Uma equipe de saúde da família está implementando um programa de rastreio para sarcopenia em idosos da comunidade. Durante as visitas domiciliares, uma senhora de 85 anos, que vive sozinha e apresenta dificuldades em atividades diárias, como subir escadas e carregar compras, foi selecionada para avaliação.De acordo com as etapas iniciais de rastreio e avaliação da força muscular para o diagnóstico de sarcopenia, a sequência de conduta mais apropriada para essa paciente, no contexto da saúde da família, é
Arealizar imediatamente uma densitometria óssea (DEXA) para confirmar a perda de massa muscular e, em seguida, aplicar o teste de caminhada de 6 minutos para avaliar a reserva funcional e estimar o prognóstico.
Brealizar ultrassonografia do quadríceps para aferir a massa muscular e descartar a necessidade de testes funcionais.
Cavaliar diretamente a performance física global da paciente utilizando o teste SPPB (Short Physical Performance Battery), e o teste de caminhada de 400 metros, já que as queixas sugerem sarcopenia estabelecida.
Dsolicitar uma ressonância nuclear magnética (RNM) do quadríceps para quantificar a massa muscular, pois é o exame mais preciso para esse fim.
Eaplicar o questionário SARC-F para identificar o risco de sarcopenia e, se o resultado indicar risco, realizar a avaliação da força de preensão manual ou o teste de levantar-se da cadeira por cinco vezes.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoE — aplicar o questionário SARC-F para identificar o risco de sarcopenia e, se o resultado indicar risco, realizar a avaliação da força de preensão manual ou o teste de levantar-se da cadeira por cinco vezes.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Rastreio e diagnóstico de sarcopenia em idosos na atenção primária
Gabarito: letra E. A sequência correta para o rastreio de sarcopenia na atenção básica começa com a aplicação do questionário SARC-F para identificar risco; se positivo, parte-se para a avaliação da força muscular (preensão manual ou teste de levantar-se da cadeira cinco vezes), conforme o algoritmo proposto pelo European Working Group on Sarcopenia in Older People (EWGSOP2). As demais alternativas invertem a lógica, priorizando exames de imagem ou testes funcionais avançados antes do rastreio inicial, o que não é apropriado no contexto da saúde da família.
A sarcopenia é uma síndrome geriátrica caracterizada pela perda progressiva e generalizada de massa e força muscular, com impacto direto na funcionalidade, no risco de quedas e na mortalidade. No idoso de 85 anos que vive sozinho e relata dificuldade para subir escadas e carregar compras, a suspeita clínica é alta, mas o diagnóstico não se faz por um único exame — segue um fluxo sequencial que começa pelo rastreio e só depois confirma com medidas objetivas.
O consenso mais utilizado (EWGSOP2, 2018) estabelece um algoritmo claro: 1º) Rastreio com o questionário SARC-F (ou a queixa clínica de fraqueza); 2º) Confirmação da baixa força muscular (preensão manual ou chair stand test); 3º) Confirmação da baixa quantidade/qualidade muscular (DEXA, BIA, etc.); e 4º) Gravidade (testes de performance física, como SPPB, velocidade de marcha, TUG). Na atenção primária, o rastreio é o primeiro passo — e o SARC-F é exatamente a ferramenta recomendada por ser simples, rápido e validado para uso na comunidade.
A força muscular é o parâmetro central do diagnóstico: é ela que melhor prediz desfechos adversos. Por isso, após o rastreio positivo, o próximo passo é medir a força — seja pela preensão palmar (handgrip), com dinamômetro, seja pelo teste de levantar-se da cadeira cinco vezes (chair stand test), que avalia a força dos membros inferiores. Esses testes são viáveis no domicílio e na unidade básica, não exigem equipamentos sofisticados e são os recomendados pelo consenso.
A banca explora a confusão entre rastreio, avaliação de força e avaliação de massa muscular. O candidato que memoriza apenas os nomes dos exames (DEXA, RNM, SPPB) pode marcar uma alternativa que cita um exame válido, mas na ordem errada ou com indicação inadequada para o contexto. A chave é lembrar que, na atenção primária, o rastreio vem primeiro e é feito com ferramentas simples — não com exames de imagem.
1Rastreio (SARC-F)
2Força (handgrip/chair stand)
3Massa (DEXA/BIA)
4Gravidade (SPPB/marcha)
LEVEL · soulevel.com.br
Alternativa A — ❌ Incorreta
Erra ao propor a densitometria óssea (DEXA) como primeiro passo. A DEXA é um exame de confirmação de massa muscular (usado na etapa 3 do algoritmo), não de rastreio. Além disso, o teste de caminhada de 6 minutos avalia capacidade funcional/resistência, não é a primeira conduta. A sequência correta começa com SARC-F, não com DEXA.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A ultrassonografia do quadríceps é uma técnica promissora para avaliar massa muscular, mas não é o padrão inicial na atenção primária e, principalmente, não descarta a necessidade de testes funcionais — a força e a performance são componentes essenciais do diagnóstico. A alternativa subverte a lógica: imagem não substitui a avaliação funcional.
Alternativa C — ❌ Incorreta
O SPPB e o teste de caminhada de 400 metros são testes de performance física, usados para avaliar a gravidade da sarcopenia (etapa 4), não para o rastreio inicial. A alternativa pula as etapas de rastreio e confirmação de força, indo direto para a avaliação de gravidade — o que não é a conduta mais apropriada para uma paciente ainda em investigação.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A ressonância nuclear magnética (RNM) é um método de quantificação de massa muscular, mas é cara, de difícil acesso e não é o exame de primeira linha na atenção primária. O consenso recomenda DEXA ou BIA como métodos de confirmação, e a RNM fica reservada para pesquisa ou casos específicos. Além disso, a alternativa ignora o rastreio inicial.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Esta é a sequência exata do algoritmo EWGSOP2: aplicar o SARC-F (rastreio) e, se positivo, avaliar a força muscular com preensão manual ou chair stand test. É a conduta mais apropriada para a atenção primária, pois é simples, validada e hierarquiza as etapas do diagnóstico. A alternativa espelha fielmente o fluxo recomendado.
NÃO CAIA NESSA!
A banca troca a ordem das etapas: coloca exames de imagem (DEXA, RNM) ou testes de performance (SPPB) como primeiro passo, quando o correto é começar pelo rastreio com SARC-F. O candidato que sabe que DEXA mede massa muscular pode marcar a letra A, mas esquece que o rastreio vem antes. Lembre-se: na atenção primária, comece pelo simples e barato.
PEGA ESSA DICA!
Para fixar o algoritmo, memorize a sequência: SARC-F → força (handgrip/chair stand) → massa (DEXA/BIA) → gravidade (SPPB/marcha). Na prova, desconfie de alternativas que começam com exames de imagem ou testes avançados — o rastreio é sempre o primeiro passo.