Questão de Nutrição — Bioquímica, Digestão, Metabolismo e Absorção de Nutrientes — FGV 2025
Nutrição›Bioquímica, Digestão, Metabolismo e Absorção de Nutrientes
Código
fg112060
Banca
FGV
Órgão
EBSERH
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Residência Multiprofissional - Nutrição
A oxidação de ácidos graxos ocorre em múltiplas regiões da célula dentro do corpo humano. Nas mitocôndrias, ocorre a betaoxidação, que é uma fonte significativa de energia metabólica durante períodos de jejum e estados de alta demanda energética, como exercícios.Essas condições metabólicas induzem à(ao)
Aliberação de gastrina, aumentando a motilidade intestinal e a produção de ácido clorídrico.
Bliberação de insulina, estimulando a glicogênese por meio da ativação do glicogênio sintase.
Cfermentação lática, onde o ácido lático é convertido a piruvato e a duas moléculas de ATP.
Daumento da produção de GLP1 (peptídeo semelhante ao glucagon), para reduzir o apetite e aumentar a sensação de saciedade.
Eliberação de ácidos graxos do tecido adiposo devido à secreção de mediadores circulantes, como epinefrina e glucagon, que aumentam a taxa de lipólise.
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GabaritoE — liberação de ácidos graxos do tecido adiposo devido à secreção de mediadores circulantes, como epinefrina e glucagon, que aumentam a taxa de lipólise.
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Metabolismo energético: lipólise e betaoxidação
Gabarito: letra E. Em condições de jejum e alta demanda energética, o organismo reduz a secreção de insulina e aumenta a de hormônios contrarreguladores — como epinefrina (adrenalina) e glucagon — que ativam a lipase sensível a hormônio no tecido adiposo, liberando ácidos graxos livres para a betaoxidação mitocondrial. É exatamente esse mecanismo que a alternativa E descreve.
A betaoxidação é o processo pelo qual os ácidos graxos são quebrados em unidades de acetil-CoA dentro da mitocôndria, alimentando o ciclo de Krebs e a fosforilação oxidativa. Para que isso ocorra, é preciso que os ácidos graxos estejam disponíveis no sangue. No estado alimentado, a insulina promove o armazenamento de energia — estimulando a lipogênese e inibindo a lipólise. Já no jejum ou no exercício prolongado, a queda da insulina e o aumento de glucagon e catecolaminas (epinefrina e norepinefrina) ativam a lipase hormônio-sensível nos adipócitos, que hidrolisa os triglicerídeos armazenados em glicerol e ácidos graxos livres. Estes são transportados pela albumina até os tecidos, onde sofrem betaoxidação.
O contexto metabólico descrito no enunciado — jejum e exercício — é o oposto do estado pós-prandial. Por isso, as alternativas que mencionam hormônios e processos anabólicos (gastrina, insulina, GLP-1) ou vias anaeróbicas (fermentação lática) estão incorretas. A questão testa exatamente a capacidade de associar o estado metabólico ao perfil hormonal e à via energética predominante.
A pegadinha central é a inversão do estado metabólico: o candidato pode confundir jejum com estado alimentado e marcar insulina ou GLP-1, que são hormônios do período pós-prandial. O critério decisivo é: jejum e exercício = catabolismo = lipólise e betaoxidação, mediadas por glucagon e epinefrina.
Estado metabólico
1Jejum / exercício (catabolismo)
Lipólise (lipase hormônio-sensível)
Betaoxidação mitocondrial
Hormônios: glucagon e epinefrina
2Estado alimentado (anabolismo)
Insulina (glicogênese, inibe lipólise)
GLP-1 (saciedade)
Gastrina (digestão gástrica)
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Alternativa A — ❌ Incorreta
A gastrina é um hormônio gastrointestinal liberado principalmente pela presença de alimento no estômago, estimulando a secreção de ácido clorídrico e a motilidade gástrica — não tem relação com a mobilização de ácidos graxos no jejum. A banca troca o hormônio do estado alimentado (gastrina) pelo contexto catabólico do enunciado.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A insulina é um hormônio anabólico, secretado em resposta à glicose elevada no sangue (estado alimentado). Ela estimula a glicogênese (síntese de glicogênio) e inibe a lipólise. No jejum, a insulina está reduzida, não liberada. A alternativa inverte completamente o perfil hormonal do estado descrito.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A fermentação lática ocorre em condições de hipóxia (falta de oxigênio), como no exercício intenso e anaeróbico, quando o piruvato é convertido em lactato para regenerar NAD+. No jejum e no exercício aeróbico prolongado, a via predominante é a oxidação de ácidos graxos, não a fermentação. Além disso, a conversão descrita está invertida: é o piruvato que é convertido em lactato, e não o contrário.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O GLP-1 (peptídeo semelhante ao glucagon) é um incretina liberada após a ingestão de alimentos, que aumenta a secreção de insulina, reduz o apetite e promove saciedade. Ele não é um mediador da lipólise no jejum. A alternativa mistura o efeito de saciedade com o contexto catabólico, mas o GLP-1 atua no estado pós-prandial, não no jejum.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
No jejum e no exercício, a queda da insulina e o aumento de glucagon e epinefrina ativam a lipase hormônio-sensível no tecido adiposo, promovendo a lipólise — a quebra de triglicerídeos em glicerol e ácidos graxos livres. Esses ácidos graxos são liberados na circulação e transportados até as mitocôndrias, onde sofrem betaoxidação para gerar energia. A alternativa descreve exatamente esse mecanismo: liberação de ácidos graxos do tecido adiposo mediada por epinefrina e glucagon, com aumento da taxa de lipólise.