos comum, melhor prognóstico).
A pegadinha desta questão está em associar a mutação do IDH à progressão maligna, quando na verdade é o oposto: a mutação do IDH é um fator de melhor prognóstico, e a progressão para grau IV está associada ao IDH selvagem. O candidato que conhece a importância prognóstica do IDH mutado pode ser levado a marcar a alternativa A, mas a pergunta é sobre o marcador associado à progressão, não ao melhor prognóstico.
Guarde a distinção central: IDH mutado = melhor prognóstico, menor agressividade; IDH selvagem = pior prognóstico, maior agressividade e progressão. É exatamente essa inversão que a banca explora nas alternativas.
IDH em gliomas
1IDH mutado
Melhor prognóstico
Menor agressividade
Maior sobrevida
2IDH selvagem
Pior prognóstico
Maior agressividade
Progressão grau II → IV
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Alternativa A — ❌ Incorreta
A mutação do IDH1 está associada a melhor prognóstico e menor agressividade tumoral, não à progressão para grau IV. Gliomas com IDH mutado têm sobrevida mais longa e comportamento menos agressivo. A banca inverte o valor prognóstico: o candidato que sabe que o IDH mutado é um marcador importante pode marcar esta alternativa, mas ela está incorreta porque a mutação é fator de bom prognóstico, não de progressão maligna.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A amplificação do gene BDNF (fator neurotrófico derivado do cérebro) não é um marcador estabelecido de progressão de gliomas de baixo grau para glioblastoma. O BDNF está mais relacionado à sobrevivência e diferenciação neuronal, e não há evidência consistente de que sua amplificação seja um marcador de progressão maligna em gliomas. A alternativa confunde um fator de crescimento neuronal com um marcador tumoral de progressão.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O IDH selvagem (não mutado) é o marcador associado à progressão de gliomas de grau II para grau IV. Gliomas com IDH selvagem têm comportamento mais agressivo, maior taxa de proliferação e pior prognóstico, sendo mais propensos a progredir para glioblastoma. A presença do IDH selvagem indica ausência da mutação que confere melhor prognóstico, e está associada a tumores de maior agressividade e progressão maligna.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A Ki-67 é um marcador de proliferação celular, não um gene que sofre mutação. A alternativa confunde o conceito: Ki-67 é uma proteína nuclear usada como índice de proliferação em imuno-histoquímica, e não há "mutação na Ki-67" como marcador molecular de progressão. O erro está em tratar um marcador de proliferação como se fosse um gene mutável.
Alternativa E — ❌ Incorreta
O aumento da expressão de VEGF (fator de crescimento do endotélio vascular) está associado à angiogênese tumoral e é mais relevante em glioblastomas já estabelecidos, não como marcador específico de progressão de grau II para grau IV. Embora o VEGF seja importante na agressividade tumoral, o marcador molecular mais diretamente associado à progressão é o status do IDH, não a expressão de VEGF. A alternativa confunde um fator de angiogênese com um marcador de progressão.